Pouquíssimos compositores de
trilhas sonoras alcançam o reconhecimento do público em geral. Dentre os
compositores que despontaram em Hollywood entre o final da década de 50
e o final da de 60,
Henry Mancini,
John Williams, Ennio Morricone
e John Barry
tornaram-se mundialmente conhecidos, tendo inclusive freqüentado as
paradas de sucesso com seus temas. Jerry Goldsmith, apesar de não
ser um nome tão conhecido pelo público como o de seus colegas, pode ser
considerado um notável membro dessa elite. Mesmo o espectador ocasional
reconhecerá facilmente alguns de seus trabalhos feitos para a TV e o
cinema. E tendo sido um dos mais prolíficos compositores
norte-americanos do meio, listar apenas uma parte das suas trilhas
originais é uma tarefa árdua. O público e os críticos em geral sem
dúvida mencionariam Patton: Herói
ou Rebelde?, The
Sand Peebles, A Pach of Blue, Instinto Selvagem,
Lancelot, além de sua inestimável contribuição para filmes de ficção
científica, terror e fantasia, como Jornada nas Estrelas,
Planeta dos Macacos, Fuga do Século 23, A Profecia,
Alien, O Vingador do Futuro, etc. Ao longo do tempo,
Goldsmith formou uma escola no meio musical cinematográfico, e mesmo
tendo formação clássica nunca teve receio das inovações, sendo o
primeiro compositor a manter uma seção fixa de instrumentos eletrônicos
em sua orquestra. Jerrald Goldsmith nasceu em Los Angeles em 29 de
fevereiro de 1929, e aprendeu a tocar piano aos 6 anos de idade. Depois
de estudar no Dorsey High School e Los Angeles City College durante os
anos 40, incluindo aí um semestre de aulas sobre música de cinema com o
lendário Miklos Rosza,
juntou-se ao departamento musical da CBS em 1950. Inicialmente em um
papel secundário, passou em seguida a compor em tempo integral para o
rádio e, posteriormente, TV. Sua entrada no cinema deu-se no final dos
anos 50 a convite de
Alfred Newman, e após um começo hesitante, teve um crescimento
surpreendente nos anos 60 ao agarrar todos os tipos imagináveis de
assuntos, com alto domínio estilístico.
Na TV, suas obras incluem
trilhas e temas para Além da Imaginação, Dr. Kildare,
Viagem ao Fundo do Mar, O Agente da U.N.C.L.E., Os Waltons,
Barnaby Jones, QB VII e outros mais. Em um dos seus
primeiros trabalhos no cinema, City Of Fear, o pianista que
desejava não estava disponível. Seu agente então lhe indicou um
desconhecido, Johnny Williams. O resultado é que o futuro compositor de
Tubarão tocou na orquestra de Goldsmith em vários trabalhos.
Alguns anos depois, Jerry perdeu um grande pianista e o cinema ganhou um
dos seus mais proeminentes compositores. De sua fase televisiva, Jerry
Goldsmith tinha gratas lembranças de seu trabalho em uma das clássicas
séries dos anos 60, Twilight Zone (Além da Imaginação).
Apesar de ter composto para diversos episódios, seu predileto era The
Invaders, também um dos prediletos dos fãs da série. "O fato de não
haver nenhuma palavra falada tornou ainda maior o impacto da música",
relembrou Goldsmith. "Os sons tinham que comunicar todos os sentimentos
e emoções da história. Fiquei muito contente com o resultado, e acho que
aquele foi um dos meus melhores trabalhos." A trilha para o clássico
contemporâneo da ficção científica Planet of The Apes foi o
primeiro fruto de sua colaboração com o falecido diretor Franklin
Schaffner (o segundo foi Patton), e um dos mais gratificantes.
Nela, graças à liberdade de ação dada pelo diretor, Goldsmith empregou
uma variedade de instrumentos de sopro, percussão e aparelhos musicais
incomuns. À época, foi uma de suas gravações mais populares.
