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| 9 - a salvação: estopa como tendência? | |
| por alex oliveira | |
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Imagine uma mistura dos dramas existencialistas dos filmes de Tim Burton com o futuro pós-apocaliptico de Matrix. Envernizando o pacote, o visual "saco de pano" do jogo LittleBigPlanet (PlayStation 3) e da mistura sai a animação 9 - A Salvação. O desenho, que infelizmente passou em branco nos cinemas brasileiros, segue a tendência criada pela Pixar: discutir temas adultos. |
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No futuro a raça humana é dizimada pelas próprias máquinas que ajudou a construir. Só restaram os robôs e uma série de bonequinhos de pano. Quando o de No. 9 desperta e conhece outros de sua linhagem, ele começa a questionar sua criação e o seu papel naquele mundo caótico. Reviravoltas levam a trupe num inevitável confronto com os assustadores (destaque para o robô-serpente) mechas. |
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A história pode parecer simplória, mas nem de longe 9 é uma animação convencional. Por trás do mito do herói, o roteiro discute as consequências da busca desenfreada por conquistas (tecnológicas ou não) sem uma revisão moral destes avanços. É interessante notar como o herói está sempre precisando voltar atrás, reparar os seus erros. E como o boneco que caracteriza o sacerdócio é mergulhado num fundamentalismo baseado no medo - aqui a comparação é óbvia. Com vozes de Elijah Wood (convincente dublando até um boneco de pano) como #9 e de Jennifer Connely como #7 (a Sarah Connor de estopa), a animação foi originada do curta-metragem de 2005 dirigido por Shane Acker e finalista do Oscar na época. Caiu nas graças do (aqui) produtor Tim Burton o que talvez justifique o tom melancólico e o desfecho um bocado amargurado: quando a Terra precisa de bonequinhos de pano para refazer a sua história, algo está muito, muito errado. |
9
(EUA,2009)
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