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Título Original: CLOSING THE RING
Gênero: ROMANCE
Tempo de Duração: 119 MIN.
Ano de Lançamento (Reino Unido/
Canadá, EUA): 2007
Distribuição: PARIS FILMES
Direção: Richard Attenborough
Roteiro: Peter Woodward
Produção: Jeff Abberley, Richard
Attenborough
Música: JEFF DANNA
Fotografia: Roger Pratt
Edição: LESLEY WALKER
Elenco: Shirley MacLaine,
Christopher Plummer, Mischa Barton, Gregory Smith, Stephen Amell, Brenda
Fricker, Martin McCann, Pete Postlethwaite, John Travers, David Alpay,
Layke Anderson, Rosina Brown, Neve Campbell, Paul Charlton, Tom Collins |
26 de
maio de 2008
UM AMOR PARA TODA A VIDA
Várias estrelas e nenhum brilho
UM AMOR PARA TODA A VIDA é um filme que
desperta de imediato o interesse do espectador pela reunião de grandes nomes
que traz: Shirley MacLaine e Christopher Plummer como protagonistas,
coadjuvados por Brenda Fricker e Pete Postlethwaite, além da direção de
Richard Attenborough (que há oito anos não realizava um filme!). É, sem
dúvida, uma reunião de estrelas bastante sedutora. Pena que seus produtores,
aparentemente, esqueceram que só grandes nomes não bastam para se realizar
um grande filme, e, à medida que a projeção transcorre, UM AMOR PARA TODA A
VIDA, que estréia nos cinemas dia 30 de maio, revela-se um dos filmes mais
frustrantes da temporada.
Shirley MacLaine é, inquestionavelmente, uma das maiores atrizes de
Hollywood, mas, dessa vez, caiu feio na caricatura ao interpretar a
irritante e sardônica viúva Ethel Ann, que acabara de enterrar o marido que
jamais amou. Mal-dirigido por Attenborough, o filme, por sua vez, revela-se
incapaz de oferecer algum tipo de empatia, fazendo com que o público não se
interesse nem um pouco pela estória da recém-viúva que, ao atingir este novo
estado civil, vê avivarem-se em seu coração as lembranças de seu grande
amor, morto durante a Segunda Guerra Mundial. Christopher Plummer obtém
resultado interpretativo bem superior ao dela, como o solitário idoso que
sempre amou platonicamente a mulher que seus dois falecidos amigos tiveram -
um como marido, outro como legítimo amor.
A estória tem seus valores e a realização poderia, sem dúvida, ter se
tornado um grande filme e um alento para os corações românticos -
ultimamente abandonados pela produção cinematográfica. Pena que a forma
burocrática com que o diretor Richard Attenborough conduz a trama - apática,
desinteressada e sem nenhuma beleza narrativa - impedem seu filme de atingir
um bom resultado e façam com que UM AMOR PARA TODA A VIDA seja,
definitivamente, um filme que não será lembrado por toda a vida... na
verdade, é provável que seja esquecido poucos dias após o espectador tê-lo
assistido.
Carlos Dunham
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