Primeira Impressão
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Título Original: 300
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 117 MIN.
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Distribuição: WARNER BROS.
Direção: ZACK SNYDER
Roteiro: Kurt Johnstad, Zach Snyder, Michael Gordon, Frank Miller, Lynn Varley
Produção: Mark Canton, Bernie Goldman, Gianni Nunnari, Jeffrey Silver
Música: TYLER BATES
Fotografia: Larry Fong
Desenho de Produção: James D. Bissell
Direção de Arte: Isabelle Guay, Nicolas Lepage e Jean-Pierre Paquet
Figurino: Michael Wilkinson
Efeitos Especiais: Animal Logic / Lola Visual Effects / Spectral Motion Inc. / Buzz Image Group / Hydraulx / Meteor Studios / Pixel Magic / CA Scanline Production GmbH / Gentle Giant Studios Inc. / Hybride Technologies / Screaming Death Monkey
Elenco:
Gerard Butler, Lena Headey, David Wenham, Dominic West, Vincent Regan, Michael Fassbender, Rodrigo Santoro, Andrew Tiernan, Andrew Pleavin

27 de março de 2007

300


Violento... Sangrento... Empolgante.

O novo filme inspirado na obra de Frank Miller é de tirar o fôlego. Eu, particularmente, fui ao cinema esperando apenas mais um filme. Contudo, com o andar da carruagem percebi que tratava-se de um trabalho de primeira e aí entra toda a parte técnica – fotografia, efeitos visuais, edição, enfim, tudo que dá brilho ao filme.

300 é um relato sangrento da Batalha das Termópilas, da Antigüidade, na qual o Rei Leônidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram até a morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e seu numeroso exército persa. Enfrentando dificuldades insuperáveis, o sacrifício desses homens levou toda a Grécia a se unir contra o inimigo persa, traçando um marco no caminho para a democracia.

Além da história, que engloba paixão, coragem, liberdade e sacrifício, outro ponto positivo na obra foi a fidelidade que o diretor Zack Snyder manteve à graphic novel de Miller. As cores, em sua maioria voltadas para sépia, fizeram do longa um quadrinho na telona.

Apesar de não contar com um elenco de peso, 300 ganha muito com as atuações, e sendo brasileiro, destaco a atuação de Rodrigo Santoro que, ao contrário do que dizem, não interpreta um personagem gay. Xerxes é na verdade um Deus egocêntrico e exótico.
Assim como seu tamanho, a voz do ator sofreu alterações no computador, para deixá-la mais encorpada e grave como é na HQ. O inglês de Santoro melhorou muito, o que ajudou em seu papel.

A trilha sonora de Tyler Bates é apenas “uma trilha” - não traz nada de especial - contudo, também não compromete o filme. Acredito que se
tivesse sido composta por Carter Burwell, a obra ganharia muito, pois para mim é o tipo de filme que pede por uma de suas trilhas.

Talvez os que conheçam bem
a HQ achem diversos problemas no filme. Eu, leigo na área dos quadrinhos, gostei muito. Com estréia prevista para o próximo dia 30 de março, 300 promete lotar as salas de cinema por algumas semanas consecutivas. Basta agora esperar as críticas do público.

Lucas Vandanezi
Lvandanezi@scoretrack.net

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