Olá caras crianças rebeldes do
ScoreTrack! Vamos ao prometido da coluna anterior (aliás estou
pensando seriamente em abandonar esta vida de cultrasher e ir-me
embora prá Brasília). Comecemos:" Em tudo há dois pólos. Para tudo há dois lados. O positivo e o
negativo. O bem e o mal. Ser ou não ser..." – Algum filósofo
maluco que provavelmente morreu de loucura.
Pois é galera, prá tudo há dois lados e a nossa ensolarada, bela e
amada Hollywood é sinônimo desta bipolarização. Lá existem filmes bons
e filmes ruins. Mas como distingüi-los? – se perguntou uma vez alguém
da elite glamourosa. Foi aí que tiveram a idéia de se criar o maior
prêmio da Indústria do Cinema: o Oscar®. Pois então chegamos ao
papo dos extremos, sendo que somente eram premiados filmes
considerados bons. Kevin Costner, Madonna, John Travolta, Bill Cosby,
Laurence Olivier, Mariah Carey, Prince… se você aprecia o trabalho
desta turma e se sente injustiçado pela maldição da Framboesa de
Ouro,
procure John Wilson, um crítico aborrecido que iniciou a mania das
Framboesas, acredita-se festa tão popular quanto o glamouroso Globo de
Ouro. No início (1980) a idéia era premiar as grandes produções
(bombas, já faladas nesta coluna) de uma maneira inversa à do Oscar,
obviamente constrangendo (ou não) seus vencedores. Um dos que fizeram
questão de receber o prêmio foi Tom Selleck por Cristóvão Colombo:
A Aventura do Descobrimento, mas o cara deu tanto azar que perdeu
para o másculo Stallone. No campo dos efeitos (do que o cinema
norte-americano tanto se gaba) temos as medíocres continuações do
clássico spielberguiano: Tubarão. E o Bruce ria à toa.
Madonna é figurinha carimbada na festa, recebendo o prêmio de
Pior Atriz do Século por suas "contribuições" à Sétima Arte. O
fato é que a festa criou status de "anti-glamour" e encerro este
parágrafo aqui.
Explicada toda esta saga vamos ao prêmio em questão deste ano,
para o qual o modesto que vos escreve confeccionou um poema
narrando o fato:
ODE
À FRAMBOESA
Respeitável
público
Diante
do decadente picadeiro estamos
Ansiosos
aguardamos
As
alegrias do infortúnio
Sim
errados, qual o problema
Esta
vida um grande esquema
Sem
medo de errar
E
lá estão eles
Um
gato... gata? Gato enfim...
Um
homem, cão, filmes!
Grandiosos
na essência simples
Quem
será que vai ganhar?
Na
ala dos franceses
Com
certeza premiado
Grandes
cineastas, dose de arsênico
Venha
Pitof, receba seu prêmio!
Silêncio
no picadeiro
Milhares
de fuzis apontados
Satélites
acionados
Socialistas,
sem desdém
Oh
yeah! He´s the man!
Welcome
George Bush!
Oh
my master… we love you
Your
power and your mercy
Take
us a better day
Kill,
shoot, bang-bang
We
love a bang-bang!
We
love movies, money
Hollywood!
Voluptuosa
e curvilínea
E
ainda quer opinar, imaginem?
Amo-te
meu querido presidente!
Leve
seu prêmio Britney e
Oops
don´t do it again...please!
E
a framboesa, doce gosto amargo
Vai
para ineficiência criativa, respaldo
Bela
mulher este gato
Haller
Berry pronuncia sem escrúpulo:
“Gostaria
de agradecer muito a Mulher-Gato, filme este
que
conduziu minha carreira à m... (Pense por si só, jovem fidalgo do
futuro).
Mas por hoje é só pessoal! Leiam, se divirtam, pensem e postem suas
dúvidas no fórum do site.