Primeira Impressão
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Título Original: QUANTUM OF SOLACE

Gênero: AVENTURA

Tempo de Duração: 106 MIN.

Ano de Lançamento (EUA, INGLATERRA): 2008

Distribuição: SONY PICTURES

Diretor: Marc Forster

Roteiristas: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade

Produtores: Barbara Broccoli, Callum McDougall,Anthony Waye, Michael G. Wilson

Compositor: DAVID ARNOLD

Montagem: Matt Chesse Richard Pearson

Elenco: Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Gemma Arterton, Jeffrey Wright, David Harbour, Jesper Christensen, Anatole Taubman, Rory Kinnear, Tim Pigott-Smith, Joaquín Cosio, Fernando Guillén Cuervo, Jesús Ochoa

05 de novembro de 2008

007 - QUANTUM OF SOLACE

Bond Inconsolável

Há dois anos, em 007 - Cassino Royale, o mundo conheceu um novo James Bond. Certo? Errado. Conheceu-se, então, um novo ator a interpretá-lo - o inglês Daniel Craig, após quatro filmes com Pierce Brosnan como o lendário agente secreto. Um novo James Bond se está conhecendo agora, neste segundo filme com Craig no papel, 007 - Quantum of Solace, que estréia no Brasil neste dia 7 de novembro (uma semana antes dos EUA). Porque é um James Bond revoltado, amargurado, desencantado com a vida, após a perda de sua amada Vesper (eva Geen, no filme anterior), que se vê na tela nesta nova aventura.

Estaríamos, aqui, diante de um 007 diferente de todos os outros? Sim, se estivermos falando do personagem. Mas não se estivermos falando do filme em si - que, apesar do perfil dferenciado de Bond, tem uma roupagem bastante tradicional e comprova o que vem sendo percebido há tempos: que, apesar das boas bilheterias, as aventuras do personagem já estão bastante desgastadas e, duas décadas após o fim da Guerra Fria simplesmente não há muito mais o que se contar.

Observando-se as alterações no perfil de Bond - talvez o único diferencial do filme, e que poderia ser bastante significativo, não fosse o ar de "deja vu" de todo o restante - é impossível não lembrar dos dilemas que Peter Parker atravessou em Homem-Aranha 3. Mas, apesar dessa semelhança, o que separa ambas as realizações em níveis claríssimos de qualidade é que, na obra do herói aracnídeo, o diretor Sam Raimi preocupou-se em construir seu filme de forma a expressar exatamente as contradições que o personagem atravessava, desenvolvendo-as e emoldurando-as com tudo o que se observava a redor.

Quantum of Solace desperdiça por completo a angústia humana de seu protagonista, abandonando totalmente, em trama e narrativa, os conflitos emocionais de James Bond - leia-se: desperdiçando por completo o primeiro foco de originalidade visto em um filme de 007 em muito tempo (não se considerando, claro, as mudanças de ator). Assim, apesar da boa qualidade técnica da película, o novo filme da série não só deixa de dar um passo a mais como, justamente por haver tido a oportunidade de o fazer e desperdiçá-la, enfatiza ainda mais a total falta de assunto do espião da Guerra Fria neste nosso Século XXI.

Carlos Dunham

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