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Título original: Nights in Rodanthe
EUA, 2008
Duração: 97 MIN.
Distribuição: WARNER BROS.
Roteiro: ANN PEACOCK, JOHN ROMANO
Direção: GEORGE C. WOLFE
Produção: DENISE DI NOVI, DOUG CLAYBOURNE, ALISON GREENSPAN, DANA GOLDBERG, BRUCE BERMAN
Música: JEANINE TESORI
Direção de fotografia: AFFONSO BEATO
Edição: BRIAN A. KATES
Elenco: DIANE LANE, RICHARD GERE, SCOTT GLENN, CHRISTOPHER MELONI, VIOLA DAVIS

23 de setembro de 2008

NOITES DE TORMENTA

Drama de qualidade


Caro leitor, você leu em alguma de minhas colunas elogios principalmente à edição de um filme? Pois bem, desta vez sou obrigado a fazer isso! Noites de Tormenta é um filme que possui um timing muito bom devido a sua belíssima edição. Mas e quanto ao filme em si?

Bem, se pudéssemos dar um sentido verdadeiro à palavra “Drama” seria Noites de Tormenta. Eu, particularmente, gosto muito do gênero e saí da sessão bem satisfeito. Primeiro porque gosto da parceria de Richard Gere e Diane Lane, e segundo porque o filme é bem amarrado com cenas que, junto de sua trilha, trazem brilho aos olhos.

Com uma fotografia muito boa, claro que ajudada pela paisagem local, o filme conta sua história de uma forma tranqüila, até mesmo nos momentos pesados, o que faz com que o drama não descambe para o melodrama psicológico.

Inspirado no romance de sucesso Nights in Rodanthe, de Nicholas Sparks, o longa retrata a história de duas pessoas que ganham a segunda chance para encontrar o amor de suas vidas. Adrienne (Diane Lane), abalada pela traição do marido e lutando para reconstruir a vida sem ele, acaba de saber que ele quer voltar para casa. Perdida entre sentimentos conflitantes, ela aproveita a oportunidade para se distrair quando uma amiga a convida para trabalhar por um fim de semana em sua pousada, em Rodanthe. Ali, um lugar escondido nos Outer Banks da Carolina do Norte, Adrienne espera encontrar a tranqüilidade necessária para repensar a vida.

A pousada estaria fechada, por ser baixa estação, não fosse a chegada do único hóspede, Paul (Richard Gere), um médico que mora na capital e que, há muito tempo, sacrificou a família em benefício da carreira. Paul chega a Rodanthe para cumprir uma difícil obrigação e enfrentar uma crise de consciência. São dois estranhos dividindo o mesmo teto. Entretanto, desaba uma tempestade e eles buscam ajuda um no outro, fazendo desabrochar um romance que vai transformá-los e terá impacto pelo resto de suas vidas.

Em dado momento o filme apresenta trocas de cartas amorosas que lembram momentos de P.S Eu te Amo, entretanto tomando um rumo, não diria “diferente”, mas sim, alternativo. Rir e chorar são sentimentos que um bom drama acaba por pedir e com Noites de Tormenta não é diferente. Uma das cenas mais belas é quando Diane Lane está por ler uma das cartas. Ela não a lê em voz alta e, tampouco, aparece sua legenda. Mas a ausência de trilha sonora nesse momento faz com que o espectador compreenda o conteúdo exato da carta que, mais tarde, é mastigado para todos (sem necessidade).

O filme, como já disse, é muito agradável de ver sozinho, com a namorada, com a família, enfim, um drama que não força e que ganha muito em seu aspecto técnico. Acredito que o Gran Finale, que conta com uma trilha sonora muito bem composta, vale a entrada do filme. Portanto, para os cinéfilos amantes do drama de qualidade, dia 3 de outubro é o dia de pegar a pipoca e rumar para as salas de cinema mais próximas.

Bom Filme!

Lucas Vandanezi
Lvandanezi@scoretrack.net

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