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O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA
(Love in
the Time of Cholera,
EUA, 2007)
Gênero: Drama
Duração: 139 min.
Elenco: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt,
Fernanda Montenegro, Catalina Sandino Moreno, Adriana Cantor, Hector
Elizondo, Laura Harring, John Leguizamo, Liev Schreiber
Compositor: Antônio Pinto
Roteirista: Ronald Harwood
Diretor:
Mike Newell |
Beldades na tela
Adaptação
norte-americana do livro de Gabriel García Márquez pode não ter alma, mas merece
ser vista pelo belo elenco feminino e pela presença de Fernanda Montenegro
O AMOR NOS
TEMPOS DO CÓLERA (2007) tem um elenco de beldades difícil de encontrar em outro
filme. A começar pela deusa italiana Giovanna Mezzogiorno como Fermina, o amor
da vida de Florentino, interpretado na fase adulta pelo espanhol Javier Bardem.
Eu sou apaixonado pela Giovanna, essa escorpiana de olhos enigmáticos, desde O
ÚLTIMO BEIJO, de Gabriele Muccino, mas pelo visto só agora ela está ganhando
projeção internacional. Espero que faça muito sucesso. As outras beldades do
filme são também adoráveis: a colombiana Catalina Sandino Moreno, como a prima
assanhada de Fermina; a americana Laura Harring, que dispensa apresentações e
que infelizmente aparece num papel minúsculo; e a voluptuosa colombiana Angie
Cepeda, no papel da viúva fogosa e que garante o momento mais engraçado do
filme. Isso só para ficar nas mais conhecidas. Para os brasileiros, a presença
de Fernanda Montenegro como a mãe de Florentino, Trânsito Arisa, não deixa de
ser um atrativo curioso.
Com todo esse luxo e um elenco que ainda inclui Benjamin Bratt, Liev Schreiber e
John Leguizamo, é uma pena o filme parecer não ter alma. Mal dá para sentir e
levar a sério o amor transbordante de Florentino Ariza por Fermina. Ele, que
espera 51 anos pela amada. Espera o marido de Fermina morrer, para novamente
tentar conquistá-la. Mas como ele não é besta, vai se divertindo com toda sorte
de mulher que aparece pelo caminho. Faz até um caderninho com o número, o nome e
uma breve descrição das centenas de mulheres com quem vai transando. Enquanto
isso, o casamento de Fermina com o Dr. Juvenal Urbino (Benjamin Bratt), se não
tem o amor como eixo de sustentação, ao menos é um casamento estável. Quando se
tem dinheiro, isso é mais fácil de se obter. Um dos melhores momentos do filme é
a cena da lua-de-mel dos dois. E como esquecer também a cena em que o médico se
aproveita de um exame para ver se a moça estava com o cólera, abrindo por
completo a blusa de Fermina e exibindo seus belos seios? Os espectadores,
obviamente, agradecem.
Sim, o filme tem os seus momentos, os seus méritos. Mostrar a Colômbia da virada
do século XIX para o XX de maneira aparentemente realista é um deles. Claro que
na Colômbia não se fala inglês, mas esse detalhe, para muita gente inconveniente
- e acredito que não seria difícil fazer uma obra falada em espanhol, tendo
tanta gente hispânica no elenco -, mas é preciso lembrar que O AMOR NOS TEMPOS
DO CÓLERA foi feito para agradar principalmente aos americanos, que são os
produtores do filme. Inclusive, o produtor Scott Steindorff, o mesmo de TURISTAS
(2006), passou três anos implorando a Gabriel García Márquez pelos direitos de filmagem
da obra, dizendo-se ser ele mesmo o próprio Florentino, isto é, um homem que
nunca desiste. Outra coisa que muita gente anda "chiando" diz respeito às
canções de Antônio Pinto interpretadas por Shakira para o filme. Para mim,
ficaram boas. Pelo menos, não me incomodaram. No mais, trata-se de uma obra que
é fiel ao romance de García Márquez na estrutura e no desenvolvimento narrativo,
mas desprovida de real sentimento.
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