
Esta foto nada tem a ver com o
assunto da coluna, foi empregada apenas pelo seu forte apelo estético

Escolha o seu Sith preferido e faça
uma fantasia. Mesmo que não haja mais filmes de STAR WARS, tem
Carnaval todos os anos

Seja um Sith mas não deixe de ir ao
dentista. Senão...

E você achando que o Luke era o
cara... Sith Forever! |
Olá meus jovens Scoretrackers!
Mais um mês, mais um ano, mais um episódio. Sim,
enfim mais um episódio! Maio chega para amarrar as pontas da maior
saga intergaláctica do planeta, a cultuada Star
Wars. É óbvio que a Cults... não ignoraria este evento (somos mercenários além de tudo) e
brindaremos nossos ávidos leitores com um texto sobre a saga. Nesta altura do campeonato é raro
alguém não saber do que se trata este filme. No terceiro ato da uma peça de
seis (?), contemplaremos a conversão do Cavaleiro Jedi Anakin Skywalker
no vilão mais temível de toda a galáxia, o sinistro e impiedoso Darth
Vader. Ainda abusando da maluquice e fugindo do lugar-comum a Cults &
Trash não perderá tempo citando as cifras obtidas pela franquia, as
inúmeras tomadas de efeitos especiais, comentando as críticas
desfavoráveis a respeito desta nova trilogia ou tão somente dizendo que
"A Vingança dos Siths" é esperado pelos fãs como um Messias Redentor.
Mais uma vez inovando, revelamos um segredo de Império, que custou a
vida de muitos guerreiros Jedis: O Manual Prático dos Siths – Como
realmente Sucumbir ao Lado Negro da Força.
O lendário manual se resume a uma série de regras
que precisam ser seguidas à risca, para você se tornar efetivamente um
Sith sem ter que formar um Império para isto. São hábitos
sociais, físicos e culturais da sua vida que devem se tornar seu
totem. Eles são:
NA VIDA SOCIAL
- Crie muitas
intrigas;
- Seja amigos de
todos e não o seja ao mesmo tempo;
- Livre-se do
Mestre Yoda da sua vida (evite conselhos sábios
e edificantes);
- Dedique sua vida
apenas para formular maldades, nada de namoradas ou porres;
NO MUNDO
SENTIDO/CULTURAL
- escute muito Barbra
Streisand;
- Evite filmes trash, eles elevam seu humor;
- Obras
referenciais para elevar o nível do seu ódio: A Lagoa Azul, Ilha dos
Piratas, Debi e Lóide 2 e qualquer filme da Madonna;
- Leia “O
Príncipe” de Maquiavel;
- Assista muito Super-Pop, A Casa é Sua ou qualquer porcaria relacionada ao João
Kleber e trupe;
- Seja de
extrema-direita;
- Risque todas as
suas trilhas do John
Williams;
- Comece a
colecionar as do James
Horner;
O MAIS IMPORTANTE
- Se você leu
até aqui, um alerta: você não vai virar um Sith porque Siths não existem, seu
trouxa! Procure fazer algo melhor, ler um livro, formular teorias de
porque o mundo é assim e você está à margem dele...
Mas deixando as brincadeiras de lado, vamos parar um pouco e fazer uma análise
do cinema de Lucas. Sua epopéia chega ao fim e qual o saldo de toda
esta histeria? O visionário obviamente revolucionou o modo de se ver e
fazer filmes em Hollywood, tendo o feito em ambas as trilogias. Na
primeira o tão divulgado boom da era blockbuster, que veio
implodir o cinema de consciência, o cinema político reinante. Lucas
convidou-nos à fuga usado figuras que, apesar da insistência em contextualizá-las, exerciam seu fascínio por justamente terem vida
própria. Os letreiros iniciais demonstram esta dissociação. A galáxia
tão distante... um convite honesto à fuga. Já embarcados no prólogo da
série, não temos mais o jovem revolucionário, contemplamos o Lucas
mercantilista totalmente entregue às seduções do Deus Capital (o Lado
Negro da Força?), ponto onde esta nova saga se difere da anterior. A
falta da "magia" tão sentida vem justamente da ausência que sofria a
anterior: Star Wars se tornou uma série contextual. Nada explícito,
obviamente George Lucas não é bobo, mas a ânsia do diretor em nos
deslumbrar visualmente evidenciando o quanto seu império digital (a
ILM) está consolidado, reflete a política exercida no mundo atual, e até
mesmo a sociedade que em partes Lucas ajudou a criar. Maquiagem de
fatos, idéias, o gosto pelo visualmente espetacular. "Esqueçamos as
mortes, as guerras, ambições e fraudes, o mundo nunca esteve tão
melhor". E não há mais o sentimento de fugacidade. Eis a outra
revolução de Lucas, ser paradoxal, inteligente, gênio? Gênio...
Alex Oliveira


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