Primeira Impressão
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16 de agosto de 2006

Sessão tripla: Almas Reencarnadas, Obrigado por Fumar e TERROR EM Silent Hill

Caros amigos, a Primeira Impressão traz dessa vez a prévia não de um, mas de três filmes que entrarão em cartaz nesta sexta-feira, 18/08/2006. O Score Track Network como de costume teve o privilégio de assistir aos filmes com antecedência, para assim dar a opinião do primeiro impacto.


Obrigado por Fumar (Fox) retrata não só a briga que as empresas de cigarros travam com as pessoas com câncer ou os órgãos de saúde, mas mostra que independentemente do que você faz ou vende, o maior trunfo é seu lobby. Filme de estréia de Jason Reitman, Obrigado por Fumar é uma sátira corrosiva da chamada culture of spin (cultura de manipulação de informações), baseada na elogiada obra do mesmo nome 1994 de Christopher Buckley, adaptada para as telas por Reitman. Logo de introdução os nomes da equipe que fez o filme são apresentados de uma forma muito original – em caixinhas de cigarro – o que para mim é algo muito positivo, todo filme deveria ter estas analogias à história, desde que bem feitas. As canções usadas no filme são muito legais, pois são antigas e além de manter o clima humor sarcástico, tem em suas letras o que o autor quer que o espectador pense a respeito dos cigarros.

Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o porta-voz principal das grandes empresas de cigarros, que ganha a vida defendendo os direitos dos fumantes na nossa cultura neo-puritana. E apesar de todo o seu sucesso financeiro ele começa a enfrentar barreiras, pois para que a saúde prevaleça até o lado “bonzinho” da história pode cometer atrocidades. Desafiado pelos vigilantes da saúde que querem banir o consumo de cigarros e por um senador oportunista (William H. Macy) que deseja colocar rótulos de veneno nas embalagens de cigarros, Nick embarca numa ofensiva de relações públicas, manipulando informações e diminuindo os riscos do uso do cigarro em programas de entrevistas de TV, e buscando a ajuda de um super-agente de Hollwyood (Rob Lowe) para promover o fumo nos filmes. A fama recente de Nick atrai a atenção do chefão das indústrias de cigarro (Robert Duvall), e uma repórter de um influente jornal de Washington que deseja investigá-lo (Katie Holmes). Nick diz que só trabalha para pagar as contas, mas a atenção cada vez maior que seu filho pequeno Joey (Cameron Bright)  presta em seu trabalho, e uma ameaça de morte bastante real podem acabar fazendo com que ele mude de opinião.

Apesar de não ser um documentário, muitas vezes durante o filme existe um sarcasmo bem ao estilo dos documentários de Michael Moore, exibindo uma pausa na cena onde um narrador comenta o fato fazendo com que outras cenas se sobreponham sobre a cena então congelada. A história faz com que pensemos a respeito do argumento como base para o nosso sucesso, afinal, se bem argumentado até mesmo algo que não tenha valor pode ser vendido como tendo extrema importância. E é aí que começamos a pegar simpatia pelo personagem, que supostamente deve ser o vilão da história. Este é um filme que com certeza absoluta vale a ida ao cinema, local no qual aliás é proibido fumar, mas onde o cigarro será responsável por boas gargalhadas, seja do lado fumante ou do lado não fumante da história.


Terror em Silent Hill (Sony) é um dos filmes mais aguardados pelos game maníacos, após o fiasco de Resident Evil. E se você espera um filme fiel, fique tranqüilo. A adaptação feita para o filme é excelente. Em alguns momentos me senti dentro do jogo. Claro que por ser uma adaptação o filme não é uma mera cópia do jogo, mas mistura um pouco da história de todos os jogos da série Silent  Hill, e de uma maneira muito competente. Os cenários estão perfeitos, a atuação é muito boa e o mais interessante de tudo – quem jogou o game sairá do cinema com um entendimento maior do jogo.

O terror psicológico que assombra o filme é de arrepiar os cabelos e deixar o espectador ligado do começo ao fim – fim que aliás passa do terror psicológico para o terror
trash, onde pedaços de corpo e sangue tomam conta de uma cena DESTRUIDORA! Você está curioso? Pois não perca tempo jogando videogame ou fazendo qualquer outra coisa, pois a ida ao cinema no caso de Silent Hill se faz obrigatória – esta sim, a melhor adaptação de jogos já feita no cinema.


Almas Reencarnadas (Paris) é um terror dos mesmos criadores de O Grito, o que para mim não é elogio mas sim aviso. Antes de começar o filme confesso que fui assisti-lo com um pé atrás e, depois que o filme terminou, conclui que eu estava certo. A história é fraca e confusa, como na maioria dos filmes orientais de terror. O idioma cansa e quando você já está cansado da história uma bonequinha no maior estilo apelativo Chucky entra na história, de uma forma tosca. Este sim é um filme que indico a todos ScoreTrackers, mas para que passem longe. Não vale a ida e comparecer ao cinema para assistir tal bobeira é igual a jogar dinheiro fora.

Lucas Vandanezi
lvandanezi@scoretrack.net

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