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Santaolalla conversa com o público |
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Ao final o
argentino interpretou três temas |
15 de maio de 2007
MÚSICA EM CENA: A PALESTRA DE GUSTAVO
SANTAOLALLA NO RIO
O auditorio da PUC onde aconteceu o
último painel do
MÚSICA EM CENA - 1º Encontro
Internacional da música de Cinema
, dia 12
de maio de 2007, estava completamente lotado e o público esperava
ansioso a chegada do compositor argentino, que desde o inicio se
mostrou muito simpático e começou falando do começo de sua carreira.
Segundo Santaolalla, ganhar um Oscar nunca foi o objetivo de sua vida,
ocorreu de forma natural. Ele comentou também que nunca foi um bom
aluno de música e que ainda hoje, para espanto de muitos, não sabe ler
nem escrever uma partitura.
Sobre a trilha de Babel, disse que "Não quería que fosse como
um documentário da
National Geographic.
Quando aparece Marrocos, música de Marrocos. Não. Quería fazer uma
música que pudesse ser considerada como
world music,
que fosse parte do filme formando um todo".
Perguntei a Santaolalla o que considera importante em um filme, na hora
de decidir os instrumentos e o estilo de composição que vai utilizar na
trilha. Ele respondeu com um exemplo do filme Diários de Motocicleta:
“Dois jovens viajando em uma motocicleta pela América Latina. Isso só
pode ser rock
and roll!
Completando a resposta, comentou que não segue uma regra fixa. "O
processo varia de filme para filme.”
Quando lhe perguntaram sobre os compositores que ele admira sua resposta
foi direta: “Ennio Morricone,
Nino Rota,
Bernard Hermann e
John Barry”. E sobre
os atuais respondeu: “Alberto Iglesias e Antonio Pinto”.
Depois de uma hora e meia de
conversa, Santaolalla tocou e cantou três temas, entre eles a canção
do filme Brokeback Mountain. Ao terminar, o público o aplaudiu de
pé.
Texto: Tarso Ramos
Fotos:
Cesar Ehmann, Tarso Ramos |