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Primeira Impressão |
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05 de
novembro de 2009 O mundo vive o caos e a Justiça “cega” somente piora as atrocidades que não são exclusividades do Brasil, embora o país esteja cada vez mais nas mãos de criminosos. O filme Código de Conduta, que estreia nessa sexta feira 06 de novembro, relata a história de Clyde Shelton (Gerard Butler), um cidadão de bem que junto de sua mulher e filha vive uma vida confortável na Filadélfia. Subitamente Clyde vê seu mundo desmoronar quando dois criminosos invadem sua residência, e tiram a vida daquelas que formavam sua família. Talvez para ele seria melhor ter morrido no ataque, entretanto, por ter sobrevivido Clyde busca um pouco de Justiça no que hoje virou “terra de ninguém”. Mas não podemos nos esquecer da corja que está aí para defender cada vez mais os criminosos, seja com unhas e dentes ou, apenas, fazendo acordos que abrandem a pena e sejam “razoavelmente” vantajosos em meio a um sistema antigo, porco e repleto de falhas. Esse defensor do sistema é Nick Rice (Jamie Foxx), um famoso promotor da Filadélfia que vê nesse caso a oportunidade de oferecer uma sentença leve a um dos suspeitos, em troca do seu testemunho contra o cúmplice. Indignado com tal atitude Clyde decide pela boa e velha Justiça pelas próprias mãos. O que talvez não seja tão errado quanto pareça, mas, que para a maioria de nós é praticamente impossível de ser realizado. Entretanto, Clyde carrega nas mangas a destreza de ser um estrategista de primeira - bolar assassinatos e ameaças que serão cumpridas, entre outras vontades que ele pode realizar mesmo estando algemado. O cara simplesmente tem o dom! E em dez anos de planejamento Clyde, finalmente, terá sua vingança. Quando o caso parecia arquivado, o assassino que se livrou da prisão é encontrado morto, e Clyde Shelton admite friamente sua culpa. Então, ele dá um aviso a Nick: se ele não consertar as falhas do sistema judiciário, que fracassou em fazer Justiça para a sua família, pessoas importantes envolvidas no julgamento irão morrer. E todos devem se preocupar, pois uma vida destruída pode motivar leigos a cometerem coisas inimagináveis, quem dirá um estrategista como Clyde Shelton. Com um elenco respeitável e atuações que valem o ingresso, o filme se desenvolve de forma natural, sem forçar a barra e sem adentrar nos clichês que filmes do gênero geralmente pedem. Um filme que agradará à maioria e que, definitivamente, vale conferir.
Lucas Vandanezi |
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