E.T. - O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, EUA, 1982)
Gênero
: Aventura, Ficção Científica
Duração
: 115 min
Estúdio
: Universal Pictures
Elenco:
Dee Wallace-Stone, Henry Thomas, Peter Coyote, Robert MacNaughton, Drew Barrymore, K.C. Martel, Sean Frye, C. Thomas Howell
Roteirista: Melissa Mathison
Compositor: John Williams
Diretor: Steven Spielberg

Spielberg bem que tentou, mas não foi dessa vez que conseguiu arruinar sua obra-prima: E.T. continua imbatível! Mesmo nessa versão "turbinada" que inclui cenas inéditas, novos efeitos especiais (desnecessários) e a ridícula "remoção" de todas as armas de fogo das mãos dos agentes do governo dos EUA (para deixá-lo mais "politicamente correto").

É vendo um filme como esse que percebemos de imediato a decadência do atual cinema comercial estadunidense e, por tabela, do próprio diretor Steven Spielberg. Realizado em meados de 1980, E.T. é um conto de fadas assumido que não tem pudor nem mesmo em escancarar suas fontes de inspiração - principalmente Peter Pan e ficções científicas como Flash Gordon e Star Wars.

Os maiores méritos do filme, entretanto, vêm da trilha sonora maravilhosa do maestro John Williams e da perfeita manipulação do boneco (criado por Carlo Rambaldi, de Alien), que literalmente dão vida ao alienígena bondoso que é abandonado na Terra por engano e acaba fazendo amizade com um garoto suburbano (alter ego do diretor, interpretado com grande espontaneidade por Henry Thomas).

É interessante também notar o quanto a mensagem de paz, amizade e tolerância que transmite está mais atual do que nunca, ainda mais nesse mundo violento e cínico em que vivemos hoje - o que explica a rejeição que está encontrando por parte das "novas platéias" mundo afora.

Ainda mais se levarmos em conta o quanto o Spielberg de hoje deixou-se levar pela ladainha "politicamente correta", que entorpece a mente da população dos EUA e dilui 100% dos seus novos filmes (o pior deles sendo A.I., que no fundo poderia ter sido batizado de E.T. ENCONTRA PINÓQUIO NA TERRA DO NUNCA).

Digam o que quiserem os PIMBAS (Pseudo-Intelectuais Metidos A Besta) e outros chatos de plantão, mas E.T. é puro entretenimento feito com baixo orçamento, grande paixão e criatividade. Impossível não se emocionar, principalmente na longa seqüência final editada como se fosse uma "ópera", na qual a trilha sonora de Williams toma conta e não larga mais até a conclusão singela e realmente tocante.

Cotação: *****

André Lux

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