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Título Original: WHAT HAPPENS IN VEGAS
Gênero: Comédia, Romance
Tempo de Duração: 99 MIN.
Produção: 2008
Direção: Tom Vaughan
Roteiro: Dana Fox
Produção: Michael Aguilar, Dean
Georgaris e Shawn Levy
Música: CHRISTOPHE BECK
Fotografia: Matthew F. Leonetti
Edição: Matt Friedman
Elenco: Cameron Diaz, Ashton
Kutcher, Rob Corddry, Lake Bell, Jason Sudeikis, Treat Williams, Deirdre
O'Connell, Michelle Krusiec, Dennis Farina, Zach Galifianakis, Queen
Latifah, Krysten Ritter, Ricky Garcia, Andrew Daly, Benita Robledo |
21 de
junho de 2008
JOGO DE AMOR EM LAS VEGAS
Não vale a pena apostar nesse filme
Filmes cuja grande
força motriz, mais que a trama ou arroubos de estilo, seja o star power
de seus protagonistas sempre existiram no cinema - o que, diga-se de
passagem, é ótimo, porque não há quem não goste de ver um filme para
reencontrar seus atores favoritos. É natural, portanto, que Cameron Diaz e
Ashton Kutchner aproveitem o prestígio de que desfrutam para atuarem (e
faturarem alguns trocadinhos extras) em um filme completamente
descompromissado, feito meramente para entreter o espectador menos com a
trama em si do que com a possibilidade de rever seus astros.
Apesar disso, não há como não lamentar o fato de que, com um pouco mais de
esforço, o filme poderia ser bem melhor - afinal, os espectadores mereciam
um entretenimento de qualidade superior ao deste JOGO DE AMOR EM LAS VEGAS (WHAT
HAPPENS IN VEGAS). A trama, rotineira, não é de todo má - conta a estória de
dois corações infelizes (Diaz e Kutchner, claro) que, recém-saídos de
desilusões amorosas, encontram-se na cidade presente no título do filme.
Inicialmente, pode-se dizer que se odeiam. Depois, se apaixonam. Bastante
previsível sim, mas quantos filmes, no decorrer da história do cinema,
continham premissa parecida (ou idêntica) e que, quando prontos,
revelaram-se grandes realizações ou, ao menos, diversões de altíssimo nível?
O erro maior de JOGO DE AMOR EM LAS VEGAS, que estréia no próximo dia 27 de
junho, é que, infelizmente, o diretor Tom Vaughan nitidamente não acreditou
no potencial de sua película, e incorreu na rotina de forma até mesmo cruel.
Desperdiçados pelo diretor, Diaz e Kutchner não conseguem segurar o filme
sozinhos - e, com isso, o público que for ao cinema reencontrar a dupla irá
encontrar, também, uma comédia romântica que não faz rir nem enternecer.
Carlos Dunham
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