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Fantasia Final
Se antes ter
Super Mario como carro-chefe de um console era sinônimo de
sucesso, nas últimas década coube à série Final Fantasy esta função.
O RPG da Square consolidou a marca PlayStation, fez milhões
de dólares e virou filme. Final Fantasy: The Spirits Within
divide opiniões. Os que o defendem exaltam a inovação
tecnológica ao recriar atores de verdade em CGI num estupendo
trabalho de Motion Capture. Já os não-contentes apontam a falta dos
elementos que fizeram a série um sucesso. De fato a produção
tem Final Fantasy só no nome. A trama mistura o espiritismo de Kardec com ideologias da Nova-Era e... onde estão as magias? As
Summons? Os chocobos...?
...em Final Fantasy
VII: Advent Children. Não contente com a recepção fria
dos gamers, a Square tentou se redimir trazendo a seqüência
direta do sétimo capítulo da saga, considerado uma obra-prima
virtual pelos especialistas. O resultado é competente. Ver Cloud
(foto acima) em ação é como sentir-se dentro da tela e talvez seja
esta metalinguagem que falte nas frustradas tentativas de
converter um game para o cinema.
Final Fantasy: The Spirits Within de Hironobu Sakaguchi, 2001
*** Final Fantasy VII: Advent Children, 2005
****
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Uma luz em Silent
Hill |
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Resident Evil
bebe em todos os clichês cinematográficos do gênero horror.
Silent Hill, o
survival horror da Konami, é justamente o inverso. Seu
clima soturno e o enredo surreal remete às melhores produções
do gênero fantástico. Eis o fardo encontrado por Christopher
Gans ao aceitar dirigir a adaptação. O magnífico trailer só
serviu para aguçar os fãs. Valeu a pena? Sim gamemaníacos,
finalmente podemos bradar a todos que desta vez eles
acertaram ! O roteirista Roger Avary soube
captar com perfeição a atmosfera diabólica que ronda Silent
Hill. E nunca largar o controle por duas horas foi tão fácil.
Uma garotinha tem visões: "Silent Hill" - ela diz. Uma mãe
preocupada: "Vamos para lá, querida". Um acidente... Welcome to
Silent Hill". Perturbador! Temos do melhor jogo, a melhor
adaptação.
Silent Hill de Christopher Gans - 2005
****
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Utilidade Pública
Cults & Trash
jogue o
jogo
mas não veja o filme:
Wing Commander,
Shenmue, Soul Calibur, House of The Dead, Alone in The Dark,
Street Fighter - O Filme |
| fale com o
colunista
cultrash@scoretrack.net
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O anúncio de mais uma
adaptação de um game para o cinema gera dois tipos de reação: os fãs
ardorosos concretizarão o sonho de ver aquele seu "amigo" virtual de horas
em carne-e-osso, mas ao mesmo tempo o fantasma da decepção bate à porta:
os roteiristas nunca são fiéis à mitologia da série em questão, os
diretores encaram a função como "mais um na carreira" e os estúdios só
enxergam uma alternativa de encher os bolsos. Um Game Over até para
os mais otimistas. A Cults & Trash analisou
vários filmes do gênero para tentar entender o que faz tão perfeita simbiose (games/cinema) dar
errado em 99,5% dos casos.
Press
Start!
No início era o Mário...
A SEGA
bem que tentava, mas era só a "Big" Nintendo anunciar um novo Mario Bros
que restava a Sonic lamentar um segundo lugar. Sempre acompanhando as
viradas tecnológicas do mercado, um game do bigodudo era sinônimo de
qualidade e muita diversão. Até inventarem esta ofensa que foi a versão
cinematográfica onde (usando uma iconografia da série) tudo foi para o
cano. Não sei que raios passou na cabeça dos produtores de trair todo o
espírito dos games, criando um filme
sombrio, a lá
Tim Burton (numa comparação amigável). Yoshi parecia sair de uma versão B
de Jurassic Park, A Princesa Peach/Daisy uma punk rebelde dos
piores clipes dos anos 80 e o Koopa? Lastimável. Lógico que foi um
retumbante fracasso e teve como conseqüência a desistência de Hollywood em
transformar bits em película. Mamamia!