Após
uma experiência difícil com Ridley Scott em Alien, onde o diretor
cortou do filme muito da trilha original, inclusive substituindo-a por
música clássica nos créditos iniciais e finais, o compositor voltou a
trabalhar com ele em A Lenda. Goldsmith lembra de ter passado
cinco meses compondo uma trilha que ele classifica como uma das melhores
que já fizera. Infelizmente, ele também lembra que seu trabalho, pelo
menos na versão americana, foi substituída por uma trilha composta pelo
grupo alemão Tangerine Dream. "Quando um filme não fica como o
esperado," ele observou, "os responsáveis começam a se agarrar a
qualquer coisa para se salvarem. Infelizmente, a última coisa à qual se
agarraram foi minha música". Outra experiência difícil foi em 1981, com
Outland. "Este era um filme tão mecanizado que era difícil
explorar o elemento humano", relembrou. "Tive muita dificuldade, já que
tudo que eu precisava estava no papel. Porém, quando vi o filme pronto,
eu simplesmente não o senti e isso não foi muito agradável." Apesar de
compor muito para filmes de terror, Goldsmith não era exatamente um
apreciador do gênero. Mesmo assim, o período em que compôs para
Psicose II lhe permitiu que fizesse um tributo a um de seus heróis,
Bernard Herrmann,
autor da partitura do Psicose original. O resultado foi algo
arrepiante e imprevisível, como Norman Bates. "Gosto de pensar que tive
uma abordagem mais lírica do que Herrmann, envolvendo Norman em uma
música inocente e solitária. Conforme o personagem foi mudando, a música
também mudou, tornando-se demente e esquizofrênica." A música para A
Profecia, seu único Oscar, foi uma das mais fáceis de ser composta.
"Foi estranho", ele comentou. "Um dia eu simplesmente sentei e escrevi o
material, antes de ir a Roma. Quando voltei, comecei a trabalhar na
trilha." O resultado foi uma música intensa, com um dos corais mais
marcantes do cinema e que amplificou em muito o impacto das imagens.
Em
1982, chegou a hora de trabalhar em Poltergeist. Ao entrar no
estúdio com uma orquestra de 60 elementos, um coro de 60 vozes e nada de
eletrônicos, Goldsmith criou uma trilha exuberante e impressionista,
cujos movimentos acrescentaram tons sobrenaturais até mesmo a uma canção
de ninar ("Carol Ann's Theme"). Os arranjos e o uso magistral das vozes
foram dois dos elementos que lhe ajudaram a conquistar mais uma
indicação ao Oscar. Seu trabalho de 1979 em Jornada nas Estrelas - O
Filme, que também lhe valeu uma indicação para o Oscar, é um
clássico exemplo do "precisamos para ontem". A primeira jornada
cinematográfica da USS Enterprise foi amaldiçoada por diversos atrasos
de produção, que fizeram com que Goldsmith concluísse seu trabalho
perigosamente às vésperas da estréia. "Eles me traziam o filme para a
orquestração em pedacinhos, uma ou duas seqüências de cada vez. Foi bem
apertado. A última coisa que fiz foi compor a música para as cenas da
abertura. Chamei
Alexander Courage e Fred Steiner (que trabalharam na Série
Original) para me ajudar e terminamos a musica três dias antes da
estréia do filme." Dada a natureza desesperadora da situação, houve um
verdadeiro milagre: ao invés de produzir uma cópia de Guerra nas
Estrelas, Goldsmith compôs uma trilha original, ao mesmo tempo forte
e sutil, combinando orquestração, percussão, instrumentos eletrônicos e
o tema familiar de Alexander Courage. Essa contribuição musical épica
foi considerada, até pelos mais severos críticos de cinema, como um dos
mais brilhantes atributos de Star Trek- The Motion Picture.
Especificamente para as cenas da Nuvem Espacial (V´ger), o compositor
utilizou um estranho instrumento musical chamado "Blaster Beam".
Superficialmente ele parece um simples instrumento de percussão, porém
ao ser batido emite uma vibração com freqüência muito baixa. A
criatividade do compositor foi amplamente reconhecida, tendo o álbum da
trilha se tornado uma de suas gravações mais vendidas, e que finalmente
foi relançado em uma caprichada edição com músicas adicionais, no final
de 1998, pela Sony.
Oito anos mais tarde, sua música ressurgiu em Jornada nas Estrelas -
A Nova Geração. O compositor não acompanhou a série, mas gostou do
trabalho que incorporou seu tema ao de Alexander Courage. Em 1989, sem a
pressa do primeiro filme, Goldsmith retornou à Enterprise para compor a
partitura de Jornada nas Estrelas V, que apesar de não possuir a
originalidade do trabalho anterior, ainda é uma das melhores trilhas da
série cinematográfica. Em 1995, depois de anos afastado da TV, o músico
compôs o grandioso tema de abertura da nova série Star Trek Voyager.
