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24 de agosto de 2009

AVATAR - A PRÉVIA

Nosso credenciado Alex Oliveira conferiu as cenas selecionadas de Avatar exibidas no Avatar Day. Saiba o que ele achou!

Filme novo de James Cameron é sempre um evento e o cara sabe disso. Tacou um James Cameron's antes do título Avatar - o esperadíssimo filme que levou mais de uma década para ser concebido. Mas qual o motivo de tanto hype?

Porque filme novo do James Cameron é sempre sinônimo de uma revolução na "arte dos blockbusters". O cara tem um ego gigante e adora competir consigo. Aliens foi uma continuação que superou em todos os aspectos o filme original. A saga Exterminador do Futuro entrou no imaginário do cinemão e Titanic foi o evento coletivo da década de 1990: a maior bilheteria, o maior falatório, os inúmeros Oscars. E agora camarão?

Avatar, segundo o maluco, foi concebido há 14 anos atrás quando a tecnologia necessária para a concepção do filme ainda engatinhava. Quando viu o trabalho realizado por Peter Jackson e seu Gollum em O Senhor dos Anéis, o diretor viu que o lance de captura de movimentos para recriar o impossível tinha evoluído. Daí que, nerdaço, bolou um jeito todo camarão (leia revolucionário) de filmar em 3D, chamou a Sigourney Weaver e um bando de futuras estrelas e resolveu criar um mundo todo especial.

Pandora é um planeta todo bonitão habitado por aliens azuis, misto de Smurfs com Thundercats. Do pouco que foi liberado da história, vai rolar meio que um lance de choque de culturas. Jake é o militar terráqueo e arrogante, escolhido para colonizar o planeta e para isto se infiltra entre os azuis. Mas descobre o amor por uma alien (numa vibe Dança com Lobos) e que este lance de imposição cultural não está com nada. História simplona, plot-desculpa para o show de efeitos visuais. Um crítico da "Time" verbalizou: "assistir a Avatar é como sonhar de olhos abertos!".  Exagero?

Numa estratégia de marketing anti-clímax, a Fox liberou o teaser-trailer antes do tal Avatar Day (onde rolariam sessões de 15 minutos nos IMAX do mundo todo) e não empolgou. Em 2D o filme não funciona, parece videogame. E é aí que reside o plano maléfico de Cameron: lhe obrigar a levantar sua bunda da cadeira, ir ao cinema bam-bam-bam mais próximo e conferir todo o brilhantismo da produção em sua totalidade. Baixar o filme, comprar no camelô da esquina serão todas opções furadas. Pode soar cruel, mas no fundo as intenções são nobres: reviver a magia de entrar numa sala de cinema.

Sobre os 15 minutos é fácil cair no clichê: foi a melhor experiência cinematográfica (de 15 minutos) ever.  A tela gigante e todo o aparato geek potencializam a experiência de desbravar Pandora, que não parece ser um amontoado de pixels e sim um cenário vivo. Os personagens respiram e exalam um realismo impressionante. Para atordoar a plateia, inúmeras cenas de ação rechearam o preview ( o confronto com dinorinoceronte fez meu coração pulsar) e quem viu, saiu boquiaberto. Os fãs do diretor respiram aliviados visto que o cara (ao contrário de George Lucas e uma certa Ameaça Fantasma) não perdeu a mão.

Pouco foi exibido mas é quase certo que teremos um Star Wars para a geração internet. A molecada vai querer se inteirar, formar filas, comprar bonequinhos e o diabo a quatro. Os veteranos terão um novo Cameron para degustar. Geeks, um pretexto para teorias e um novo idioma para aprender. E o cinema-pipoca (e todo o resto, afinal quem paga sua conta?) agradece. O Rei do Mundo (finalmente) levantou do seu trono.

Alex Oliveira

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