FIREWALL – SEGURANÇA EM RISCO (Firewall, EUA, 2006)
Gênero: Suspense
Duração: 105 min.
Elenco: Harrison Ford, Paul Bettany, Virginia Madsen, Mary Lynn Rajskub, Robert Patrick, Robert Forster, Alan Arkin, Carly Schroeder
Compositor: Alexandre Desplat
Roteirista: Joe Forte
Diretor: Richard Loncraine

Clichês geriátricos

Suspense manjado com Harrison Ford serve principalmente para mostrar que o ator, já sentindo o peso da idade, não consegue mais segurar um filme apenas com a sua presença

Interessante como a instituição “família” é vista com mais importância nos filmes americanos do que em qualquer filme de outra nacionalidade. Os Estados Unidos valorizam bastante a família, já que ela é a base de sua sociedade. Como já dizia o guru indiano Osho, o primeiro passo para acabar com as barreiras entre os países seria através do esfacelamento das famílias, como as conhecemos hoje. Mas isso não é fácil, ainda mais num país nascido sob o signo de câncer.

Recentemente assisti a um filme que também mostrava uma família em risco: FORA DE RUMO, de Mikael Håfström, que eu particularmente achei bem melhor que esse FIREWALL - SEGURANÇA EM RISCO (2006), dirigido por Richard Locraine, cineasta mais conhecido pelos títulos RICARDO III (1995) e WIMBLEDOM - O JOGO DO AMOR (2004), que também trazia Paul Bettany, o sortudo marido da Jennifer Connely. Até mesmo a presença de um filho com problemas de saúde o filme de Locraine apresenta, entre outros clichês manjados.

Em FIREWALL, Harrison Ford é o funcionário de um banco, ameaçado por um sujeito (Bettany) que pretende usá-lo para fazer uma transferência milionária para uma conta no exterior. Para assegurar o seu intento, o vilão seqüestra a família do bancário. Lá pelo final, o filme fica parecendo uma versão de segunda categoria da série 24 HORAS, tendo inclusive a presença de Mary Lynn Rajskub, a especialista em informática Chloe O'Brian da série.

Ford não segura mais um filme sozinho - seu último trabalho havia sido o pouco visto DIVISÃO DE HOMICÍDIOS (2003) - e o peso da idade fica cada vez mais evidente. Engraçado como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que eu assisti a INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989) no cinema. O que 17 anos não fazem com a gente! Espero que isso não prejudique a tão esperada quarta aventura de Spielberg.

Cotação:
Ailton Monteiro
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