Em 1996 compôs a música para Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato,
juntamente com seu filho Joel. Em 1998, desta vez sozinho, repetiu a
dose com o mediano Jornada nas Estrelas: Insurreição. E
finalmente, em 2002, concluiu a sua última trilha para a série,
Nêmesis. Em 2003 Jerry teve sua partitura musical para Linha do
Tempo, de Richard Donner, rejeitada. Sua última trilha original
lançada foi a do filme Looney Tunes: De Volta à Ação.
É
difícil de acreditar que um compositor de qualidade e com um trabalho no
cinema que abrange não só as trilhas já citadas, mas também a trilogia
Rambo, Gremlins I e II, Viagem Insólita, O Rio
Selvagem, Congo, L. A. Confidential, A Múmia,
O 13º Guerreiro, O Homem Sem Sombra, etc, tenha sido tão
pouco prestigiado pela Academia de Hollywood. Sua última indicação foi
em 1998, por Mulan. Mas Jerry Goldsmith era, acima de tudo, um
profissional que, apesar de ter diminuído de produção nos últimos anos
de sua vida e ter sido criticado por seus últimos scores,
procurava não descuidar da qualidade do seu trabalho. Há alguns anos ele
declarou. "Eu estaria queimado há muito tempo se eu simplesmente pegasse
um emprego, o dinheiro e desse o fora. Ainda existe um desafio para mim
na composição de trilhas. O que me interessa é abraçar um projeto que me
ofereça uma chance de fazer algo que ainda não tenha feito. Quando fico
inspirado por alguma coisa, a criatividade simplesmente flui. Gosto de
uma boa luta. A trilha sempre será feita, mas não fico feliz até que
seja bem feita", concluiu o veterano compositor de longos cabelos
brancos. Em 1995, o compositor (e também já falecido) Fred Karlin
produziu um inestimável documentário sobre a obra de Goldsmith, lançado
numa edição em VHS especial para colecionadores. Nele temos trechos de
suas músicas e clipes de filmes, depoimentos de colegas, músicos,
diretores, amigos, de seu filho Joel e de sua esposa Carol, que
participou como vocalista em algumas das trilhas de Jerry.
Alternadamente, acompanhamos as sessões de gravação da partitura de O
Rio Selvagem (River Wild), do diretor Curtis Hanson. Este
documentário foi relançado em 2005, desta vez em DVD, pela revista
britânica Music from The
Movies, tendo como material extra cenas de bastidores das sessões de
River Wild e mais entrevistas com colaboradores.
No
dia 21 de julho de 2004, após anos travando uma silenciosa batalha
contra o câncer, Jerry Goldsmith faleceu em sua residência, dormindo. Se
fisicamente Jerry não mais estará entre nós, a sua grande obra seguirá
conosco, eternizada em filmes, discos e, principalmente, no coração dos
seus milhares fãs. Poucos dias após seu falecimento, amigos e pessoas
com quem Jerry mantinha relações profissionais prestaram declarações
sobre o compositor. As mais destacadas foram as do diretor Joe Dante,
para quem Goldsmith compôs sua última trilha sonora, e Robert Townson,
executivo do tradicional selo Varèse Sarabande. Seguem os depoimentos:
Joe Dante - "Eu realmente não consigo colocar em palavras
o que Jerry Goldsmith significou para mim, tanto profissionalmente
quanto pessoalmente. Se eu pudesse, talvez eu comporia uma sonata.
