Primeira Impressão
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Título original: Three Burials of Melquiades Estrada
2005, EUA/França
121 min, Col, Dolby SRD
Gênero: Aventura
Diretor: Tommy Lee Jones
Roteiro: Guillermo Arriaga
Produção: Michael Fitzgerald, Tommy Lee Jones, Luc Besson e Pierre-Ange Le Pogam
Música: Marco Beltrami
Edição de Som: David V. Butler
Fotografia: Chris Menges
Edição: Roberto Silvi
Elenco: Tommy Lee Hones, Barry Pepper, Julio Cedillo, Dwight Yoakam, January Jones, Melissa Leo, Vanessa Bauche

10 de abril de 2006

Três enterros


A estréia de Tommy Lee Jones como diretor de cinema é boa. O filme foge dos padrões “Hollywood”, e contrariando seu cartaz de divulgação (que contém uma foto chamativa), não é um filme que agradará a todos. Isso não quer dizer que o filme é ruim, muito pelo contrário, ele é bom, mas poderia ser resolvido em menos tempo.

Os 121 minutos de filme apresentam uma história intrigante, que mistura uma busca por justiça (feita pelas próprias mãos), com o cumprimento de uma promessa feita de homem para homem. O longa que conta com uma fotografia muito interessante, deixa o espectador literalmente com sede, tanto pelo desfecho da história, quanto por água mesmo – isso devido ao clima seco onde a história se passa.

No início da obra, é possível perceber claramente que o compositor Marco Beltrami teve influências gritantes das obras de Western compostas por Ennio Morricone – porém – com o andar da carruagem sua trilha começa a tomar forma própria, e apesar de não contar com nenhum tema “marcante”, é uma boa trilha.

Trata-se da história de um homem que foi morto e enterrado às pressas no alto deserto do Texas. Após seu corpo ser encontrado ele é levado para um cemitério na cidade de Van Horn, onde é enterrado novamente. Pete Perkins (Tommy Lee Jones), capataz de um rancho local e amigo do falecido, seqüestra um policial e o força a desenterrar o corpo. A partir daí uma jornada é iniciada pelos três, passando pela fronteira e seguindo através dos solos mexicanos.

Diferentes visões (câmeras) de uma mesma cena são apresentadas no filme, além de histórias que não seguem uma ordem cronológica. É justamente nessas pequenas histórias isoladas que passamos a conhecer melhor o caráter e as atitudes dos personagens. Como eu disse, é uma boa estréia de Tommy Lee Jones como diretor de cinema, mas nada além disso.

O filme entrará em cartaz no dia 21 de abril, mas duvido que ficará por muito tempo nos cinemas pipoca, ou que terá uma grande aceitação pelo público que busca apenas diversão nos finais de semana.

Lucas Vandanezi
lvandanezi@scoretrack.net

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