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20 de
setembro de 2008
OSCAR® 2009 - PERSPECTIVAS PARA O PRÊMIO DE MELHOR TRILHA
ORIGINAL
Embora muitos possam achar um pouco cedo para que se faça uma análise de
trilhas candidatas ao Oscar 2009, é sempre bom fazer um preview
antes do início das indicações e premiações para que se tenha idéia do
que vai vir por aí... e esse ano, a disputa está fortíssima! Temos os
“injustiçados”, aqueles que estavam “desaparecidos” mas voltaram, novos
nomes e os compositores que já conhecemos de longa data. Eu fiz esta
lista, não em ordem de preferência ou de importância, mas sim do que eu
fui lembrando. Então, vamos a ela:
-
Rachel
Portman, por “The Dutchess”: Rachel Portman é um orgulho
feminino na composição. Além de muito talentosa, Rachel sempre
compõe trilhas delicadas, que chegam ao coração do público. A
inglesa, que venceu o oscar pela trilha de “Emma”, vem com um
score bem dentro da sua área - uma trilha de época, bem
estruturada e original. Rachel, que teve sua ultima indicação no
oscar 2001 por “Chocolate”, está correndo por fora na disputa a uma
indicação, mas seu nome não pode ser esquecido.
-
James Newton Howard,
por “Defiance”: James é um eterno injustiçado da Academia… tão
injustiçado que, até por trilhas mais comuns como “Conduta de Risco”
ele ganhou uma indicação. Um dos mais famosos compositores em
atividade, ele consegue ser popular e seleto ao mesmo tempo. Com “Defiance”,
ele vem com uma trilha dramática para o novo filme de Edward Zwick.
Não podemos esquecer de acrescentar, que na última parceria que
James fez com o diretor, ele compôs uma de suas melhores obras em
“Diamante de Sangue”. Com certeza tem chances na disputa.
-
Alexandre
Desplat, por “The Curious Case of Benjamin Button” e “Cheri”: Na
minha opinião, Desplat é simplesmente o melhor compositor da
atualidade. Suas trilhas, que beiram à perfeição, são difíceis de
serem esquecidas. Este ano, assim como em 2006, Desplat vem com suas
trilhas fortes: a da já sensação do ano “The Curious Case of
Benjamin Button”, do fantástico diretor David Fincher, que conta a
história de um homem que nasce envelhecido e vai rejuvenescendo
através dos anos, e “Cheri”, novo longa de época dirigido por
Stephen Frears e protagonizado por Michelle Pfeiffer. Em “Benjamin
Button” Desplat vem com uma história que dá para fazer milagres em
termos sonoros... em Cheri, ele vem com um romance, dirigido por
Stephen Frears, diretor de “A Rainha”, filme que o indicou ao Oscar
de melhor trilha. Como tudo indica, Desplat já tem a indicação
garantida este ano, e fortíssimas chances de ser o grande vencedor
no ano que vem.
-
Clint Mansell,
por “The Wrestler”: Clint, usual colaborador dos filmes de Darren
Aronofsky, vem com escuderia pesada neste novo longa. Além de sua
trilha, sempre competente, a canção tema do filme será composta por
ele e por ninguém menos que Bruce Springsteen, que já venceu o Oscar
de melhor canção pela inesquecível “Streets of Philadelphia ” do
maravilhoso filme “Philadelphia”. Então, além de grandes
possibilidades de concorrer ao Oscar de melhor trilha (não só porque
dizem ser um ótimo trabalho, mas pelo furo imperdoável da academia
não ter indicado o compositor pela trilha de “Fonte da Vida), o
longa entra forte na disputa com a canção que também leva o nome do
filme, “The Wrestler”.
-
Howard Shore
por “Doubt”: Shore é um dos compositores mais incríveis da
atualidade, e sua trilha pela fabulosa trilogia de “O Senhor dos
Anéis” dificilmente será esquecida. Howard, que já tem 3 Oscars (2
de melhor trilha e um de melhor canção), vem com uma tarefa difícil
mas também de grande prestígio: compor para a fortíssima historia de
“Doubt”, filme escrito e dirigido pelo vencedor do oscar John
Patrick Shanley sobre uma madre superiora (vivida por Meryl Streep)
que acusa bruscamente um padre (Philip Seymour Hoffman) de estuprar
um menino de 12 anos, isso tudo no início da década de 1960. Como já
é possível ver no trailer do longa, Howard vem mesmo com tudo, e
também já é nome certo na disputa a melhor trilha... será que vem um
quarto Oscar por aí?
-
Thomas Newman,
por “Revolutionary Road” e “Wall- E”: Assim como James Newton
Howard, Thomas é um compositor totalmente injustiçado pela academia.
Herdeiro do talento absoluto de seu pai, Alfred Newman, Thomas surge
esse ano, assim como Desplat, com duas grandes trilhas: a do novo
filme de Sam Mendes (seu parceiro habitual) “Revolutionary Road”, e
com a originalíssima trilha da animação “Wall- E”. Por
“Revolutionary” ser um filme que está cotadíssimo ao Oscar 2009 (o
filme é um drama que se passa na década de 1950, e reúne o eterno
casal Kate Winslet e Leonardo Di Caprio), e Thomas e Sam serem
realmente uma excelente “dupla”, acredito que sua indicação será por
este filme. Quanto a “Wall- E”, Thomas já tem sua indicação ao Oscar
de melhor canção praticamente garantida, ao lado de Peter Gabriel
pela bela “Down to Earth”. Seria fabuloso ver Thomas sendo indicado
em duas categorias diferentes por duas trilhas diferentes.
