Primeira Impressão
www.scoretrack.net

Título Original: The Last Kiss
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 115 MIN.
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Estúdio: Lakeshore Entertainment
Direção: Tony Goldwyn
Roteiro: Paul Haggis, Gabriele Muccino
Produção: Andre Lamal, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg e Marcus Viscidi
Música: Michael Penn
Fotografia: Tom Stern
Desenho de Produção: Dan Leigh
Direção de Arte: Gilles Aird
Figurino: Odette Gadoury
Edição: Lisa Zeno Churgin
Elenco: Zach Braff, Jacinda Barrett, Casey Affleck, Rachel Bilson, Michael Weston, Eric Christian Olsen, Marley Shelton, Lauren Lee Smith, Harold Ramis, Blythe Danner, Tom Wilkinson, David Jones, Cindy Sampson

15 de março de 2007

UM BEIJO A MAIS

Um passo a mais na linha das comédias românticas

Comédias românticas são um gênero dos mais tradicionais do cinema, mas que, nos últimos anos, têm enfrentado dificuldades para falarem com o espectador: o que se tem observado, na verdade, é uma certa inibição de seus realizadores em investirem no romantismo, não raramente sobrecarregando (desnecessariamente) a graça - levando-a a resvalar para a caricatura - e comprometendo a parte romântica de seus filmes.

Felizmente, o diretor Tony Goldwyn revela-se um cineasta que está muito longe de se permitir tais inibições, e, investindo sabiamente no romantismo, sem sobrecarregar o humor, faz de Um Beijo a Mais uma das melhores comédias românticas dos últimos anos. Adaptado do filme O Último Beijo, do italiano Gabriele Muccino, Um Beijo a Mais também traz muitas semelhanças com os filmes que Woody Allen realizava nos anos 70 e 80: um humor neurótico, oriundo das trapalhadas afetivas do ser humano e das dificuldades de relacionamento entre os casais.

No filme, Zach Braff, cada vez melhor, interpreta Michael, um homem prestes a se casar mas que, lamentavelmente, acaba por trair a futura esposa com uma adolescente que o assedia insuportavelmente. O beijo a mais de Michael na adolescente destrói seu futuro conjugal, e o filme narra as desventuras do apaixonado Michael para reconquistar o amor da mulher que ama.

Tony Goldwyn dirige sua narrativa vigorosamente, e revela um olhar bastante arguto para observar - e apresentar na tela - o comportamento e as motivações dos casais contemporâneos. Um detalhe interessante - e fundamental para o êxito da realização - é a boa presença da trilha sonora no resultado final: Braff, que além de ator exerce (em outros filmes) as funções de roteirista e diretor, auxiliou na seleção musical e foi extremamente feliz na elaboração desta, permitindo que Um Beijo a Mais fosse mais um filme a falar não apenas com suas imagens e diálogos, mas também com as músicas que habilmente embalam o cotidiano dos personagens e as imagens apresentadas. No excelente elenco, o destaque vai para Casey Affleck, que interpreta Chris, o amigo decente e digno do infiel Michael, e para Tom Wilkinson e Blythe Danner - ela, mãe de Gwyneth Paltrow - que aqui interpretam os candidatos a futuros sogros do protagonista.

Carlos Dunham


UM BEIJO A MAIS

Trair é difícil para ambas as partes

Caros leitores, gostaria de falar um pouco de um recomendável lançamento do grupo Imagem Filmes. Eu, particularmente, não sou dos fãs mais fervorosos por romance, contudo, o filme Um Beijo a Mais, baseado no italiano L'Ultimo Bacio, traz uma história não só bonita, mas que condiz muitas vezes com a nossa realidade.

O longa, dirigido por
Tony Goldwyn, conta a história de Michael (Zach Braff), um jovem de casamento marcado com Jenna (Jacinda Barrett), com quem namorou por três anos. Tudo na vida dos dois parece estar correndo bem, ambos dividindo momentos com seus amigos do passado (atuais companheiros). Infelizmente, a vida prega algumas peças que ninguém sabe explicar, e Michael se vê em um relacionamento friamente calculado e planejado, o que, junto da aparição de outra mulher (Kim), começa a lhe causar dúvidas.

Mentiras, brigas, aventuras, tudo começa a atrapalhar o relacionamento do casal, que até então ia bem. Não que esse fosse o plano da jovem e bela  Kim (Rachel Bilson), mas é justamente o que ela acaba causando ao aparecer na vida de Michael. Muitas vezes, os homens (e até mesmo as mulheres), criam expectativas e falsos problemas para assim justificar uma traição. Bem, não que isso seja totalmente errado, mas é simplesmente o que acontece. Entretanto, relacionamentos de verdade superam até mesmo o pior dos erros – porém sempre deixando marcas.

Em toda essa conturbada história, amigos, colegas, família e “terceiros” são envolvidos, inclusive o espectador. Eu mesmo fiquei com pena do rapaz em boa parte do filme, o que pode ter sido apenas uma visão masculina da história. Mesclando músicas de alta qualidade, o filme conta uma verdade na vida do ser humano e prova que, apesar de tudo, a vida pode ser boa e agradável.

Com a estréia prevista para 23 de março, o filme
é indicado para aqueles casais que estão em crise, aqueles que pensam em entrar em crise, aqueles que acabam de sair de uma crise e aqueles que querem se preparar para uma possível crise. Portanto, relaxe e vá ao cinema com a sua namorada ou namorado, pois ficará claro que o amor é a melhor coisa na vida, tanto de um homem quanto de uma mulher.

Lucas Vandanezi
Lvandanezi@scoretrack.net

PRIMEIRA IMPRESSÃO
VOLTAR PARA A PÁGINA INICIAL