Falando de maneira simples, Jerry foi provavelmente o indivíduo mais
talentoso com quem eu já trabalhei. Sua imensa lista de créditos é
impressionante tanto em complexidade quanto em variedade, de suas
primeiras trilhas para a TV passando por suas composições para filmes e
músicas para concerto. Eu costumava brincar com ele sobre Black Patch,
sua primeira trilha para o cinema a qual eu ouvi pela primeira vez
quando era nova em 1957, porque ela contém orquestrações e temas que
trazem a sua assinatura que correm através de seu trabalho. Ao longo dos
anos nós desenvolvemos uma espécie de taquigrafia espiritual em relação
a quais partes de um filme precisavam ou não de música; onde a música
deveria começar e onde deveria terminar. Eu sempre editava meus filmes
usando uma série de músicas temporárias (nunca de Jerry) e ele iria
vislumbrar exatamente o que eu queria, respondendo com sons que iriam
apagar da nossa memória a música temporária, não importanto o quanto
havíamos nos acostumado com ela. Eu descobri a gravidade de sua doença
durante a primeira sessão de gravação da trilha de Looney Tunes: De
Volta à Ação, um projeto problemático que precisava de uma
quantidade imensa de música matematicamente precisa, que não seria fácil
de compor nem se Jerry estivesse com sua saúde normal. Sua dedicação e
seu trabalho exaustivo nela, sua última partitura, foram nada menos do
que corajosos. Seus últimos dias foram dolorosos e frustrantes porque
ele não podia mais fazer o que mais amava, compor música. Toda as vezes
que as coisas ficavam complicadas durante as filmagens, eu dizia: ''Não
se preocupem, Jerry vai salvar tudo para nós''. Eu tenho certeza que não
sou o único diretor que já disse isso. Mas agora eu sou o último. E o
mundo do cinema perdeu um de seus maiores artistas. Mas nós ainda temos
a sua música. E nós sempre a teremos."
Robert Townson - "Eu tenho ficado muito emocionado com a
tremenda quantidade de demonstrações de amor e de respeito por Jerry
Goldsmith vindas de todo o mundo. Ele fez amigos por todo lado. Sua
música produziu um impacto em qualquer um que a tenha ouvido e sua
presença literalmente mudou a face da música em Los Angeles. Acho que
uma das razões para tanta tristeza por seu falecimento é porque
percebemos como nossa vida será sem ele. Nós devemos a ele muito. De fãs
que nunca o encontraram na vida, a aqueles de nós que trabalharam lado a
lado com ele, existem incontáveis vidas que foram orgulhosamente
enriquecidas graças a Jerry. A música que brotava de seu coração formava
uma ligação direta entre o maestro e seus fãs. E nós somos todos fãs.
Muitos de nós afirmam ter sido atraídos para nossas respectivas
profissões, direta ou indiretamente, por Jerry Goldsmith. Além até de
sua extraordinária obra, é impossível sequer imaginar o que a música do
cinema seria hoje se Jerry não tivesse existido. Falando pessoalmente,
eu posso dizer com certeza que eu não estaria fazendo o que estou
fazendo se não fosse por ele. Certamente eu trabalhei com igual fervor
para preservar a música de
Alex North,
Bernard Herrmann,
Georges Delerue
e outros, mas, para mim, tudo começou com Jerry. Do meu primeiro CD
lançado (e meu segundo, e meu terceiro) até os cerca de oitenta discos
em que nós trabalhamos juntos, raramente houve um tempo em que eu não
estivesse envolvido no trabalho de um novo CD de Jerry Goldsmith. Eu
aprendi muito com ele. Jerry fez da música algo excitante e tornou a
produção dela divertida. Como Ken Hall (o editor de música de Goldsmith)
disse em suas tocantes palavras que proferiu durante o velório, ''A
música não era apenas importante para Jerry, ela era a sua vida''. Ouça
a A Ilha do Adeus e sinta o amor de Jerry, ouça a O Vingador
do Futuro e sinta seu fogo. Em Rudy... seu espírito. Jerry
tentava evitar discussões intelectuais sobre sua música. Ele sempre
clamou escrever apenas o que sentia. Mas ouça Patton: Herói ou
Rebelde? ou Planeta dos Macacos e deleite-se com sua
profundidade intelectual. A estrutura de suas partituras para o cinema
era sempre extremamente intrincada, mas a apreciação era sempre
emocional. Como tanta gente em nossa indústria vem para Los Angeles de
diferentes partes do pais e do mundo, as relações que se formam entre
nós e as pessoas com quem trabalhamos podem tornar-se particularmente
profundas. Eu fiquei impressionado, e feliz, pelo senso de família,
mesmo entre os amigos e colegas de Jerry, sentimento que ficou tão
evidente durante seu velório. E foi sempre assim. Jerry certamente era
como se fosse parte da família para mim. Eu literalmente cresci ao lado
dele. Eu tenho tantas memórias felizes de Jerry que vão me acompanhar
para o resto da vida... e nós temos, é claro, a sua música. A vida dele
foi grande. Uma grande aventura. Aqueles de nós afortunados o suficiente
para experimentá-la com ele tivemos o tempo de nossas vidas. O choque da
perda de Jerry tem sido muito difícil de lidar. Mas à medida que o
choque segue à realidade muito mais dura que é saber que ele nunca mais
estará do outro lado da linha telefônica me perguntando o que ando
ouvindo ou em que estou trabalhando, e que eu nunca mais vou poder vê-lo
sobre o pódio em frente a centenas de músicos que o adoram, que eu nunca
mais vou poder viajar com ele para Londres ou Glasgow de novo, e que eu
nunca mais vou sair de um estúdio de gravação com a antecipação de ter
uma nova trilha de Jerry Goldsmith à minha frente, é um enorme vazio que
jamais será preenchido. A música de Jerry nos fez chorar várias vezes.
