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Título
Original: ROCKY BALBOA
Direção/Roteiro: SYLVESTER STALLONE
Produção: CHARLES WINKLER, WILLIAM CHARTOFF, DAVID WINKLER, KEVIN KING
Produção Executiva: GUY RIEDEL,
IRWIN
WINKLER, ROBERT CHARTOFF
Direção de Fotografia: CLARK MATHIS
Desenho de Produção: FRANCO-CIACOMO CARBONE
Edição: SEAN ALBERTSON
Figurinos:
GRETCHEN
PATCH
Música: BILL CONTI
Elenco: SYLVESTER STALLONE, BURT YOUNG, GERALDINE HUGHES, MILO
VENTIMIGLIA, ANTONIO TARVER, JAMES FRANCIS KELLY III, TONY BURTON |
31 de
janeiro
de 2007
PORRADA NA FUÇA
Se
voltarmos a 1976, ano em que Rocky,
Um Lutador foi considerado o melhor filme pela academia,
enxergaremos um Rocky Balboa humilde e com um emprego não muito
satisfatório – apenas um capanga de um agiota fajuto da Filadélfia.
Graças a Apollo Creed, Balboa tem a chance de subir nos ringues e
começar uma carreira devastadora que duraria, entre seus altos e baixos,
até o quarto filme da série.
Impossibilitado de lutar devido às duras pancadas que leva de Drago no
quarto filme, Balboa vira treinador naquele que seria o último filme…
mas a ambição de vencer do ex-campeão também motivou Stallone, a tal
ponto que no sexto filme da série, intitulado
Rocky Balboa,
ele volta mais forte do que nunca.
Balboa é agora apenas o dono de um restaurante italiano chamado Adrian´s
- uma homenagem à sua falecida esposa. Seu filho não mostra interesse em
ficar junto a ele e tampouco em visitar sua mãe, pretende apenas seguir
sua vida, conquistando tudo por conta de sua competência e não pelo seu
sobrenome. O irreverente Pauli, cunhado de Rocky, continua a seu lado,
trazendo problemas e também soluções ao personagem que, por sentir a
falta de Adrian, vive remoendo o passado.
Que tal uma nova luta? Mas com quem? Será que existe luta de terceira
idade? Mas uma simulação de computador coloca Rocky frente a frente com
Mason “The line” Dixon, atual campeão mundial – ambos no ápice de suas
carreiras - e.... Balboa ganha por nocaute. O mais engraçado dessa
história é que, fugindo totalmente da razão humana, os fãs do esporte
decidem assistir à luta de verdade, e com todo esse entusiasmo ela vem à
tona.
Parece uma brincadeira, até mesmo uma piada. Mas para Rocky, com quase
duas vezes a idade do oponente, a perspectiva de uma luta contra Dixon é
a segunda chance que ele nunca pensou que teria – uma chance em um
bilhão para provar a si mesmo e àqueles que ama que, embora o corpo
mude, o coração só fica mais forte.
Seguido de flashbacks e
com uma excelente edição, o filme flui como o fechamento de uma série
deve fluir, trazendo aos espectadores memórias que o tempo possa ter
ofuscado. A trilha de Bill Conti é ótima, mas ele teve pouco trabalho já
que ela é basicamente tudo que já havia sido feito no passado. Aos
Scoretrackers que pretendem
ver o filme na telona, aconselho aguardar todo os créditos, pois no
final um lindo arranjo orquestral da música de Bill Conti é
apresentado.
Que comece o combate!
Lucas Vandanezi
Lvandanezi@scoretrack.net
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