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OS INCRÍVEIS (The
Incredibles, EUA, 2004)
Gênero: Aventura
Duração: 115 min.
Elenco: Craig T. Nelson, Holly Hunter, Samuel L. Jackson, Jason
Lee, Dominique Louis, Teddy Newton, Jean Sincere, Wallace Shawn
Compositor: Michael Giacchino
Roteirista: Brad Bird
Diretor: Brad Bird
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Incrível e humana
aventura
Nova animação da Pixar, uma grande
diversão também para adultos, sem dúvida é o melhor filme de super-heróis do ano
O estúdio de
animação digital Pixar vem se superando a cada filme, afastando-se cada vez mais
do padrão ingênuo ou infantil dos desenhos da Disney (conglomerado do qual faz
parte) e entregando ao público produções que, de fato, agradam a toda a família.
Ou seja, os pais que levam seus filhotes para um filme desses podem ficar
tranqüilos - sua inteligência será respeitada.
Essa tendência atinge seu ápice neste OS INCRÍVEIS, que ao que tudo indica será
um sucesso ainda maior do que a realização anterior da Pixar, o impagável
PROCURANDO NEMO. O diretor e
roteirista Brad Bird (O GIGANTE DE FERRO) criou uma bela homenagem aos
super-heróis que, de lambuja, é o melhor filme do ano no gênero, superando até
mesmo HOMEM-ARANHA 2. É
a primeira realização da Pixar com protagonistas humanos (apesar de serem
caricatos, não seguindo a linha do foto-realismo buscado em
O EXPRESSO POLAR, por
exemplo), o que, aliado a uma trama que aborda temas incomuns para uma animação,
ajuda o filme a atrair também o público adulto.
Após os super-heróis terem sido rejeitados pela sociedade, o ex-Sr. Incrível
(voz de Craig T. Nelson) tem uma vidinha pacata e insignificante como o
barrigudo Beto Pêra (Bob Parr, no original), sua identidade secreta. Casado com
a ex-Mulher Elástica (voz de Holly Hunter), com a qual tem três filhos –
a adolescente Violeta, o garoto Flecha e o bebê Zezé (todos com superpoderes em
desenvolvimento), Pêra é um sujeito frustrado com sua rotina, que sonha em
voltar a usar seu uniforme para combater o mal. A oportunidade surge quando uma
misteriosa organização o contrata para uma missão que eventualmente irá levá-lo,
juntamente com sua família e outro super-herói, Gelado (voz de Samuel L.
Jackson), a combater o vilão Síndrome, que pretende eliminar os paladinos
remanescentes.
Desenvolvendo essa idéia básica, Bird discute temas humanos e familiares
dificilmente encontrados em desenhos animados, como crise da meia idade,
problemas matrimoniais, violência infantil, preconceito, e por aí vai. E
adicionando-se a isso muito humor, aventura traduzida em cenas de ação
alucinantes que somente poderiam ser criadas em computação gráfica, e muitas
referências a gibis, séries de TV e filmes dos anos 60, temos uma produção
superior tanto no aspecto técnico como em conteúdo.
As referências mais óbvias são a graphic novel de Alan Moore Watchmen
(a aposentadoria forçada dos "supers" e sua progressiva eliminação), os
clássicos super-heróis da Marvel e da D.C. Comics (a família Pêra é,
praticamente, o Quarteto Fantástico com poderes trocados) e os filmes de
James Bond (o esconderijo do vilão, a capanga que ajuda o herói, a música de
Michael Giacchino, mais do que inspirada nas trilhas de
John Barry para 007). As
crianças e os mais jovens poderão perder estas e outras referências, como a
impagável homenagem à mais famosa figurinista de Hollywood, Edith Head, mas
ainda assim sobrará muita coisa para eles apreciarem.
Então, se você ainda não viu, não espere mais: embarque na aventura de OS
INCRÍVEIS (se você já for crescidinho, dê preferência a uma cópia legendada),
sem dúvida a melhor diversão deste final de ano nos cinemas.
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