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AS
MELHORES TRILHAS DE FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA Fiz esta matéria para a revista Sci-Fi News,
e sua versão original foi publicada na edição nº 50 (dezembro de 2001). Foi realmente
muito difícil selecionar, dentre a grande quantidade de filmes de FC e Fantasia
produzidos desde o advento do cinema sonoro, aqueles que apresentaram não
apenas as melhores, mas as mais relevantes trilhas sonoras do gênero. Para
facilitar a tarefa, adotei alguns critérios básicos, como as qualidades intrínsecas
da música, disponibilidade em CD (dando preferência a trilhas que tiveram,
parcial ou integralmente, pelo menos um lançamento no formato) e a sua
repercussão e influência em trabalhos posteriores. Ainda assim resta muita
subjetividade, e muitas entraram na lista porque eu gosto mesmo delas... Bem, ossos do ofício. Esta matéria possui, em relação à
sua equivalente publicada na revista, a vantagem de não ser limitada a 50
trilhas e poder ser constantemente atualizada. Bem, vamos lá: 1. STAR WARS EPISODE IV: A NEW HOPE (1977)
– É incontável o número de pessoas que, ao serem questionadas sobre qual
trilha sonora as levou a gostar de música de cinema, citam a clássica
partitura que John Williams
compôs para o Guerra nas Estrelas original. O diretor George Lucas
somente contratou Williams após ouvir a opinião de seu amigo e colega, Steven
Spielberg. Este trabalho trouxe de volta às telas todo o romantismo e a
aventura das clássicas partituras orquestrais da Golden Age de
Hollywood. Não há quem não conheça o famoso tema de abertura, e a interpretação
da London Simphony Orchestra é simplesmente impecável. 2. 2001: A SPACE ODISSEY (1968)
– o compositor Alex North
chegou a compor uma trilha original para a obra-prima de FC de Stanley Kubrick,
mas ela acabou sendo substituída por uma seleção de peças clássicas. Sábia
decisão do diretor Kubrick, já que tais composições combinaram à perfeição
com as imagens mostradas na tela, em um verdadeiro balé cósmico. Assim, músicas
como “Also Sprach Zarathustra” e a valsa “Blue Danube” passaram a ser,
para sempre, identificadas com o filme. 3. KING KONG (1933) – Max
Steiner foi o responsável pela primeira partitura especialmente composta
para um filme sonoro, o clássico da fantasia King Kong. Enquanto os
efeitos de animação stop-motion de Willis O´Brien roubavam a cena, a música
de Steiner lançava as regras básicas que seriam por décadas utilizadas em
trilhas sonoras: um tema de abertura forte e percussivo, o uso de leitmotifs
para caracterizar personagens ou situações, música para ambientação, etc. 4. THE DAY THE EARTH STOOD STILL (1951) – O primeiro grande
filme que retratou a visita de um ser alienígena (pacífico) ao nosso planeta, O Dia em
que a Terra Parou, teve uma trilha fundamental composta pelo genial Bernard
Herrmann. Juntamente com a orquestra, Herrmann utilizou guitarra e baixo
elétricos e
theremin (o precursor dos instrumentos eletrônicos), este dando ao tema de abertura e ao tema do
robô Gort um som fantasmagórico e fascinante. A partir daí, a utilização de
música eletrônica passou a ser cada vez mais comum em filmes de FC. 5. STAR TREK THE MOTION PICTURE (1979)
– Jerry Goldsmith, ao lado
de John Williams, foi o compositor que criou o maior número de trilhas para
filmes de FC e fantasia. Para Jornada nas Estrelas – O Filme, Goldsmith
