TERAPIA DO AMOR (Prime, EUA, 2006)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 min.
Elenco: Uma Thurman, Meryl Streep, Bryan Greenberg, Jon Abrahams, Zak Orth, Annie Parisse, Aubrey Dollar, Jerry Adler, Doris Belack, Ato Essandoh
Compositor: Ryan Shore
Roteirista: Ben Younger
Diretor: Ben Younger

Uma, duas...

Comédia romântica de Ben Younger é previsível (desculpem a redundância), mas tem bons momentos e, principalmente, duas ótimas atrizes - Uma Thurman e Meryl Streep

TERAPIA DO AMOR (2005), segundo longa-metragem de Ben Younger, é mais uma comédia romântica que anda na corda bamba entre evitar e utilizar os clichês do gênero. O principal chamariz é, claro, Uma Thurman, afastada do gênero desde o simpático FEITO CÃES E GATOS (1996). A presença de Meryl Streep também chama a atenção, ela que já foi chamada de melhor atriz americana em atividade. Apesar disso, não conheço sequer um fã ardoroso de Meryl. Entre uma atriz de primeira linha e uma estrela carismática, TERAPIA DO AMOR conta com Bryan Greenberg, um ator novato e meio sem graça e que às vezes chega a comprometer o filme.

Na trama, mulher divorciada de 37 anos (Uma Thurman) conhece rapaz de 23 anos (Bryan Greenberg). Os dois se apaixonam mas a diferença de idade é sempre um fantasma perturbador. Mas o mais engraçado é que o rapaz é filho da terapeuta (Meryl Streep), uma mulher que aconselha sua paciente a seguir adiante com essa relação sem ligar para o problema da idade. Mas isso, só até ela descobrir que o namorado dela é seu filho. A partir daí o filme conta com cenas bem engraçadas, como quando Uma conta detalhes íntimos de seu relacionamento e a pobre da terapeuta fica tomando litros de água de tão nervosa. Porém, como é de se esperar nesse tipo de filme, o romance acaba pesando mais do que a comédia. Não que isso seja um problema. Na verdade, apesar do protagonista fraco e dos diálogos pouco inspirados do casal, TERAPIA DO AMOR tem momentos bonitos e um final até que atípico. Outro ponto positivo no filme é o personagem do amigo de Bryan, um sujeito especialista em jogar torta na cara das meninas com quem sai.

Um detalhe que eu tenho reparado é que as comédias românticas sempre aproveitam muito bem belas canções para enfeitar alguns momentos, como é o caso de "I Wish You Love", de Rachael Yamagata, que toca no final. Porém, canções bregas estão na moda, como pode-se constatar em alguns filmes recentes; por exemplo, em MUITO BEM ACOMPANHADA, aparece um conhecido hino brega do Air Supply. Para não ficar apenas em referências sobre música, numa cena de TERAPIA DO AMOR o par romântico se encontra numa sessão de BLOW-UP - DEPOIS DAQUELE BEIJO, de Michelangelo Antonioni. Não sei se essa informação tem alguma relevância, mas não deixa de dar um certo charme ao filme.

Cotação:
Ailton Monteiro
FILME EM DESTAQUE