Mas as lágrimas que derramamos nas últimas semanas e a dor que
continuamos a sentir são por uma amigo caído. Mesmo no silêncio, nossos
corações são sempre preenchidos pela música e pelo amor a Jerry
Goldsmith."
ENTREVISTA COM JERRY GOLDSMITH
(inglês, sem legendas)
No vídeo abaixo, dividido em três partes,
Goldsmith fala sobre sua composição para The Sand Peebles, sua
relação com o editor musical e o orquestrador,
Miklos Rozsa, etc.
Jerry Goldsmith
- (c) Hitoshi Sakagami
FILMOGRAFIA DE JERRY
GOLDSMITH
Timeline (2003) (score rejeitado)
Looney Tunes: Back in Action (2003)
Star Trek: Nemesis (2002)
The Sum of All Fears (2002)
Along Came A Spider (2001)
The Last Castle (2001)
Hollow Man (2000)
The Haunting (1999)
The Mummy (1999)
The Thirteenth Warrior (1999)
Deep Rising (1998)
Mulan (1998)
Small Soldiers (1998)
Star Trek: Insurrection (1998)
U.S. Marshals (1998)
Air Force One (1997)
The Edge (1997)
Fierce Creatures (1997)
L.A. Confidential (1997)
Chain Reaction (1996)
City Hall (1996)
Executive Decision (1996)
A Family Thing (1996)
The Ghost and the Darkness (1996)
Star Trek: First Contact (1996)
Congo (1995)
First Knight (1995)
Powder (1995)
Star Trek: Voyager (1995)
Angie (1994)
Bad Girls (1994)
I.Q. (1994)
The River Wild (1994)
The Shadow (1994)
Dennis the Menace (1993)
Malice (1993)
Matinee (1993)
Rudy (1993)
Six Degrees of Separation (1993)
The Vanishing (1993)
Basic Instinct (1992)
Forever Young (1992)
Love Field (1992)
Medicine Man (1992)
Mom and Dad Save the World (1992)
Mr. Baseball (1992)
Not Without My Daughter (1991)
Omen IV: The Awakening (1991)
Sleeping with the Enemy (1991)
Gremlins 2: The New Batch (1990)
The Russia House (1990)
Total Recall (1990)
The 'burbs (1989)
Criminal Law (1989)
Leviathan (1989)
Star Trek V: The Final Frontier (1989)
Warlock (1989)
Rambo III (1988)
Rent-a-Cop (1988)
Extreme Prejudice (1987)
Innerspace (1987)
Lionheart (1987)
Hoosiers (1986)
Link (1986)
Poltergeist II: The Other Side (1986)
Baby... Secret of the Lost Legend (1985)
Explorers (1985)
King Solomon's Mines (1985)
Legend (1985)
Rambo: First Blood Part II (1985)
Gremlins (1984)
The Lonely Guy (1984)
Runaway (1984)
Supergirl (1984)
Dusty (1983)
Psycho II (1983)
The Return of the Man from U.N.C.L.E. (1983)
Twilight Zone: The Movie (1983)
Under Fire (1983)
The Challenge (1982)
First Blood (1982)
Inchon (1982)
Poltergeist (1982)
The Secret of NIMH (1982)
The Final Conflict (1981)
Night Crossing (1981)
Outland (1981)
Raggedy Man (1981)
The Salamander (1981)
Caboblanco (1980)
Alien (1979)
The Great Train Robbery (1979)
Players (1979)
Star Trek: The Motion Picture (1979)
The Boys from Brazil (1978)
Capricorn One (1978)
Coma (1978)
Damien: Omen II (1978)
Magic (1978)
The Swarm (1978)
Contract on Cherry Street (1977)
Damnation Alley (1977)
High Velocity (1977)
Islands in the Stream (1977)
MacArthur (1977)
Twilight's Last Gleaming (1977)
The Cassandra Crossing (1976)
The Last Hard Men (1976)
Logan's Run (1976)
The Omen (1976)
Babe (1975)
Breakheart Pass (1975)
Breakout (1975)
A Girl Named Sooner (1975)
Medical Story (1975)
The Reincarnation of Peter Proud (1975)
Take a Hard Ride (1975)
The Terrorists (1975)
The Wind and the Lion (1975)
Chinatown (1974)
S*P*Y*S (1974)
A Tree Grows in Brooklyn (1974)
Winter Kill (1974)
Ace Eli and Rodger of the Skies (1973)
The Don Is Dead (1973)
Hawkins on Murder (1973)
Indict and Convict (1973)
One Little Indian (1973)
Papillon (1973)
Police Story (1973)
The Red Pony (1973)
Shamus (1973)
The Culpepper Cattle Company (1972)
