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NICOLA PIOVANI

Trabalhos de Nicola Piovani comentados no ScoreTrack:

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Tarso Ramos

Nicola Piovani nasceu em Roma em 26 de maio de 1946. Pianista, compositor e regente, estudou com o grego Manos Hadjidakis. Realizou em 1968 sua primeira trilha sonora e estreou no cinema no ano seguinte com o filme Il Segreto (1969), de Silvano Agosti. Inicia então uma carreira na qual colabora com grandes diretores italianos como Bellocchio, Monicceli, Os Irmãos Taviani, Moretti, Tornatore, Fellini e Benigni, com este recebe o Oscar de melhor trilha sonora com La vita è Bella (1997).  Ainda no cinema escreveu obras memoráveis como: La Notte di San Lorenzo (1982), Kaos (1984), Il Camorrista (1985),  La Messa è Finita (1985), Ginger e Fred (1986), Good Morning Babilonia (1987), L’Intervista (1987), Palombella Rossa (1989), La voce della Luna, 1989 (este o último filme de Federico Fellini, com quem colaborou com três trilhas), De eso no se Habla (1993), Caro Diário (1994), La Stanza del Figlio (2001), Pinocchio (2002), La Tigre e la Neve (2005).

Seu trabalho se estende ao teatro e em 1989 com Luigi Magni e Pietro Garinei cria para o Teatro Sistina a comédia musical I sette re di Roma. No fim dos anos oitenta, inicia uma parceria com o escritor Vincenzo Cerami. Os dois fundam a Compagnia della Luna com a intenção de dar vida a um teatro que naquele momento não tinha espaço no cenário artístico italiano.  La Cantata del Fiore e La Cantata del Buffo são os primeiros frutos dessa colaboração.

Dentre muitas apresentações sinfônicas de música para filmes, duas devem ser destacadas: em Johannesburgo, 1994, reúnem-se pela primeira vez em um palco da África do Sul instrumentistas brancos e uma cantora negra. E em 2002, uma apresentação no Festival de Cannes homenageia  Federico Fellini.

O ano de 2002 é importante, pois  Piovani estréia o Concerto Fotogramma que reúne de forma teatral trinta anos de música para o cinema. E no mesmo ano apresenta uma forma de espetáculo que reúne ópera e comédia musical: Concha Bonita, composta sobre o livro de René de Ceccatty e Alfredo Arias.  La Pietat, “stabat mater” para voz recitante, dois cantores e uma orquestra de vinte músicos é apresentada na Páscoa de 1999 ao convite de uma autoridade palestina como mensagem de paz ao povo da Terra Santa e em 2004 é reapresentada no território palestino de Betlemme e em Tel Aviv, Israel. Seu reconhecimento se reflete nos prêmios: quatro Prêmio Colonna Sonora, dois Ciak d’oro, três David di Donatello, dois Nastro d’Argento, Premio Rota e Premio SLAE pela carreira em 1997 e um Premio Luigi Mancinelli. Além do Oscar já citado.

Filmografia de Nicola Piovani, cortesia de Internet Movie Database

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