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Compositores |
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BRAD FIEDEL |
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Hoje, O Exterminador do Futuro (The Terminator, 1984) pode ser considerado um moderno clássico da FC, copiado à exaustão por outros filmes. Além de catapultar as carreiras de vários dos envolvidos em sua produção (em especial as de Arnold Schwarzenegger e James Cameron), o filme também revelou o jovem compositor de sua trilha instrumental, Brad Fiedel. Nascido em 1951, Fiedel, filho de uma família tradicional de Nova York, já tocava piano aos seis anos de idade, e nos anos 70 foi tecladista da dupla pop Hall and Oates; mas muito em breve, decidiu compor para o cinema. Iniciou por produções baratas e independentes, categoria da qual The Terminator é um dos exemplos mais bem sucedidos, antes de ser contratado para filmes de primeira linha como Acerto de Contas (1987), Acusados (1988, filme que deu um Oscar a Jodie Foster) e O Grande Assalto (1993). Sua primeira trilha data de 1975 (Apple Pie), mas sua carreira somente foi ganhar impulso ao conhecer James Cameron, então um jovem diretor de filmes “B” que o escolheu para compor a trilha de seu "pequeno" épico apocalíptico.
O tratamento que Fiedel deu à música do filme foi desenvolver uma tonalidade de natureza essencialmente mecânica, o que é extremamente lógico em virtude de a história ser comandada pelas ações do exterminador cyborg. Este conceito foi inserido de forma subliminar, na audiência, através de motivos musicais mecânicos, ao invés de humanos. O exemplo maior é o próprio “Terminator Theme”, na qual o quase indestrutível visitante do futuro é retratado por uma percussão eletrônica de 5 notas que lembra uma metralhadora, e um “Bang” metálico de fundo. O tema é incansável, de início totalmente destituído de emoção, transmitindo ao ouvinte o único propósito existente na mente do cyborg. A maior parte do score segue essa linha, enquanto a máquina humanóide implacavelmente persegue os atores Linda Hamilton e Michael Biehn.
Além do já citado Terminator 2, Brad Fiedel retomou a parceria com o diretor James Cameron em True Lies (1994), cuja trilha, misturando eletrônicos e orquestra, teve a participação da versátil Shirley Walker nas orquestrações. Para produções do gênero fantástico, o compositor continuou compondo trilhas de qualidade, como a de A Maldição dos Mortos Vivos (The Serpent and The Rainbow, 1988), dirigida pelo mestre Wes Craven (trilogia Pânico). Para a TV, seus trabalhos são ainda mais variados, incluindo os telefilmes premiados com o Grammy Playing for Time, The Bunker e Rasputin, e as séries Midnight Caller e Reasonable Doubts. Filmografia de Brad Fiedel, cortesia de Internet Movie Database |
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