|
as
bombas de hollywood 
E aí scoretrackers?
Pois
é, estou de volta para apresentar-lhes bizarrices e excentricidades. Espero que
tenham gostado da matéria anterior e, como já dito, se tiverem sugestões,
objeções ou idéias para a coluna, cliquem no link no fim do texto.
Neste artigo vamos falar das "bombas" de Hollywood que, em sua maioria,
se tornam trash ou cults em raras exceções. Serão analisadas
algumas produções de alto teor explosivo para que você, leitor, se previna
contra esse
mal.
Um
filme-bomba, antes de tudo, não tem a pretensão de o ser, aliás, o máximo é
feito para que a produção não caia no ridículo - e ironicamente acontece o
contrário. Em sua concepção são gastos milhões de dólares e o retorno na
bilheteria é fraco. Um exemplo recente é Tomb Raider: A Origem da Vida (Tomb
Raider: The Cradle of Life, 2003). Dirigida por Jan de Bont (mestre na arte
bombástica) a um custo de 90 milhões de dólares, a continuação das aventuras de Lara Croft estava sendo tão
estimada pelos seus produtores que acreditava-se um retorno de 200 milhões
– arrecadou somente 20% desse valor. Ou seja, o filme ficou longe até de se pagar. Dados
os resultados até animadores do primeiro filme da série, os produtores
turbinaram essa continuação de verdinhas e se esqueceram de todo o resto.
Absurdos como surra em tubarões, cenas de ação tiradas de filmecos B, elenco
canastrão... Afinal, que produtor em sã consciência contrataria Jan de Bont
para dirigir mais uma superprodução?
Porém, o fracasso de "Bomb" Raider 2
nem se compara com o de Waterworld – O Segredo das Águas (Waterworld,
1995). Esse filme se enquadra na malfadada categoria dos projetos pessoais
(no qual John Travolta já foi vitima no pavoroso A Reconquista). Kevin
Costner, com o ego inflado pelos Oscars conquistados por Dança com Lobos,
embarca e afunda nessa superprodução ecológica que detonou 175 milhões de
dólares na sua produção. O caos que envolvia as
filmagens já exalava o cheiro de pólvora. Kevin demitiu o diretor e até então
amigo-chará Kevin Reynolds, tirando-lhe a finalização do filme. Admito que
gosto desse filme e o seu fracasso foi um tanto injusto. Costner não pararia
por aqui e criaria mais uma pérola: O Mensageiro (The Postman, 1997).
Muito se esperava desse filme de 80 milhões de dólares, e ele foi uma decepção tão grande que só os Framboesas
de Ouro que a produção recebeu explicam a tragédia.
E as
bombas não param por aí. Para a infelicidade dos amantes de quadrinhos veio Batman
& Robin (idem) para animar. Existia um mundo gótico e sombrio, habitado
por morcegos, gatos e outras bizarrices. Um mundo comandado por Tim Burton. Mas
eis que um arco íris de cores vibrantes chamado Joel Schumacher acabou com as
trevas. Por um tempo foi suportável, mas um dia tudo ruiu. Batman e Robin
veio pra enterrar por um bom tempo as adaptações de quadrinhos para o cinema,
sendo que só alguns anos atrás, graças a diretores como Bryan Singer e Sam
Raimi, a situação mudou. Esse filme é uma bomba em todos os sentidos:
orçamento gigantesco (110 milhões de "doletas"), roteiro
fraco, péssimas atuações, direção de arte exagerada... tudo em conjunto com
a inexistente direção de Schumacher, que consegue destruir em poucos minutos o
universo fantástico criado por Burton. Mas felizmente nem tudo está perdido
para o morcegão, que retorna em 2005 no aguardado Batman Begins pelas mãos
competentes de Christopher Nolan (Amnésia).
Recentemente em evidência com o novo candidato a
filme-bomba Exorcista: O Início, Renny Harlin se enquadra na
categoria das “bombas matrimoniais”. Diretores completamente deslumbrados
com a sua musa inspiradora resolvem dirigi-la (talvez para exibir o que ele tem
em casa - o que nós podemos ver sem assistir filme nenhum, como comprova a foto
à direita), criando verdadeiros desastres. Harlin foi uma das vítimas. Casado
até então com Geena Davis, o competente diretor de filmes de ação caiu na
besteira de dirigir sua amada em A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat
Island, 1995). O filme, uma superprodução de capa e espada que sumiu com
um orçamento de 92 milhões de dólares, foi um dos
maiores fracassos da história de Hollywood. Como se isso não bastasse o casal
repetiria a dose em O Despertar de um Pesadelo (The Long Kiss
Goodnight, 1996) – essa, a bomba definitiva que supostamente acabou com o
casamento dos dois.
E agora,
para o seu deleite, confiram...
AS CARACTERÍSTICAS DE
UM FILME BOMBA:
-
Custam grana pra caramba e acabam com o saldo negativo;
-
Excessivamente vendidos como o filme que mudará nossas vidas;*
- Têm
em sua maioria grandes astros atrelados no elenco;
-
Diretores apaixonados fazendo veículo para suas curvilíneas esposas (o divórcio
após o fracasso é 100%);
-
Quanto existe, o roteiro do filme é absurdo;
-
Ao final todos sabem que o filme é uma droga, e mesmo assim vão ao cinema
conferir...*
Finalizando,
podemos concluir que, assim como o vasto arsenal bélico dos EUA, Hollywood
possui diferentes variações de bombas – dos mais variados tipos e gostos. Ao
mesmo tempo em que pode ser engraçado ver um filme desse gênero a experiência,
em alguns casos, costuma ser dolorosa. E desde já vou antecipando que em
dezembro teremos o 1° Troféu
ScoreTrash,
destinado a premiar o que rolou de mais bizarro em 2004. Participe! Entre no Fórum
de Discussões e vote na Categoria “Escolha do Leitor”.
Até a próxima, galera, e... maus filmes para
todos!
PS:
Foi sugerido no Fórum do Score uma matéria sobre Roger Corman, o Rei dos
filmes B, e ela foi muito bem-vinda. Estou pesquisando a fundo a vida dessa
lenda, para apresentar uma matéria digna sobre o grande mestre.
PS2:
As opiniões aqui expostas não se tratam de uma sentença. Foram construídas
através de dados e fatos. Se você aprecia alguma produção aqui exposta e não
concorda com o texto, saiba que não há UMA verdade absoluta, e sim as mais
VARIADAS divergências.
*Aqui se enquadra o
primeiro filme de uma certa trilogia iniciada em 1999, e que não entrarei em
maiores detalhes para não criar polêmica. Mas se uma pessoa atenta você é, já
deve ser sacado a qual filme me refiro.
OBS: Se tiver
alguma sugestão para essa seção, CLIQUE AQUI
|