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A
Man Called Peter
Música
Composta e Conduzida por Alfred
Newman. Diretor do Coral: Ken Darby (Film
Score Monthly FSM Vol. 4 Nº 7, 2001)/37 faixas/ Duração: 58:14 /
Cotação: ***** - "A Man Called
Peter é uma crônica saudável e espiritual da vida de Peter Marshal, um
imigrante escocês que foi promovido à posição de capelão no senado dos
Estados Unidos”; esta é uma breve descrição dada sobre o filme, para o
qual a música deste CD foi escrita, retirada de seu encarte; mas
simplificadamente, usando apenas duas palavras, posso dizer que este CD é
“Divino e Amoroso”, no sentido mais profundo e sensível destas palavras. A
Man Called Peter é notável por ser um dos poucos filmes que negociou com
os interesses Protestantes a ideologia Católica. Foi um Épico religioso e
como tal exigiu uma música elegíaca, profunda, sagrada... e Alfred Newman, já
há muito tarimbado em fazer trilhas sonoras de filmes religiosos, fez tudo
isto e, ainda, acrescentou romance e poesia nesta obra grandiosa da música,
pouco divulgada, mas muito importante para o cinema por sua polêmica temática
de cunho religioso, raramente explorada com sucesso. Diferentemente dos outros
filmes religiosos para os quais Newman compôs, como The Keys of Kingdom,
The Song of Bernadette, The Robe, David and Batsheba e Greatest Story
Ever Told, A Man Called Peter é “filtrado” pelas experiências
contemporâneas, especialmente aquelas que causam decepção diante de eventos
bíblicos diferentes dos esperados. Talvez A Canção de Bernadette
seja a trilha mais similar das citadas, neste sentido.
Segundo Lukas Kendal, o produtor do CD, a única música que revela a
tendência de Peter para os seus “momentos celestiais” é,
particularmente, a faixa 3 – “The Revelation” - mas em toda a sua música
para este filme Newman se concentrou na “beleza do espírito humano” e no
Amor Terrestre, que tão bem consegue expressar e cativar através de temas
orquestrais e de “canções de igreja”, estas últimas, todas arranjadas e
supervisionadas pelo competente Ken Darby, algumas delas com um espírito
muito mais “popular americano” que “religioso”. O
lado mais humano e romântico da trilha sonora é representado pelo tema para
a esposa de Peter, Catherine Marshal. Esta melodia de amor permeia toda a
trilha sonora temperando-a com a doçura necessária a um apaixonante concerto
cinematográfico, feito de belíssimos solos de um violino que quase leva a
assinatura de Alfred Newman. Como é comum em suas trilhas mais belas, brilham
estes solos de um violino mais “melódico” que os de hoje, criando uma
atmosfera amorosa tão delicada que toda a orquestra, por vezes, silencia para
que estas sentidas cadências possam ser ouvidas sem disputa ou mesmo sem diálogos
que diminuam suas participações, nem tanto celestiais, mas profundamente
emocionantes. Curiosamente, o tema de Catherine já havia aparecido com
algumas pequenas diferenças em filmes memoráveis como O Pássaro Azul (The
Blue Bird, 1940), A Malvada (All About Eve, 1942) e Sob o
signo do Sexo (Leave Her to Heaven, 1945) todos com música de
Newman. Além disso o “American Theme” que aperece nas faixas 15, 16 e 34
("Washington, D.C."; "The Lincoln Memorial" e "Our
New Chaplain") também já havia aparecido em filmes como Young Mr.
