|
Primeira Impressão |
||
23 de
setembro de 2008 Bem, se pudéssemos dar um sentido verdadeiro à palavra “Drama” seria Noites de Tormenta. Eu, particularmente, gosto muito do gênero e saí da sessão bem satisfeito. Primeiro porque gosto da parceria de Richard Gere e Diane Lane, e segundo porque o filme é bem amarrado com cenas que, junto de sua trilha, trazem brilho aos olhos. Com uma fotografia muito boa, claro que ajudada pela paisagem local, o filme conta sua história de uma forma tranqüila, até mesmo nos momentos pesados, o que faz com que o drama não descambe para o melodrama psicológico. Inspirado no romance de sucesso Nights in Rodanthe, de Nicholas Sparks, o longa retrata a história de duas pessoas que ganham a segunda chance para encontrar o amor de suas vidas. Adrienne (Diane Lane), abalada pela traição do marido e lutando para reconstruir a vida sem ele, acaba de saber que ele quer voltar para casa. Perdida entre sentimentos conflitantes, ela aproveita a oportunidade para se distrair quando uma amiga a convida para trabalhar por um fim de semana em sua pousada, em Rodanthe. Ali, um lugar escondido nos Outer Banks da Carolina do Norte, Adrienne espera encontrar a tranqüilidade necessária para repensar a vida. A pousada estaria fechada, por ser baixa estação, não fosse a chegada do único hóspede, Paul (Richard Gere), um médico que mora na capital e que, há muito tempo, sacrificou a família em benefício da carreira. Paul chega a Rodanthe para cumprir uma difícil obrigação e enfrentar uma crise de consciência. São dois estranhos dividindo o mesmo teto. Entretanto, desaba uma tempestade e eles buscam ajuda um no outro, fazendo desabrochar um romance que vai transformá-los e terá impacto pelo resto de suas vidas. Em dado momento o filme apresenta trocas de cartas amorosas que lembram momentos de P.S Eu te Amo, entretanto tomando um rumo, não diria “diferente”, mas sim, alternativo. Rir e chorar são sentimentos que um bom drama acaba por pedir e com Noites de Tormenta não é diferente. Uma das cenas mais belas é quando Diane Lane está por ler uma das cartas. Ela não a lê em voz alta e, tampouco, aparece sua legenda. Mas a ausência de trilha sonora nesse momento faz com que o espectador compreenda o conteúdo exato da carta que, mais tarde, é mastigado para todos (sem necessidade). O filme, como já disse, é muito agradável de ver sozinho, com a namorada, com a família, enfim, um drama que não força e que ganha muito em seu aspecto técnico. Acredito que o Gran Finale, que conta com uma trilha sonora muito bem composta, vale a entrada do filme. Portanto, para os cinéfilos amantes do drama de qualidade, dia 3 de outubro é o dia de pegar a pipoca e rumar para as salas de cinema mais próximas. Bom Filme!
Lucas Vandanezi |
||