|
Primeira Impressão |
||
10
de novembro de 2008 Embora o título brasileiro não revele, este é o terceiro filme para a tela grande da série AMAZON JACK (os dois primeiros foram realizados em 1993 e 1996, e já houve também uma série de TV), que conta as aventuras do animalzinho tropical Hugo ("animalzinho tropical" pode até soar fofo, mas Hugo é um ser inteiramente sem carisma como, aliás, todos os demais personagens). A informação de que se trata de uma continuação é importante porque muito do que se observa no filme só pode ser bem compreendido por quem assistiu aos filmes anteriores - o que provavelmente não é o caso de quem vive em países em que estes não foram lançados. Quando a narrativa começa, Hugo vive no gelado hemisfério norte (como dito acima, localidade onde se originou a série), na companhia de sua amiga Rita, uma raposa. Embora viva no Pólo Norte, o animal sonha insistentemente com a floresta tropical, sem saber que os vilões da trama (um deles, preconceituosamente com sotaque americano) planejam seqüestrá-lo, levá-lo para lá e faturar horrores às custas dele e da floresta tropical. Contando assim, a narrativa pode até soar interessante. Contudo, a premissa ecológica se perde à medida que o filme se desenvolve - o traço é ruim, a estória é previsível e mal contada, os personagens são, sem exceção alguma, inteiramente sem graça e, mal fotografada que é, até o colorido da realização é apagado. Como resultado, o que se vê nas telas é um filme que, mesmo com toda a sua pretensão em defender a ecologia, não possui ingredientes para despertar o menor interesse de seus espectadores, e se revela bastante frustrante - como encontrar pirita onde se pensava haver ouro. Carlos Dunham |
||