Lincoln (1939), no próprio The Blue Bird e em How The West Was
Won (1962). E para completar Newman também reusou o tema de nome “Soliloquy”,
faixa 29 no filme O Falso Traidor (The Counterfeit Traitor,
1962). Considerando o fato de Newman ter feito perto de 250 trilhas sonoras,
repetir alguns temas é no mínimo aceitável. No ano em que este filme foi
exibido Alfred Newman recebeu o Oscar por Suplício de uma Saudade (Love
is a Many Splendored Thing). Como
se não bastassem as qualidades românticas e religiosas da música de Alfred
Newman para este filme, há ainda uma leve influência escocesa dando aos
temas um caráter ainda mais lírico e poético. Vale a pena adquirir um
exemplar deste CD, que, sendo uma edição limitada (3.000 cópias), um dia se
esgotará... e, ao meu ver, este é um dos melhores já lançados pela Film
Score Monthly. Marcos Queiroz
Prince
of Foxes
 Música Composta e Conduzida por
Alfred
Newman. Diretor do Coral: Ken Darby
(Film
Score Monthly FSM Vol. 2 Nº
5, 1999)/24 faixas/Duração: 58:14/Cotação:
**** - Tentando repetir o mega-sucesso de Capitain
From Castile, de 1947, a 20th Century Fox lança, em 1949, esta obra do
mesmo autor, Samuel Shellabarger, com o mesmo protagonista (Tyrone
Power) e o mesmo compositor. A música de Newman segue os mesmos matizes da
produção anterior, mas com um caráter mais italiano do que espanhol, uma
vez que o filme trata da fase negra da família Borgia. Então, a alusão à
corte está presente em faixas como 3 ("Ferrara"), 4 ("Royal Court"),
5 ("Madonna"), 18 ("The Duke’s Entrance") e 19 ("The Banquet").
Estes temas de Newman são um misto dos estilos de Miklós Rózsa para
Young
Bess (A Rainha Virgem) e Erich Wolfgang Korngold para os filmes de
aventura com Errol Flynn. O próprio tema central romântico que aparece nas
faixas 5, 10, 16, 21, e em forma de canção na faixa final 24 ("Song of
Venice") também apresentam um clima de realeza que nos transporta para épocas
remotas da Renascença. Na faixa 9, “Death Plot”,
Newman apresenta um outro tema igualmente romântico que provoca um incremento
no lirismo e na beleza desta obra prima. O CD não possui um som muito bom,
pois produz um ruído que lembra a velha agulha sobre o LP, e que permeia
todas as faixas, mas isto não atrapalha a apreciação do magnífico bailado
dos instrumentos musicais da orquestra dos estúdios da Fox. A faixa 12, “Festival
of Spring”, inclui a primeira participação do coro dirigido e arranjado
por Ken Darby. A riqueza melódica desta trilha sonora é uma das marcantes
características que tornam este trabalho de Newman uma obra prima musical
feita para o cinema e uma das trilhas bastante citadas, entre as que fez, ainda
na década de 40, mesmo não recebendo sequer uma indicação ao Oscar. O CD recebeu 4 estrelas e não 5, apenas
porque a edição musical cinematográfica inclui muitos movimentos brusco e
fortes, que são executados no meio ou no final de algumas faixas, que possuem
muito mais efeito para as cenas, a eles associadas do que em função de uma
melhor satisfação aos ouvintes pós-execução, e, além disso, por causa do
baixo nível da qualidade sonora. MQ
Anastasia
 Música Composta e Conduzida por
Alfred
Newman. Diretor do Coral: Ken Darby
(Varese
Sarabande VSD-5422, 1993)/14 faixas/Duração: 41:48/Cotação:
***** - Um CD atualmente não muito fácil de
conseguir, mas que deve ser persistentemente perseguido por fãs da boa música
do cinema, pois representa o sinal da versatilidade e do romantismo de um
compositor dos mais prolíficos da era de ouro do cinema. Constituído de uma
grande variedade de formas musicais com temas diferentes: 4 valsas (faixas 2,
4, 6 e 7), 2 marchas (as duas em uma única faixa – faixa 11), 1 polka
(faixa 9, quase em ritmo de valsa, também), um solo de piano, e uma espécie
de hino-oração Russo, a trilha sonora de Anastácia, A Princesa
Esquecida (versão de 1956), com Yul Brinner, Ingrid Bergman e Helen
Hayes nos papéis principais, possui um tema central bastante familiar, por
ser uma música muito utilizada em referências ao cinema dos anos 50. Ainda enquanto lançamento em LP esta
trilha sonora já apresentou um valor inestimável, pois o seu primeiro lançamento
pela Decca Records estava no sistema monaural, apesar da gravação
original do filme ser em surround stereo”, mas toda esta produção
sonora estava perdida até a Varese resolver em 1978 lançar a versão obtida
diretamente dos six-track masters originais do filme, e para isso
precisou da autorização de Lionel Newman, vice-presidente da 20th
Century Fox Musical, na época, e irmão de Alfred Newman, já
falecido oito anos antes. O lendário George Korngold aceitou
produzir o álbum ao lado de Len Engel, cabeça do departamento de edição da
Fox, e coincidentemente, o editor musical de Anastasia em 1956. Precisaram,
ainda, da aprovação de Ken Darby, braço direito de Newman, que foi o
diretor do coral de vozes masculinas do hino-oração Russo e também
arranjador desta canção ("Russian Easter"), quem aliás assina o comentário
presente no encarte. Para fechar com chave de ouro esta brilhante iniciativa,
foi encontrada uma versão do tema de Anastasia executado ao piano pelo próprio
Alfred Newman, e esta se tornou uma faixa bônus “previosly unreleased”.
