Primeira Impressão
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Título Original: Jungledyret Hugo: Fraek

Gênero: ANIMAÇÃO

Tempo de Duração: 72 MIN.

Ano de Lançamento (DINAMARCA, LETÔNIA, NORUEGA): 2007

Distribuição: FOCUS FILMES

Diretores: Jorgen Lerdam, Flemming Quist Moller

Roteirista: Flemming Quist Moller

Produtor: Irene Sparre Hjorthoj

Compositor: Trond Bjerknes

Montagem: Anne Hovad Fischer

Elenco (Vozes): Jesper Klein, Kaya Brüel, Claus Ryskjaer, Ole Fick, Anne Marie Helger, Sos Egelind, Dick Kayso, Peter Frödin, Flemming Quist Moller, Nis Bank-Mikkelsen

10 de novembro de 2008

Hugo - O Tesouro dA AmazÔNIA

Baú de pirita

Nas aventuras em quadrinhos do Tio Patinhas, muitas vezes os personagens iam em busca de um tesouro e, no final da história, descobriam que não passava de pirita - um metal visualmente semelhante ao ouro, mas sem nenhum valor e também conhecido como "ouro dos tolos". HUGO - O TESOURO DA AMAZÔNIA, co-produção entre a Dinamarca, a Letônia e a Noruega, é exatamente isso: um monte de pirita, e provavelmente o pior desenho animado lançado nos últimos tempos.

Embora o título brasileiro não revele, este é o terceiro filme para a tela grande da série AMAZON JACK (os dois primeiros foram realizados em 1993 e 1996, e já houve também uma série de TV), que conta as aventuras do animalzinho tropical Hugo ("animalzinho tropical" pode até soar fofo, mas Hugo é um ser inteiramente sem carisma como, aliás, todos os demais personagens). A informação de que se trata de uma continuação é importante porque muito do que se observa no filme só pode ser bem compreendido por quem assistiu aos filmes anteriores - o que provavelmente não é o caso de quem vive em países em que estes não foram lançados.

Quando a narrativa começa, Hugo vive no gelado hemisfério norte (como dito acima, localidade onde se originou a série), na companhia de sua amiga Rita, uma raposa. Embora viva no Pólo Norte, o animal sonha insistentemente com a floresta tropical, sem saber que os vilões da trama (um deles, preconceituosamente com sotaque americano) planejam seqüestrá-lo, levá-lo para lá e faturar horrores às custas dele e da floresta tropical.

Contando assim, a narrativa pode até soar interessante. Contudo, a premissa ecológica se perde à medida que o filme se desenvolve - o traço é ruim, a estória é previsível e mal contada, os personagens são, sem exceção alguma, inteiramente sem graça e, mal fotografada que é, até o colorido da realização é apagado. Como resultado, o que se vê nas telas é um filme que, mesmo com toda a sua pretensão em defender a ecologia, não possui ingredientes para despertar o menor interesse de seus espectadores, e se revela bastante frustrante - como encontrar pirita onde se pensava haver ouro.

Carlos Dunham

PRIMEIRA IMPRESSÃO
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