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por Tarso Ramos
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Piero Piccioni nasceu em Torino, Itália, em
6 de dezembro de 1921. O pseudônimo usado até 1957, Piero Morgan, deriva
do nome de sua mãe Carolina Marengo. Autodidata, Piccioni começou a
tocar jazz ao piano ainda criança. Escutava discos americanos nos
anos 1930 e ficou impressionado com a música de Duke Ellington.
Em 1938, fez sua estréia como pianista na rádio de Florença onde
retornou em 1944, com vinte e dois anos para se apresentar com a
orquestra “013”, primeira orquestra de jazz italiana a tocar na
rádio e a primeira formação jazzística estável da Itália. Piero Piccioni
se afirma então como um grande pianista, arranjador e “band leader”.
Paralelamente ao jazz exercia a profissão de advogado e havia
iniciado os estudos em filosofia.
Único músico italiano a tocar com Charlie Parker, Piccioni foi chamado
em 1949, em Nova Iorque, para substituir o pianista Al Haig em um
programa de televisão, tocando com Charlie Parker, Kenny Dorham, Tommy
Potter e Max Roach.
Iniciou sua carreira como compositor de trilhas nos anos 50. Escreveu
mais de trezentas trilhas sonoras para o cinema, televisão, rádio e
balé. O primeiro filme para o qual escreveu a música foi Il Mondo le
Condanna (1952), de Gianni Franciolini e em seguida La Spiaggia
(1953) de Alberto Lattuada. Piero Piccioni compôs a música de treze dos
dezessete filmes de Francesco Rosi e trabalhou muito com Alberto Sordi,
com quem teve um relacionamento de amizade além do profissional. Algumas
de suas músicas mais famosas são dos filmes destes dois diretores. Il
Caso Mattei (1972), de Rosi, e Um italiano in América
(1967) e Polvere di Stelle (1973), de Sordi.
Muitos outros diretores se beneficiaram de sua música: Mario Monicelli,
Luigi Comencini, Luchino Visconti, Roberto Rossellini, Antonio
Pietrangeli, Elio Petri, Bernardo Bertolucci, Vittorio De Sica, Tinto
Brass, Dino Risi. São suas as trilhas para Il bell’Antonio
(1960), Travolti da um Insolito Destino nell’Azzurro Mare di Agosto
(1974), Tutto a Posto e Niente in Ordine (1974), In
Viaggio con Papà (1982), e Incontri Proibiti (1998).
Seu reconhecimento se reflete nos prêmios que ganhou durante sua
carreira: Nastro d’Argento (1963), David di Donatello (1975), prêmio
Anna Magnani (1975), prêmio Vittorio De Sica (1979) e Prix International
Lumiere em 1991.
Piero Piccioni
faleceu em 23 de julho de 2004.
Filmografia de
Piero Piccioni, cortesia de
Internet Movie Database |