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CHRISTOPHER FRANKE

por Jorge Saldanha

Christopher Franke é um nome conhecido para aqueles que, semanalmente, acompanhavam os capítulos de  "Babylon 5", a vitoriosa série de FC criada por J. Michael Straczynski. O compositor, que se auto-classifica como um "Pintor Sônico" ou "Escultor de Sons", nasceu em Berlim, Alemanha, em 6 de abril de 1953, tendo estudado música clássica e composição no Conservatório de Berlim. Juntamente com um de seus professores, o compositor suíço Thomas Kessler, Christopher montou um estúdio-escola que tornou-se o ponto de encontro dos jovens músicos que se dedicavam à música experimental. E foi lá na The Berlin School of Electronic Music que Christopher conheceu Edgar Froese e Peter Baumann, com os quais formaria em seguida o grupo Tangerine Dream.

Um antigo cinema foi convertido em um dos melhores estúdios de som de Berlim, e foi lá que o Tangerine Dream gravou muitos de seus álbuns e trilhas sonoras. Entre 1970 e 1988, o grupo lançou 36 álbuns gravados ao vivo e em estúdio (incluindo trilhas), sete dos quais receberam discos de ouro. O trio compôs a música de mais de 30 filmes americanos, incluindo "A Incendiária", "A Lenda" (substituindo na versão americana a trilha original de Jerry Goldsmith), "Negócio Arriscado" e "A Fortaleza Infernal". Sendo um dos primeiros a utilizar-se de sintetizadores, Christopher é reconhecidamente um dos pioneiros da música eletrônica, especialmente através do uso inovador do "sequencer" como instrumento de percussão nos trabalhos do grupo. As turnês mundiais do Tangerine Dream percorreram com sucesso os EUA, Japão, Austrália e a maior parte da Europa. Em 1988, Christopher Franke deixou o Tangerine Dream em busca de maior liberdade para desenvolver suas idéias musicais próprias. Montou um estúdio na Espanha, onde produziu vários trabalhos para a TV e cinema americanos. Buscando aproximar-se do mercado, mudou-se para Los Angeles em 1990, onde abriu um novo estúdio.

Em 1991, Christopher fundou a Berlin Symphonic Film Orchestra com a qual atingiu o balanço ideal entre a instrumentação acústica e a eletrônica. Neste mesmo ano, além de compor para dois filmes de cinema e um telefilme, lançou seu primeiro álbum solo, "Pacific Coast Highway", e realizou sua primeira apresentação solo em 16 de outubro, em Londres. "The London Concert," a gravação deste concerto, foi lançada em fevereiro de 1993. Neste mesmo ano Franke criou sua própria gravadora, a Sonic Images , cujo primeiro lançamento foi "New Music for Films, Vol. 1," uma compilação que incluiu suas trilhas para "McBain," "Eye of the Storm" e "She Woke up." Ainda em 1993, Franke, juntamente com mais quatro compositores, foi selecionado por J. Michael Straczynski para produzir a música para "Babylon 5", que havia recebido sinal verde da Warner para tornar-se uma série semanal. A trilha utilizada no piloto foi composta pelo ex-Police Stewart Copeland, porém os produtores não gostaram muito do resultado. Já a música de Franke agradou em cheio a Straczynski, que acabou escolhendo-o como único compositor da série. Assim, Christopher Franke compôs toda a música para as cinco temporadas do programa, incluindo três telefilmes e o próprio piloto, "The Gathering", que foi relançado em 1998 com novos efeitos especiais e trilha sonora.

Em 1994, Christopher compôs a trilha do filme de FC "Soldado Universal", dirigido por Roland Emmerich e estrelado por Jean-Claude Van Damme, e da série de TV "Raven", ambas lançadas em CD. Em 1995, pela Sonic Images, foi lançado um primeiro CD com trilhas de "Babylon 5". Hoje, a gravadora possui em catálogo trilhas de compositores como John Van Tongeren (a nova "Quinta Dimensão", "Poltergeist - O Legado") e Charles Fox ("Conan") e discos de "new age". Com o sucesso crescente de "Babylon 5", a partir de 1997 foram lançados novos CDs com trilhas individuais de episódios da série, incluindo telefilmes. Durante as cinco temporadas do seriado, Franke diz que não sentiu-se entediado pela repetição que uma série de TV pode causar, já que B5 possuía uma mitologia envolvente e cada episódio permitia uma grande variedade de rumos musicais a serem explorados. A trilha para cada episódio, via de regra, levava de três a seis dias para ser feita, incluindo as gravações feitas via telefone e fibras óticas com a Berlin Symphonic Film Orchestra, em um complicado processo de sincronização em tempo real dos sintetizadores e dos instrumentos acústicos. Tanto trabalho sem dúvida valeu a pena, e esperamos que em breve possamos reencontrar a arte muito especial de Christopher Franke.

Filmografia de Christopher Franke, cortesia de Internet Movie Database

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