O curioso nas notas sobre a gravação em stereo é que a Varese reproduziu o
texto tão na íntegra que consta a informação da novidade da versão em
piano de Anastasia, como se estivesse na última faixa do lado 2 do CD.
Os 5:27 minutos iniciais incluem a
Fanfarra da Fox (como todos já sabem, de autoria do próprio Newman), o tema
central em clima apoteótico de Overture de grandes concertos, um breve tema
de ligação entitulado "Paris", dando lugar à canção "Russian
Easter", que particularmente nesta obra de Newman não é uma canção
feita com base no tema central do filme, o tema é exclusivo para a canção-hino.
Além das várias versões do tema de Anastasia (faixas 1, 3, 5, 7, 8, 10, 12,
13 e 14), esta trilha sonora possui inúmeros outros temas menos marcantes, mas
que nem por isso deixam de ser igualmente brilhantes como composição,
deixando ainda o tema central aparecer, sempre que possível, identificando de
forma sensível sua relação musical com a base temática do filme. Meu
destaque vai para três das 14 faixas do CD: em primeiro lugar a faixa 5 ("The
Beginning") que apresenta o tema na forma mais melódica e romântica com
inesquecíveis solos de um violino que só falta falar, ou melhor, chorar;
a faixa 7 ("Anastasia Waltz") é o perfeito casamento do tema à forma de
valsa, aliás nunca foi tão perfeito este casamento. E Newman ainda se dá ao
luxo de, perto de terminar a música, introduzir algumas notas a mais, que
quase poderia ser considerada mais uma valsa, enriquecendo a já grandiosa
melodia da Valsa de Anastasia. E, finalmente, destacaria também a versão, em
piano, tocada por Alfred Newman, um verdadeiro achado, que faz deste CD um
acontecimento imperdível para os fãs de Newman. "Anastasia" (versão piano)
encerra o álbum, mesmo depois de um "End Title" de tirar o fôlego.
Tenho perdido muito o meu fôlego e readquirido novamente a fim de ouvir
incansavelmente esta grandiosa obra musical do cinema indicada ao Oscar de
Melhor Trilha Sonora de Drama ou Comédia de 1956, perdendo, de forma justa,
para a música de Victor Young para o filme A Volta ao Mundo em 80 Dias.
MQ
David
and Batsheba
Música Composta e Conduzida por
Alfred
Newman. Diretor do Coral: Ken Darby.
Limited
Circulation For Collectors Only (Soundstage
Records SCD-545)/24 faixas/Duração: 57:00/Cotação:
*** - Não é das trilhas sonoras de Newman mais
memoráveis, mas está entre as 44 indicações deste compositor, por ser
criativa, bem adaptada e com momentos de grande imponência e elegância.
