GODZILLA (Godzilla, EUA, 1998)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 140 min
Estúdio: Columbia
Elenco: Matthew Broderick, Jean Reno, Maria Pitillo, Hank Azaria, Kevin Dunn, Michael Lerner, Harry Shearer, Arabella Field
Compositor: David Arnold
Roteiristas: Ted Elliott, Terry Rossio 
Diretor: Roland Emmerich

Depois do inesperado sucesso de STARGATE e INDEPENDENCE DAY, o alemão Roland Emmerich (que também havia dirigido as bombas SOLDADO UNIVERSAL e MOON 44), achou que havia descoberto a mina de ouro em Hollywood: pegar uma história batida, embonecá-la com efeitos visuais de última geração e rechear tudo com piadinhas e tiradas sarcásticas bem anos 90. Ele e seu sócio Dean Devlin (que aparece como ator em MOON 44) resolveram, então, que era hora de adaptar a história do monstro japonês GODZILLA para Hollywood (projeto que havia sido inicialmente planejado para ser dirigido por Jean de Bont, de SPEED). Mas foi um fracasso total, massacrado pela crítica e desprezado pelo público.

O pior é que o filme não chega a ser totalmente ruim, trazendo até algumas seqüências realmente divertidas. Mas o que o derruba é o seu roteiro, completamente absurdo e derivativo (no final vira JURASSIC PARK). GODZILLA até que começa bem, mostrando a "criação" do monstro (culpa dos franceses e seus testes nucleares) e suas primeiras aparições, até chegar (rápido demais) até Nova York. A partir daí o filme descamba para o ridículo total, com Godzilla (que tem a altura de um prédio) escondendo-se sob o solo (!) e andando tranqüilamente pelo metrô da cidade (!!). Esporadicamente é atraído para fora da "toca" e sai correndo desembestado pelas ruas, sendo perseguido por militares. O mais interessante é que a destruição causada pelos helicópteros e tanques que tentam atingi-lo é muito maior do que a que ele provoca! 

Mathew Broderick, que é normalmente um ator simpático e divertido, está completamente apático como o cientista que vai tentar desvendar o mistério da criatura e, ao final, une forças com um agente especial do governo francês, vivido por Jean Reno (de O PROFISSIONAL) - que tem as melhores piadas e parece estar divertindo-se genuinamente com seu papel. O filme também é longo demais, parece interminável, esticando as perseguições e o papo furado além da conta para ganhar tempo de projeção e parecer maior do que realmente é. Além disso, passa quase que totalmente de noite e debaixo de chuva, o que o torna ainda mais cansativo e esconde todos os efeitos visuais. 

No final, GODZILLA é somente um filme inflado, exagerado e barulhento ("Tamanho é Documento" era seu slogan), mas nem por isso tão divertido como pretendiam seus realizadores. Uma verdadeira decepção.

Cotação: **½

André Lux

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