Lights Out (1972)
The Man (1972)
The Other (1972)
Pursuit (1972)
The Brotherhood of the Bell (1971)
Crawlspace (1971)
Crosscurrent (1971)
Do Not Fold
Spindle
or Mutilate (1971)
Escape from the Planet of the Apes (1971)
The Going Up of David Lev (1971)
The Homecoming - A Christmas Story (1971)
The Last Run (1971)
The Mephisto Waltz (1971)
Wild Rovers (1971)
The Ballad of Cable Hogue (1970)
Patton (1970)
Rio Lobo (1970)
A Step Out of Line (1970)
Tora! Tora! Tora! (1970)
The Traveling Executioner (1970)
100 Rifles (1969)
The Chairman (1969)
The Illustrated Man (1969)
Justine (1969)
Bandolero! (1968)
The Detective (1968)
Planet of the Apes (1968)
Sebastian (1968)
The Flim Flam Man (1967)
Hour of the Gun (1967)
In Like Flint (1967)
The Karate Killers (1967)
Warning Shot (1967)
The Blue Max (1966)
One of Our Spies Is Missing (1966)
The Sand Pebbles (1966)
Seconds (1966)
Stagecoach (1966)
To Trap a Spy (1966)
The Trouble With Angels (1966)
The Agony and the Ecstasy (1965)
In Harm's Way (1965)
Morituri (1965)
Our Man Flint (1965)
A Patch of Blue (1965)
The Satan Bug (1965)
Von Ryan's Express (1965)
Fate Is the Hunter (1964)
Rio Conchos (1964)
Seven Days in May (1964)
Shock Treatment (1964)
The Spy With My Face (1964)
A Gathering of Eagles (1963)
Lilies of the Field (1963)
The List of Adrian Messenger (1963)
The Prize (1963)
The Stripper (1963)
Take Her
She's Mine (1963)
Freud (1962)
Lonely Are the Brave (1962)
The Spiral Road (1962)
The Crimebusters (1961)
The General with the Cockeyed ID (1961)
The Expendables (1960)
Studs Lonigan (1960)
City of Fear (1959)
Face of a Fugitive (1959)
Black Patch (1957)
Don't Bother to Knock (1952).
PRÊMIOS
1976 Oscar - Vencedor, Melhor Trilha Sonora Original - The Omen
1998 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original de Musical ou
Comédia - Mulan
1997 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original de Drama - L.A.
Confidential
1992 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Basic Instinct
1986 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Hoosiers
1983 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Under Fire
1982 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Poltergeist
1979 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Star Trek: The
Motion Picture
1978 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - The Boys from
Brazil
1976 Oscar - Indicado, Melhor Canção Original - "Ave Satani" de The
Omen
1975 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - The Wind and
the Lion
1974 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Chinatown
1973 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Papillon
1970 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Patton
1968 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Planet of the
Apes
1966 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - The Sand
Pebbles
1965 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - A Patch of Blue
1962 Oscar - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Freud
1998 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Mulan
1997 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - L.A.
Confidential
1992 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Basic
Instinct
1979 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Alien
1979 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original - Star
Trek: The Motion Picture
1974 Globo de Ouro - Indicado, Melhor Trilha Sonora Original -
Chinatown