Nesta trilha sonora Newman escolhe explorar os ritmos mais dinâmicos e temas
fortes e sombrios para garantir o caráter bíblico, religioso, histórico e,
acima de tudo, aventuresco, do filme. Como de costume, há um tema
central que está sempre aparecendo, gerando unidade por sua força peculiar e
qualidade melódica – o espírito e a alma da música de um filme. Neste ano
os indicados ao Oscar eram preciosidades tais como: A Morte do Caixeiro
Viajante e Uma Rua Chamada Pecado (ambas de Alex North),
Quo Vadis? (de Miklós Rózsa), “e o Oscar foi para”
A Place in the Sun, ou Um Lugar ao
Sol, de Franz Waxman.
A
qualidade do som deste CD é das piores que já se viu em trilhas de Alfred
Newman e não está a altura nem do compositor, nem de seu trabalho. Nota-se
que esta baixa qualidade interfere na avaliação que se faz das músicas
compostas para o grandioso filme David e Betsabá, que conta com
a presença de Gregory Peck e Susan Hayward, nos papéis-título.
O CD não
possui textos e comentários, apenas fotos e breves, mas importantes, informações
tais como:
“Esta
gravação histórica foi feita originalmente em equipamento analógico de
alta qualidade. Nós consideramos que a transferência deste compact disc,
feita dos master tapes originais, é uma testemunha de nossa dedicação para
preservar a fidelidade e a clareza da produção original.”
Apenas uma compreensível
justificativa para a edição limitada para colecionadores... tecnicamente, não
havia outra opção.
A Cover
Art é também das piores que se pode ver entre CDs de soundtracks,
contendo uma colagem de desenhos, fotos e textos realizadas com muito mal
gosto. Apesar de todas estas desvantagens, este ainda é um CD que merece ser
adquirido, uma vez que trás as sempre eficientes e precisas composições de
Alfred Newman.
O destaque
vai para as faixas 6 ("David sees Batsheba from his rooftop"), 7 ("Rapture
of Love"), 16 ("Uriah is Dead"), onde o tema central aparece de uma
forma mais atraente, talvez não com a melodiosidade de sempre, mas com
qualidade e riqueza na composição do gênero histórico, nos timbres e na
característica geral. O CD
desfecha com a canção correspondente ao tema central de David e Betsabá no
tradicional coro de vozes masculinas de Ken Darby. Apesar de ter destacado
faixas em especial que me chamaram a atenção, é importante afirmar que o CD
prima por criar um clima que nos transporta para cenários históricos dignos
das superproduções da década de 50, o que o torna valioso para a coleção
de um "soundtracker". MQ
Capitain
From Castile
 Symphonic Suite conducted by the composer
Alfred
Newman
(FACET
8103, 1987)/Faixa única/Duração: 42:47/Cotação: *****
- Capitain From Castile é um filme de
sucesso baseado na novela de Samuel Shellabarger, que se dá no tempo
da inquisição espanhola e da lendária conquista do império de Montezuma no
México por Hernando Cortez (César Romero). Trata-se de uma
aventura que inclui o amor entre o nobre jovem castelão, aristocrata, Pedro
de Vargas (Tyrone Power) e a inocente e supersticiosa trabalhadora
rural, Cataña (Jean Peters). Assim como Miklós Rózsa com
El-Cid,
Alfred Newman consegue, com habilidade, alcançar o estilo musical espanhol
dentro de uma linguagem da film music orquestral, e além de tudo,
consegue enriquecer este score com o espírito de aventura e de romance
presentes no filme, sem que um tire o brilho do outro, por ambos possuírem,
ao seu turno, a força e a delicadeza necessários à marcante presença
musical na história do Capitão de Castela (Nome que o filme
recebeu no Brasil). Para Newman esta tarefa não foi muito difícil, pois sua
experiência com este gênero de música já havia sido cobrada em filmes como
Ramona (1936), The Mark of Zorro (1940) e Blood and
Sand (1941). Darryl F. Zanuc,k
um dos donos da 20th Century Fox, afirmou que não ficou surpreso com o sucesso
do filme, uma vez que era estrelado por Tyrone Power, a direção
estava nas mãos de Henry King, e a música foi composta por Newman; se o