venceu o cronograma apertado e compôs uma obra-prima que ajudou a compensar o
ritmo lento do filme de Robert Wise. O seu tema passou a ser o mais conhecido da
série, sendo posteriormente utilizado na TV (A Nova Geração) e em
outros filmes da franquia. 6. PLANET OF THE APES (1968) – Para
o clássico O Planeta dos Macacos, Jerry Goldsmith compôs uma de suas
mais criativas partituras, atonal e com inovadores efeitos de percussão. Desde
os créditos de abertura, a música nos transmite toda a estranheza e o medo que
experimentamos ao nos aventurarmos nesse mundo em que a evolução foi
subvertida. A composição “The Hunt”, que pontua a primeira aparição dos
macacos, é uma das faixas de ação mais eletrizantes do cinema. 7. STAR WARS
EPISODE V: THE
EMPIRE STRIKES BACK (1980) – Apesar de
não ter gerado a mesma repercussão que a música de Guerra nas Estrelas,
o fato é que John Williams, para O Império Contra-Ataca, criou uma
partitura mais rica e elaborada. Além das exuberantes faixas de ação,
destacam-se os belos temas de Han Solo e da Princesa Leia, de Yoda e a inesquecível
“The Imperial March” (o tema de Darth Vader). 8. BLADE RUNNER (1982) – Para o
melhor título da filmografia do diretor Ridley Scott, o compositor e tecladista
grego Vangelis criou a sua
obra-prima. A música torna-se, aqui, um elemento essencial para ajudar a criar
a visão de um mundo futurista, caótico e sombrio, onde andróides (replicantes)
são capazes de ser mais humanos que o próprio ser humano. O famoso “Love
Theme” consegue capturar toda a beleza e a tristeza que permeiam este clássico
da FC. 9. THE SEVENTH VOYAGE
OF SINBAD (1958) – Um dos mais
apreciados filmes de fantasia de todos os tempos, Simbad e a Princesa
conta com uma trilha marcante de Bernard Herrmann. Ampliando os horizontes
abertos por Miklos Rozsa em
sua partitura para O Ladrão de Bagdá, os temas de Herrmann ajudam a dar
vida às fantásticas criaturas criadas pelo mestre da animação stop-motion,
Ray Harryhausen. Faixas como a feroz “The Cyclops” e o mortal bailado com
castanholas “Duel with the Skeleton” são para ficar gravadas eternamente na
memória. 10. SUPERMAN - THE MOVIE
(1978) – A melhor adaptação de um
personagem dos quadrinhos para o cinema também possui a melhor trilha sonora do
gênero, graças ao talento de John Williams. Hoje, qualquer um que pense no
Homem de Aço imediatamente o vincula à famosa marcha, ouvida primeiramente nos
créditos de abertura e que posteriormente acompanha as façanhas do super-herói.
Williams trabalhou apenas no primeiro filme da série, para os seguintes seus
temas foram adaptados por outros compositores. 11. RAIDERS OF THE LOST
ARK (1981) – Um filme que reunisse
Steven Spielberg (direção) e George Lucas (produção e roteiro) fatalmente
teria de ter uma trilha composta por John Williams. E em Os Caçadores da
Arca Perdida o compositor mais uma vez escreveu um score clássico,
cujos grandes momentos não se resumem à famosa “Raiders March”, mas chegam
em faixas antológicas como “The Map Room: Dawn” e “Desert Chase”,
interpretadas com força pela London Simphony Orchestra. 12. STAR TREK II: THE
WRATH OF KHAN (1982) – À época de Jornada
nas Estrelas II: A Ira de Khan, James
Horner era praticamente desconhecido, tendo trabalhado apenas em alguns
fimes B. Foi exatamente a sua vibrante e “náutica” partitura para o filme
de Nicholas Meyer que o levou para o primeiro time de compositores de Hollywood.
