Primeira Impressão
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Título Original: Ratatouille
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 110 MIN.
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Distribuição: The Walt Disney Company / Buena Vista International
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird, Jim Capobianco, Jan Pinkawa
Produção: Brad Lewis
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Sharon Calahan
Edição: Darren T. Holmes
Elenco (Vozes):
Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Brian Dennehy, Peter Sohn, Peter O'Toole, Brad Garrett, Janeane Garofalo, Will Arnett, Julius Callahan, James Remar, John Ratzenberger, Tony Fucile

03 de julho de 2007

RATATOUILLE


Nova animação da Disney, sob a batuta dos diretores da Pixar, mostra que ainda há muito que explorar nesse universo


Os ratos invadiram os restaurantes cinco estrelas de Paris. Essa poderia ser uma excelente matéria sobre uma praga de roedores na Cidade Luz, considerada a capital mundial da gastronomia, mas é apenas uma forma de chamar atenção para a nova animação dos Estúdios Disney: Ratatouille, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 06 de julho. Assinado por Brad Bird, o responsável pelo sucesso de Os Incríveis, o novo filme traz um simpático ratinho que sonha em ser um grande chef no mais aclamado dos restaurantes da capital francesa. O problema para Remy, no entanto, é contornar o fato de ser um roedor numa cozinha – combinação quase sempre desastrosa no mundo real.

O sonho do ambicioso ratinho se mostra possível depois que o caminho dele cruza o do reles ajudante de cozinha chamado Linguini. Juntos, eles promovem uma verdadeira revolução no mundo pomposo da haute cuisine. O mais fantástico para Remy, no entanto, é a coincidência de tentar a sorte justamente no restaurante do chef Auguste Gusteau, o favorito dele. No entanto, nem tudo são flores para o pequeno herói: Skinner, o novo chef no comando da cozinha, se torna a "pedra no sapato" da dupla, sempre querendo descobrir, afinal, como Linguini aprendeu a cozinhar tão bem.

Como vem ocorrendo desde o sucesso de TOY STORY, a nova animação da Disney foi desenvolvida em parceria com a Pixar. Apesar do estúdio de John Lasseter ter entrado para a corporação dos criadores do Mickey no ano passado, o projeto de Ratatouille já estava em pleno vapor quando da aquisição e por isso ainda leva a assinatura da Pixar. A falta de marketing provinda da fusão da Pixar com a Disney também foi a responsável pela bilheteria conquistada pelas travessuras do ratinho cozinheiro em terras ianques: U$ 47,2 milhões. A última parceria dos estúdios, CARROS, lançada no ano passado, conquistou no final de semana de estréia o montante de U$ 60,1 milhões. Apesar disso, o desenho liderou a bilheteria nos Estados Unidos deixando em segundo colocado a ação Duro de Matar 4.0, estrelada por Bruce Willis.

Marca registrada da Pixar, a animação possui um acabamento cuidadoso e boas piadas ao longo dos 90 minutos de projeção, mas já incorpora o estilo Disney ao embutir uma moral dentro da história. Aliás, o preconceito é o ponto forte do desenho, já que ratos e cozinha não são exatamente uma combinação interessante. O próprio criador, Brad Bird, afirma que o maior desafio de Ratatouille foi justamente suplantar o asco causado pelos roedores nos humanos, para criar empatia do público com as aventuras e desventuras de Remy.

Divertido, envolvente e tendo a belíssima recriação de Paris como cenário, Ratatouille mantém a força criativa e a qualidade da equipe da Pixar em um filme que promete encantar tanto crianças como adultos e marca o início da Walt Disney como responsável direta pelas animações digitais do estúdio. Assim, os criadores do Mickey – que revolucionaram o mundo dos desenhos com pérolas como Branca de Neve e os Sete Anões - novamente mostram que ainda entendem do riscado em pleno século XXI.

MIDAS DA ANIMAÇÃO – A Pixar encerrou a parceria de sucesso com a Disney no início de 2006 e terminou comprada pelo tradicional estúdio ao final do mesmo ano. Nos anos em que figurava de forma independente no mercado cinematográfico, a Pixar promoveu uma revolução sem precedentes no universo da animação gráfica. A série aparentemente infindável de sucessos começou com o simpático e despretensioso TOY STORY, depois seguiram Vida de Inseto (A Bug’s Life), Monstros S.A. (Monsters Inc.), Procurando Nemo (Finding Nemo), Os Incríveis (The Incredibles) e, no ano passado, CARROS (Cars). Sem contar com Toy Story II e os premiados curta metragens que sempre sucedem os longa metragens, como BIRDS e A Banda de um Homem Só, entre outros. Após a Pixar mostrar que era possível fazer excelentes filmes totalmente digitais e enterrar de vez maneira tradicional de animação, outros estúdios se lançaram no filão e investiram em novas tecnologias, exemplo da Dreamworks, que tem no currículo os três filmes do ogro SHREK, e a Sony, que recentemente mostrou força com O Bicho Vai Pegar.

Rosana de Souza

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