ECLIPSE MORTAL (Pitch Black, EUA, 2001)
Gênero: Ficção Científica, Terror
Duração: 112 min
Estúdio: Universal
Elenco: Radha Mitchell, Cole Hauser, Vin Diesel, Keith David, Lewis Fitz-Gerald, Claudia Black, Rhiana Griffith, John Moore
Roteiristas: Jim Wheat, Ken Wheat, David N. Twohy
Compositor: Graeme Revell
Diretor: David N. Twohy

Apesar de ter sido bancado por um grande estúdio, ECLIPSE MORTAL é o típico filme B de terror e ficção que esconde suas limitações com inventivos truques de filmagem e edição. É verdade que não passa de mais uma imitação de ALIEN, com toques de O ENIGMA DE OUTRO MUNDO (a paranóia de não saber em quem pode-se confiar), mas o roteiro pelo menos cria algumas situações novas ao inserir na trama vários personagens que fogem um pouco do clichê do gênero. 

Então, ao invés de um monte de gente boazinha e prestativa, temos um assassino frio e violento (Vin Diesel, convincente), um caçador de recompensas viciado em morfina (Cole Hauser) e uma comandante covarde e egoísta (Radha Mitchell) - que não pensa duas vezes em sacrificar os passageiros para salvar a própria pele. O roteiro segue a batida fórmula dos sobreviventes que buscam por água e socorro, mas esta é subvertida quando aprendemos que caíram em um planeta iluminado constantemente por três sóis, infestado por criaturas carnívoras, que temem a claridade. Só que a cada 22 anos acontece uma eclipse total e os monstros saem da toca. Nem precisa ser um gênio para sacar que os "heróis" escolheram o dia errado para cair no tal planeta... 

A partir daí, acompanhamos a luta pela sobrevivência, em meio a crises existenciais, brigas, desconfianças, mortes violentas e atos heróicos inesperados. Infelizmente, as criaturas (uma mistura de Alien com dinossauros) são sempre digitais e não chegam a ser muito assustadoras nem particularmente convincentes, mesmo tendo sido desenhadas por Patrick Tatopoulos, de GODZILLA e INDEPENDENCE DAY

Todavia, ECLIPSE MORTAL é um filme que, além de ser melhor do que poderíamos esperar, não chega a ofender a inteligência de ninguém e vale por duas seqüências realmente memoráveis e muito bem realizadas: a longa e angustiante queda da nave no planeta e a impressionante cena da eclipse. 

Cotação: ***

André Lux

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