Horner não se intimidou em substituir o tema de Jerry Goldsmith pelo seu próprio,
que agregou a fanfarra do tema da clássica série de TV, de Alexander Courage. 13.THE THIEF OF BAGDAD
(1942) – Filme que maravilhou nossos
pais e avós nas antigas matinés, O Ladrão de Bagdá teve a sua trilha
composta pelo grande Miklos Rozsa, que com sucesso capturou em música todo a
fantasia, o romantismo e a aventura dos contos das 1001 Noites. 14. ET-THE
EXTRATERRESTRIAL (1982) – Projeto dos
sonhos de Steven Spielberg, ET recebeu um score mais do que
apropriado de John Williams. A trilha, a exemplo do filme, transmite com sucesso
a fascinação infantil pelo desconhecido e o maravilhoso, aqui representados
pelo meigo alienígena. A faixa “Flying”, ouvida durante o vôo das
bicicletas, é um maravilhoso convite a que nos rendamos à fantasia e à infância
que permanece em todos nós. 15. CONAN THE BARBARIAN
(1982) – Desde o tema de abertura
“The Anvil of Crom”, passando por faixas que remetem à clássica cantata
“Carmina Burana”, a trilha que Basil
Poledouris compôs para Conan, O Bárbaro, é simplesmente
apaixonante. Mais um exemplo em que a trilha original, muitas vezes, pode
transcender ao próprio filme. 16.THE ABYSS (1989)
- Alan Silvestri compôs uma
partitura no mínimo inspirada para o épico submarino de James Cameron O
Segredo do Abismo. Considerado por muitos como o seu melhor trabalho, o score
reúne belas passagens de coral e faixas de ação no melhor estilo do
compositor. 17. FAHRENHEIT 451
(1966) – O único filme de FC dirigido
pelo diretor François Truffaut ganhou uma econômica, mas delicada, partitura
de Bernard Herrmann, que traduz toda a melancolia de um mundo no qual os livros
serão banidos e queimados... pelos bombeiros! 18. CLOSE ENCOUNTERS OF
THE THIRD KIND (1977) – No mesmo ano,
John Williams compôs duas obras de exceção, Guerra nas Estrelas e Contatos
Imediatos do Terceiro Grau, porém completamente distintas em estilo. A
trilha de Contatos é sombria, melódica em alguns momentos, atonal em
outros, pontuando a ação até o momento final, quando o compositor utiliza a
famosa canção do desenho animado Pinóquio, "When You Wish Upon a
Star". E quem não conhece a memorável série de 5 notas, base para a
comunicação entre terrestres e alienígenas? 19. KRULL (1983)
– Esta fantasia espacial pedia uma trilha grandiosa, e foi o que James Horner
compôs. Com muitos pontos em comum com Jornada nas Estrelas II, o score
de Horner é enriquecido por coral e é simplesmente empolgante, freqüentemente
nos remetendo às memoráveis músicas que Erich Korngold criou para os antigos
filmes de capa-e-espada. 20. THE LORD OF THE RINGS: THE RETURN OF THE KING (2003) – A trilogia cinematográfica baseada na obra de Tolkien é daqules raríssimos casos em que cada filme é melhor que o anterior. O mesmo acontece com a música do compositor canadense Howard Shore. Para O Retorno do Rei, ele criou uma partitura riquíssima onde se destaca o tema de Gondor. Novas e conhecidas melodias se conectam, às vezes se contrapõem, outras vezes se complementam, de modo análogo às ações que transcorrem na tela. 21. SOMEWHERE IN TIME
(1980) – Sem dúvida o filme mais romântico
que já tratou sobre viagens no tempo, Em Algum lugar do Passado recebeu
uma partitura à altura, cortesia do aclamado compositor John
Barry. Combinando seu próprio tema de amor com a rapsódia de Rachmaninoff,
Barry nos emociona e ajuda a colocar o filme em um patamar superior, além do
melodrama. 22. BATMAN (1989)
– A partitura que Danny Elfman
compôs para a primeira aventura cinematográfica do Cavaleiro das Trevas é
adequadamente gótica, dark, bem no clima do filme de Tim Burton. O som
da orquestra é grandioso, e desde a abertura (“The Batman Theme”) notamos a
forte influência de Bernard Herrmann no score. 23. STAR TREK VI: THE
UNDISCOVERED COUNTRY (1991) –
Aparentemente o jovem Cliff Eidelman é daqueles compositores que será lembrado
por apenas um trabalho – no caso, a trilha de Jornada nas Estrelas VI – A
Terra Desconhecida. Ignorando os temas musicais anteriormente estabelecidos
(à exceção de uma breve aparição da fanfarra de Alexander Courage),
Eidelman compôs uma sombria e ótima partitura. 24. BRIDE OF
FRANKENSTEIN (1935) – Sendo uma das
primeiras trilhas originais da história do cinema falado, era natural que a música
