Primeira Impressão
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Título Original: Terminator Salvation
Gênero: FICÇÃO CIENTÍFICA
Tempo de Duração: 115 MIN.
Ano de Lançamento (EUA): 2009
Distribuição: WARNER / SONY
Diretor: MCG
Roteiristas: John D. Brancato, Michael Ferris
Produtores:Derek Anderson, Moritz Borman, Victor Kubicek, Jeffrey SilvER
Compositor: DANNY ELFMAN
Fotografia: Shane Hurlbut
Efeitos visuais: Industrial Light & Magic, Matte World Digital, Plowman Craven & Associates, Kerner Optical, Pixel Liberation Front, Proof, Rising Sun Pictures, Stan Winston Studio
Desenho de produção: Martin Laing
Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Moon Bloodgood, Helena Bonham Carter, Anton Yelchin, Jadagrace, Bryce Dallas Howard, Common, Jane Alexander, Michael Ironside

03 de junho de 2009

O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO

O melhor filme da série

Apesar de todos os elogios que arregimentou desde o primeiro filme, de 1984 (realizado, inclusive, de forma bastante modesta), a cinessérie O EXTERMINADOR DO FUTURO sempre pareceu um típico caso de obra que, em determinado momento, iria começar a se repetir ou a andar em círculos - afinal, trata-se de uma obra sobre o filho de um homem do futuro que engravidara uma mulher do presente, e que, em seguida, se torna o principal personagem do novo presente. Meio complicado, né? E como dar bom prosseguimento a uma idéia mirabolante como essa sem gerar idas e vindas desnecessárias ou forçadas? Mais: com a constante mudança de roteiristas e diretores praticamente filme a filme, a idéia inicial - e tudo aquilo que a justificasse bem - não correria o risco de se perder?

Bem, um dos grandes méritos de O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO, o quarto filme da série que estréia neste dia 05 de junho, é justamente o de responder brilhantemente a isso - e o fazendo de tal forma que o conjunto de filmes acaba por conquistar uma coerência muito bem amarrada em suas múltiplas questões, tornando a série redondinha e sem arestas. Deve-se, claro, elogiar e muito o bom resultado do filme em si, mas é inegável que o mérito maior dessa mais recente realização da franquia "Exterminador" - e que redime todos os demais filmes - é exatamente a noção de coerência que consegue transmitir. Nesse sentido, o subtítulo casa perfeitamente com a obra - é realmente "A salvação" de "O Exterminador do Futuro".

Analisando-se exclusivamente o filme em si, é de se destacar a dinâmica impressa pelo diretor McG, hábil em desenvolver cenas e personagens de modo que estes tenham agilidade suficiente para segurar a atenção do espectador e não permitir que o interesse do público com o que vê na tela se dissipe com facilidade. Para atingir tal objetivo, o cineasta trabalha desenvolvendo os momentos certos para comover - através, principalmente, da personagem da pequena Star, uma menininha deficiente auditiva vivida pela estreante Jadagrace - para agitar e, tão importante quanto, para criar os momentos no qual a aventura aqui presente seja (magnificamente bem) inserida no contexto geral do seriado.

Nesse sentido, é particularmente valioso os momentos em que o protagonista John Connor (Christian Bale, que há tempos já provou ser um ator brilhante, magnífico, um dos melhores da atualidade) ouve, pesquisa, as fitas cassete que sua mãe Sarah Connor lhe deixara de herança, e nas quais esta revela ao filho suas origens e como tudo acontecera até chegar àquele momento. São cenas que mesclam com particular talento os três itens que, juntos, formam o segredo do sucesso de O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO - cenas que cativam o espectador pelo registro de um contato perene entre mãe e filho, excitam pelas informações que asseguram a aventura e convencem pela segurança com que amarram a narrativa do filme e a inserem tão bem no contexto geral da franquia. Não por acaso, e com todos os méritos, esse quarto exemplar de O EXTERMINADOR DO FUTURO pode ser definido como o melhor filme da série.

Carlos Dunham

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