Super Mario Bros de Annabel Jankel e Rocky Morton - 1993
*
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Hadouken!
O fato de
não ter a palavra acima no filme (leia em voz alta) já elimina
qualquer tipo de comentário. Street Fighter - O Filme é
terrível! Vamos a Mortal Kombat, que é bem mais interessante!
O sanguinolento jogo de luta foi o
game-alvo da cri-critica nos anos 90. Os personagens carismáticos
porém frios, cruéis e sádicos... clamavam por sangue! Scorpion odiava Sub-Zero, Sonya queria a
cabeça de Kano e este não hesitava em matar a todos. O Imperador
Shao-Khan assistia à carnificina com risadas sarcásticas e nós... indefesas crianças? Controlávamos o
espetáculo excitadas e de forma hipnótica. A versão do combate no
cinema ainda carrega (até chegar Silent Hill) o posto de
melhor adaptação de uma game feita para as telas. Fatores que
contribuíram: roteiro fiel à série, personagens (vá lá...) bem
construídos e primorosos (hoje datados) efeitos especiais. E
francamente, prá fazer de Mortal Kombat um filme ruim tem que ser
muito incompetente! Só era preciso um diretor com um mínimo de
talento (ele é Paul W.S. Anderson) e teríamos algo razoável.
Infelizmente, como saíram lucrando, fizeram uma continuação. Uma
bomba! Mortal Kombat:
Aniquilação não
é um filme B, é Z! O subtítulo já sugere tudo, mas não pense em
personagens mutilados não! A vítima aqui é o seu cérebro...
Mortal Kombat de Paul W.S Anderson -
1995 ***½ e Mortal Kombat:Annihilation de John R.
Leonetti-1997 *

Terror Descerebrado
Jogar Resident Evil
é como ver um competente
filme B. Tem o mocinho destemido, a mocinha boazuda, uma criança
indefesa, e claro... zumbis. Tem experimentos feitos por uma
corporação misteriosa e um vilão ganancioso que se revelará a grande
aberração no final. Apostando nestes elementos não tinha como a
produtora Capcom errar a fórmula. Ironicamente, na tentativa
de repassar estes elementos no cinema, a receita desandou. Talvez a tal "maldição dos
games" (não transformará
games em filmes...) seja real. Paul W.S. Anderson (responsável pelo
milagre Mortal Kombat) foi recrutado e o diretor,
"experiente" no assunto, não decepcionou. A produção é
caprichada, conta com os elementos básicos da
série... mas nem parece Resident
Evil! Cadê o charme B, as falas canastronas (quem precisa delas com
Milla Jovovochi em tela)? Resumindo: deu dinheiro, fizeram uma
continuação mais "fiel", conseguiram mais dinheiro e a terceira
parte está no forno. Mas nada que se compare à sensação de estourar
alguns miolos com uma espingarda calibre 12!
Resident Evil de Paul W.S. Anderson, 2002 *** Resident
Evil: Apocalypse de Alexander Witt , 2004 ***
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Indiana Jones de saias?
Tomb Raider
, quando surgiu nos
videogames, nunca escondeu sua descarada influência nas aventuras do
arqueólogo Indiana Jones. Sai Harrison Ford e entra Lara Croft,
garota que além de ótimos conhecimentos de História Antiga, manuseio
de armas de fogo e acrobacias, se caracteriza pelos lábios carnudos
e pelo corpo escultural. Visto tantos atributos, muito se especulou
sobre quem
interpretaria a gata nos cinemas, e foi em
Angelina Jolie que fizeram a escolha mais
acertada da produção. Se comparado
às aventuras de Indy, Tomb Raider não é capenga... é
capenguíssimo. Mas convenhamos, vamos reclamar do que? Temos
Angelina Jolie em 2 horas de projeção e todo seu "aparato físico"
abençoado por Deus! As cenas de ação não inovam mas distraem, a
trilha (com nomes que vão de nomes como Moby a Chemical
Brothers) é soberba! Galera, e um Jon Voight mais canastrão do que
em
Anaconda! Quer mais que isto!?!
Tomb Raider de Simon West - 2001 *** Tomb
Raider: The Cradle of Life de Jan de Bont - 2003
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