Cults & Trash
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Abril 2005 - Gosto doce amargo: Framboesa 2005

Olá caras crianças rebeldes do ScoreTrack! Vamos ao prometido da coluna anterior (aliás estou pensando seriamente em abandonar esta vida de cultrasher e ir-me embora prá Brasília). Comecemos:

" Em tudo há dois pólos. Para tudo há dois lados. O positivo e o negativo. O bem e o mal. Ser ou não ser..." – Algum filósofo maluco que provavelmente morreu de loucura.

Pois é galera, prá tudo há dois lados e a nossa ensolarada, bela e amada Hollywood é sinônimo desta bipolarização. Lá existem filmes bons e filmes ruins. Mas como distingüi-los? – se perguntou uma vez alguém da elite glamourosa. Foi aí que tiveram a idéia de se criar o maior prêmio da Indústria do Cinema: o Oscar®. Pois então chegamos ao papo dos extremos, sendo que somente eram premiados filmes considerados bons. Kevin Costner, Madonna, John Travolta, Bill Cosby, Laurence Olivier, Mariah Carey, Prince… se você aprecia o trabalho desta turma e se sente injustiçado pela maldição da Framboesa de Ouro, procure John Wilson, um crítico aborrecido que iniciou a mania das Framboesas, acredita-se festa tão popular quanto o glamouroso Globo de Ouro. No início (1980) a idéia era premiar as grandes produções (bombas, já faladas nesta coluna) de uma maneira inversa à do Oscar, obviamente constrangendo (ou não) seus vencedores. Um dos que fizeram questão de receber o prêmio foi Tom Selleck por Cristóvão Colombo: A Aventura do Descobrimento, mas o cara deu tanto azar que perdeu para o másculo Stallone. No campo dos efeitos (do que o cinema norte-americano tanto se gaba) temos as medíocres continuações do clássico spielberguiano: Tubarão. E o Bruce ria à toa. Madonna é figurinha carimbada na festa, recebendo o prêmio de Pior Atriz do Século por suas "contribuições" à Sétima Arte. O fato é que a festa criou status de "anti-glamour" e encerro este parágrafo aqui.

Explicada toda esta saga vamos ao prêmio em questão deste ano, para o qual o modesto que vos escreve confeccionou um poema narrando o fato:

ODE À FRAMBOESA


Respeitável público

Diante do decadente picadeiro estamos

Ansiosos aguardamos

As alegrias do infortúnio


Sim errados, qual o problema

Esta vida um grande esquema

Sem medo de errar


E lá estão eles

Um gato... gata? Gato enfim...

Um homem, cão, filmes!

Grandiosos na essência simples

Quem será que vai ganhar?


Na ala dos franceses

Com certeza premiado

Grandes cineastas, dose de arsênico

Venha Pitof, receba seu prêmio!


Silêncio no picadeiro

Milhares de fuzis apontados

Satélites acionados

Socialistas, sem desdém

Oh yeah! He´s the man!

Welcome George Bush!

 
Oh my master… we love you

Your power and your mercy

Take us a better day

Kill, shoot, bang-bang

We love a bang-bang!

We love movies, money

Hollywood!

 
Voluptuosa e curvilínea

E ainda quer opinar, imaginem?

Amo-te meu querido presidente!

Leve seu prêmio Britney e

Oops don´t do it again...please!

 
E a framboesa, doce gosto amargo

Vai para ineficiência criativa, respaldo

Bela mulher este gato

Haller Berry pronuncia sem escrúpulo:

“Gostaria de agradecer muito a Mulher-Gato, filme este

que conduziu minha carreira à m... (Pense por si só, jovem fidalgo do futuro).

Mas por hoje é só pessoal! Leiam, se divirtam, pensem e postem suas dúvidas no fórum do site.

PS: Este é um recado para os xiitas de plantão. Caras, a coisa mais interessante nesta vida é o prazer de gostar do que não se gosta. Sim, é verdade! Este sentimento dúbio nos torna capazes de experimentar ambos os lados da opinião, capaz de neutralizar e assimilar... também consegue-se... ops, Santo Deus! Caramba olha quem tá vindo aí!

 

"E chegou esplendorosa reluzindo a polida lataria. Brilho vermelho, intenso, maravilhando ao redor. Olhares atentos e cobiçosos. Todos a querem. Encantados e perdidos na sinfonia cosmopolita, o desejo viril extremado. Os segundos são suprimidos pela distância, tudo estava cada vez mais próximo. Queriam-na, queriam Christine".

 

"Me vejo acuado e sem saída. Elas não existem. A lâmina reluz e minha vida reflete ali. Meus últimos segundos o que fazer? Correr, lutar, resistir. E a máscara, aquela máscara..."

Alex Oliveira

CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO

 
 

 

 

 

 

 


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