Primeira Impressão
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Título Original: DONKEY XOTE

Gênero: ANIMAÇÃO

Tempo de Duração: 90 MIN.

Ano de Lançamento (Espanha): 2007

Distribuição: IMAGEM filmes

Diretor: Jose Pozo

Roteirista: Angel E. Pariente

Compositor: Andrea Guerra

Produtores: Carlo Alfano, Carlos Fernández

Elenco (Vozes): Andreu Buenafuente, David Fernández (2), Sonia Ferrer, José Luis Gil, Jordi González, Sancho Gracia, Luis Posada

25 de maio de 2009

DONKEY XOTE

Confuso e mal explicado

Escrito há séculos atrás por Miguel de Cervantes y Saavedra, "Dom Quixote" é um livro e um personagem do qual, certamente, todos já ouviram falar - e seu modo obstinado e destemperado de ser, mas também profundamente entregue aquilo no que acredita, rendeu até mesmo um adjetivo: quixotismo. Contudo, daí a se conhecer com riqueza de detalhes a sua estória, a conversa é outra. Trata-se do típico caso de uma obra muito mais falada do que lida - e vale até a indagação: você conhece alguém que tenha realmente lido a obra original?

É essa diferença entre saber quem é o personagem e conhecer com riqueza de detalhes a estória criada por Cervantes o erro maior cometido pelos realizadores da animação espanhola DONKEY XOTE, que estréia no Brasil no próximo dia 29 de maio: o filme em momento algum se preocupa em explicar bem quem são aqueles personagens que entram e saem da trama - e, para a grande maioria que não conhece bem a obra original, é fácil cair em confusão e se perder durante a metragem. Até mesmo porque, além disso, a animação é muito fraca e os personagens são inteiramente sem carisma.

DONKEY XOTE foi dirigido por Jose Pozo, o mesmo que em 2003 dirigira uma versão animada de EL CID - outro clássico da mitologia espanhola que, provavelmente achava Pozo, transformado em desenho animado, sairia do obscurantismo e seria levado a milhões de pessoas. É uma iniciativa louvável, a do cineasta - porém, certamente todos sairiam ganhando, tanto o público quanto Pozo, se este compreendesse que, para seu objetivo atingir o resultado ideal, deveria haver também uma preocupação maior em introduzir (bem) seus personagens àqueles que não os conhecem, e, dado esse passo, em se criar personagens que tivessem carisma e empatia com o público. Atingindo-se esses dois objetivos, já se chega à metade do caminho para se realizar um bom filme. Infelizmente, DONKEY XOTE esbarrou em moinhos de vento e permaneceu estacionado no primeiro degrau.

Carlos Dunham

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