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RESIDENT EVIL 2: APOCALIPSE
(Resident Evil: Apocalypse, EUA, Alemanha, Inglaterra, 2004)
Gênero: Terror, Ficção Científica
Duração: 94 min.
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Oded Fehr, Thomas
Kretschmann, Sophie Vavasseur, Razaaq Adoti, Jared Harris, Mike Epps
Compositor:
Jeff Danna
Roteirista: Paul W. S.
Anderson
Diretor: Alexander Witt
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Gatas e zumbis
Filme do estreante Alexander Witt não é
uma Brastemp, mas contando com um par de protagonistas muy gostosas e
personagens da famosa série de games, diverte mais que "Hóspede Maldito"
Com o risível subtítulo
nacional de O HÓSPEDE MALDITO, a aguardada adaptação cinematográfica da famosa
série de games da Capcom
RESIDENT EVIL chegou
às telas em 2002, e teve uma resposta morna dos fãs. O filme do diretor Paul W.
S. Anderson, apesar de conter elementos dos games, apresentava história e
personagens novos - na verdade era uma prequel dos jogos - e nada era
particularmente original ou memorável. À exceção, talvez, dos relances da nudez
de Alice (Milla Jovovich).
Mas o filme, que possuía um final em aberto, rendeu o suficiente para gerar uma
continuação, que chegou às telas na forma deste RESIDENT EVIL 2: APOCALIPSE.
Anderson, envolvido com ALIEN Vs.
PREDADOR, limitou-se a escrever o roteiro, deixando a direção a cargo do
novato Alexander Witt. Que, diga-se de passagem, demonstra segurança ao filmar
os zumbis de um jeito bem estiloso.
Alice sobrevive aos eventos do filme anterior, porém é submetida às experiências
da multinacional Umbrella Corp. com o vírus T, capaz de reativar células mortas
e transformar cadáveres em zumbis. Ocorre que este vírus, aplicado em pessoas
vivas e sob condições controladas, é capaz de provocar mutações genéticas.
Alice, então, torna-se uma arma biológica - um soldado geneticamente aprimorado,
com espantosas habilidades de combate.
Fugindo do hospital da Umbrella, Alice descobre que toda Raccoon City estava em
quarentena e sua população, contaminada pelo vírus T, havia sido transformada em
uma horda de zumbis canibais. Ela junta-se a um grupo composto, entre outros,
pela policial da S.T.A.R.S. (a polícia de elite da cidade) Jill Valentine (Sienna
Guillory) e os comandos da Umbrella liderados por Carlos Olivera (Oded Fehr, de
A MÚMIA), que devem salvar a filha do criador do vírus, Dr. Ashford (Jared
Harris), ganhando em troca passe livre para saírem da cidade. O que eles não
sabem é que a Umbrella planeja utilizar o caótico cenário para testar outra de
suas armas biológicas, o mutante Nêmesis, em um confronto com Alice, antes que a
cidade seja riscada do mapa por um míssil nuclear.
RESIDENT EVIL 2: APOCALIPSE certamente ainda não é o filme dos sonhos dos fãs da
série de games, mas apresenta algumas vantagens sobre o seu predecessor,
em especial um primeiro terço onde podem ser reconhecidos vários
personagens e situações dos jogos. O destaque sem dúvida é a durona e gostosa
Jill Valentine, encarnada pela não menos Sienna Guillory, que interpretou o
papel título da produção televisiva HELENA DE TRÓIA. Milla Jovovich, que também
não é de se jogar fora, continua defendendo com garra (e, às vezes, sem roupa)
seu papel de Alice. Quanto à música, o filme apresenta uma trilha incidental de
ação superior à do filme anterior, a cargo de Jeff Danna - novato neste tipo de
filme e música.
Infelizmente, a partir da entrada de Nêmesis em cena, os zumbis são relegados a
segundo plano e o filme perde força. O monstrengo é uma mala no game, e
no filme continua sendo. E o visual dele, que mais parece um fugitivo dos POWER
RANGERS, não ajuda em nada. Aliás, é uma pena que este filme baseie-se
livremente em Resident Evil 3, para mim o jogo mais fraco da série. No
mais, há algumas decisões acertadas, como assumir aquele certo ar trash-cômico
que todo filme de zumbi deve ter. Dá para rir na cena em que L. J. (Mike Epps),
distraído pela visão de duas prostitutas-zumbi de topless, bate com o
carro.
Bom, se você é capaz de se divertir por uma hora e meia assistindo a duas gatas
detonando zumbis e monstros, RESIDENT EVIL 2: APOCALIPSE é uma boa pedida. Ah, e
o final novamente fica em aberto. Pelo jeito lá por 2007 teremos novas notícias
de Alice, Jill & Cia.
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