-
Angelo Badalamenti,
por “The Edge of Love”: Se James Newton Howard e Thomas Newman são
injustiçados por nunca terem vencido um Oscar, Angelo é totalmente
injustiçado por nunca ter sido a ele indicado! Em “The Edge of
Love”, romance protagonizado por Keira Knightley, Sienna Miller e
Cillian Murphy, Angelo tem de tudo para fazer muito bonito, e ter
uma chance única de concorrer à estatueta. O compositor, que
trabalha sempre com David Lynch e Jean Pierre Jeunet, não terá
dificuldades de compor uma trilha romântica, vide a maravilhosa
partitura de “Eterno Amor”, que venceu o World Soundtrack Awards e
deu um up a mais a carreira de Badalamenti. Sua indicação ao
Oscar seria realmente merecida.
-
Danny Elfman,
por “Milk”: Assim como “Benjamin Button” e “Doubt”, “Milk” é uma das
grandes produções do ano, e a trilha de Danny vem sendo anunciada
aos quatro ventos como excelente. O querido compositor, ex-Oingo
Boingo, já concorreu ao Oscar três vezes, mas nunca esteve tão perto
de ganhá-lo. O filme, que conta a história de Harvey Milk, político
assumidamente gay que em 1978 assumiu uma revolução em São
Francisco, só estréia em novembro, mas a trilha de Danny já venceu o
Holiwood Film Festival de melhor do ano... grandes chances pro
ruivinho!
-
David
Hirschfelder, por “Australia”: Hirschfelder é um compositor que
já andava fora do circuito há algum tempo, mas que, para mim, sempre
foi especial. Indicado duas vezes pelas lindíssimas trilhas de
“Shine” e “Elizabeth”, David ressurge este ano com a ambiciosa
trilha de “Australia”, longa de Baz Luhrmann protagonizado por
Nicole Kidman e Hugh Jackman que vem sendo chamado de “E O Vento
Levou do século 21”. Sendo verdade ou não, a música de David tem
tudo para concorrer ao Oscar, assim como o próprio filme.
-
Paul Cantelon,
por “The Other Boleyn Girl” e “W.”: Paul Cantelon é novíssimo na
área das trilhas, e já vem com um talento inigualável. Suas
lindíssimas composições para os filmes “Uma Vida Iluminada” e para o
especial “O Escafandro e a Borboleta”, o elevaram ao sucesso, sendo
que este ano ele lançou duas trilhas- a lindíssima “A Outra”, na
qual Paul revela toda sua sensibilidade inspirada pelo seu sangue de
violinista, e o inédito “W”, filme aguardadíssimo dirido por ninguém
menos que Oliver Stone, e que antes mesmo de sua estréia, já está
fazendo sucesso. Provavelmente, sua indicação será por este, mas eu
ficaria muito feliz vendo-o ser indicado pela trilha de “A Outra”.
De qualquer forma, Paul merece uma indicação.
-
Hans Zimmer,
por “Frost/Nixon”: Hans, assim como seu grande amigo James Newton
Howard, tem uma popularidade única. Trabalhando agora no novo filme
de Ron Howard, “Frost/Nixon”, forte filme que retrata o caso
Watergate, Hans tem tudo para brilhar. Não recebendo uma indicação
desde o Oscar 2001 (injustiça total com sua trilha lindíssima de “O
Amor Não Tira Férias” e com a ótima “O Código Da Vinci”), o trabalho
de Hans em “Frost/Nixon” tem grandes chances de chegar lá.
-
Dario Marianelli,
por “The Soloist”: Dario, atual vencedor do Oscar de melhor trilha,
mais uma vez trabalha com o maravilhoso Joe Wright, e tem tudo para
ser indicado novamente. O longa retrata a verdadeira história de
Nathaniel Ayers (vivido por Jamie Foxx), que é “descoberto” nas ruas
pelo jornalista Steve Lopez (Robert Downey Jr.), depois de largar os
estudos da renomada escola de música Julliard, por começar a sofrer
de esquizofrenia. A trilha, marcada principalmente por violinos e
cellos, poderá até não dar o prêmio a Dario, mas sua indicação
também é muito possível. Realmente Marianelli é um compositor que
tem tudo para marcar seu nome no hall da fama dos
compositores.
-
Hans Zimmer
e
James Newton Howard,
por “The Dark Knight”: Deixei essa dupla dinâmica para o final, a
fim de poder comentar seus trabalhos em Batman de maneira
específica. Tudo indica que eles serão indicados, não só pelo
sucesso de critica do longa, como pela trilha realmente magnética.
Embora não seja totalmente inovadora (pois lembra alguns trabalhos
anteriores de Hans e James), ela se encaixa no filme de maneira tão
perfeita que não há do que reclamar. Realmente o filme e a trilha
são de um patamar único e invejável. Por mim, eles já estavam
indicados.
Bem, por enquanto é isso... posso não ter lembrado de
alguns nomes mas quando as premiações se aproximarem farei uma nova
análise. Façam suas apostas!
Viviana Ferreira
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