filme fosse produzido pela Warner, o ator, sem dúvida alguma seria Errol
Flynn, o diretor Michael Curtiz e o compositor, ninguém menos que Erich
Wolfgang Korngold, e o resultado, provavelmente seria similar – épico,
colorido, extenso e grandioso. Para escrever seu extenso
score para Capitain
From Castile – com um total de quase 90 minutos de música – Newman
contou com os serviços de Edward Powell como orquestrador. Para o filme a música
foi executada com 74 peças para as quais os arranjos tomaram dois meses de
trabalho ininterrupto entre Newman e Powell, pois como poucos outros
trabalhos, este explorou a paleta orquestral completa a fim de criar a textura
necessária ao porte épico e ao mesmo tempo étnico do filme. Seis peças da gravação original feita
para o filme podem ser escutadas em um CD de edição limitada a 1200
exemplares da Varese CD Club (VCL 9201.11) chamado The Film Music of Alfred
Newman, peças estas liberadas pela Propriedade Newman que possui um vasto
arquivo de gravações originais sob os selos das gravadoras dos primeiros
discos de Newman: Mercury e Majestic (esta última fora absorvida pela Mercury)
dos anos 40 e 50. Nesta edição encontramos muitas das passagens utilizadas
na suíte da FACET, separadas em diferentes faixas, contudo, ainda há alguns trechos
entre o original que não foram contemplados pela suíte, afinal o original
contém quase 90 minutos, enquanto que a suíte inclui um arranjo de temas em
apenas 42:47 minutos. O "Prelude – Pedro de Vargas", com 2:55 minutos,
do CD da Varese, já apresenta uma significativa diferença no desenvolvimento
do tema de abertura em relação a todas as edições ou execuções já
feitas de Capitain From Castile. A razão não poderia ser mais
simples: na versão original para o filme a faixa inicial precisa ter uma
conclusão, exatamente como os créditos-finais dos tempos atuais, que na época
eram incluídos no início do filme. No CD da Varese, a música dedicada a
"Cataña"
tem um início em tom pastoral que alterna com o tema de Pedro de Vargas e
outros temas, mas apresentando sempre algo de novo; contudo, estas
passagens estão completamente ausentes da suíte. Ao meu ver, entretanto, o
trecho mais belo desta obra é a faixa que leva o nome de “Lady Luisa –
Juan, the Adventurer – Wonders of the New Worl”, no CD da Varese e que
corresponde, com algumas diferenças, ao trecho de 6:06 a 9:36 minutos da suíte,
passagem das mais espanholas da trilha sonora, incluindo esta característica
nos trechos que se seguem. A marcha de nome “Conquest” que
aparece no final da suíte foi usada, também, no final do filme, e é
considerada uma das mais excitantes composições e uma das mais esplendidas
peças marciais já composta para o cinema, resgatando o espírito corajoso,
impetuoso e ousado dos conquistadores. “Conquest” é originalmente
executada por uma orquestra e uma banda militar completa, composta de 128 músicos.
Façanha que foi repetida por Charles
Gerhardt numa de suas célebres regravações
produzidas por George Korngold para a RCA Victor, dedicada ao legado musical de
Alfred Newman. Tamanha foi a reação positiva a seu score
para Capitain From Castile que Newman decidiu produzir uma suíte sinfônica
para ser gravada em um conjunto de três discos de 78rpm em alta fidelidade (hi-fi).
Em sua época de negociações com gravadoras, freqüentemente usou o lado de
"Conquest" como demonstração de seu trabalho. Mais tarde a suíte foi transferida para
a micro-ranhura usual dos LPs da época. Quando, nos anos 50, seu acordo com a
gravadora Mercury foi rompido, Newman recolheu tudo o que era seu, de direito,
e estocou em sua residência. Com a cooperação da Propriedade Newman e os
editores da FACET está sendo possível hoje escutar, com um ainda mais novo
processo de masterização, este maravilhoso score, para muitos,
considerado o melhor trabalho entre as quase 250 trilhas sonoras, em 40 anos
de carreira, realizadas por Alfred Newman.
MQ
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