do clássico A Noiva de Frankenstein fosse um marco. Tanto que a música
de Franz Waxman foi
reutilizada em vários filmes e seriados da Universal. 25. TOTAL RECALL (1990)
– A primeira colaboração entre o diretor Paul Verhoeven e o compositor Jerry
Goldsmith, O Vingador do Futuro, resultou em uma das melhores trilhas de
ação da FC. Apesar de a introdução do tema mais do que lembrar a abertura de
Conan O Bárbaro, o restante do score apresenta suficientes
dinamismo e originalidade para colocar-se entre os melhores trabalhos de
Goldsmith dos anos 90. 26. BACK TO THE FUTURE (1985) – Com a trilha para De Volta Para o Futuro, Alan Silvestri conquistou seu lugar entre os principais compositores de filmes de FC. Seu tema é dos mais memoráveis dos anos 80, e apesar de o álbum omitir praticamente toda a trilha sonora do compositor, ele pôde reutilizar o material na partitura da primeira continuação, esta sim lançada quase que na íntegra. 27. THE LORD OF THE RINGS: THE TWO TOWERS (2002) – Se com a partitura de A Sociedade do Anel o compositor Howard Shore surpreendeu aqueles que duvidavam de sua capacidade de criar uma trilha com a grandeza requerida, para o segundo título da trilogia baseada em Tolkien ele surpreendeu novamente, com um score ainda mais épico e denso. O tema nobre e ao mesmo tempo melancólico de Rohan domina a obra, que ainda inclui a bela - e triste - "Gollum´s Song". 28. JASON AND THE
ARGONAUTS – Terceira colaboração do
compositor Bernard Herrmann com o mago da animação stop-motion Ray
Harryhausen, a trilha de Jasão e o Velo de Ouro é potente e grandiosa,
na linha de outros trabalhos do gênero de Herrmann, sem dúvida uma das
melhores já compostas para um filme de fantasia. 29. THE FURY (1978) - O diretor Brian de Palma não foi exatamente bem sucedido com A Fúria, mas o filme pelo menos teve o mérito de nos brindar com uma excepcional partitura de John Williams. O "Main Title", uma espécie de valsa lenta impregnada de drama, abre o score, que evoca em vários momentos a obra do grande Bernard Hermann - mas sem pender para a imitação. 30. THE LORD OF THE RINGS: THE FELLOWSHIP OF THE RING (2001) - A primeira parte da trilogia de Tolkien, adaptada para o cinema pelo diretor Peter Jackson, contou com uma trilha para orquestra e coral composta por Howard Shore. À época foi o trabalho mais grandioso do compositor, que criou temas líricos, sombrios e uma fanfarra heróica à altura do tom épico do filme. 31. THE TERMINATOR
(1984) – Para O Exterminador do
Futuro, o compositor Brad
Fiedel contou com um orçamento reduzidíssimo, que permitiu-lhe utilizar
apenas apenas sintetizadores e um violino elétrico para criar uma trilha em sua
maior parte mecânica, metálica, praticamente destituída de emoção; o fundo
musical perfeito para personificar o indestrutível cyborg exterminador. 32. SIGNS (2002) - Na versão "hitchcockiana" de M. Night Shyamalan para uma invasão extraterrestre, James Newton Howard, no melhor estilo Bernard Herrmann, construiu toda a trilha sonora em cima de um tema principal composto por 3 notas que se repetem, via de regra interpretadas pelo piano ou pelas cordas. Ao final, a música apresenta alguns dos mais tensos e belos momentos do gênero. 33. A.I. - ARTIFICIAL INTELLIGENCE (2001) - É difícil imaginar como seria A.I. caso Stanley Kubrick tivesse a chance de dirigir este filme, que acabou nas mãos de Spielberg. O certo é que dificilmente teria uma partitura mais original e criativa do que a composta por John Williams, que mesclou uma variedade de estilos e tendências e ainda assim produziu um trabalho coeso e forte, dos melhores de sua lavra recente. 34. ALIEN 3 (1993)
– Em seu primeiro trabalho de destaque para o cinema, Elliot Goldenthal criou
uma partitura clássica para orquestra e voz, complexa e elegante, recorrendo,
em alguns momentos, à instrumentação eletrônica. Seu belo e melancólico
“Adagio” é o fecho perfeito para o filme, que possui na música um de seus
maiores méritos. 35. JURASSIC PARK (1993) – Considerada por muitos como a última grande trilha de FC e fantasia de John Williams até a chegada de A.I. e Harry Potter, ela apresenta as principais características do maestro em trabalhos do gênero: momentos de ação, suspense e deslumbramento – estes melhor demonstrados nos temas que representam o Jurassic Park e a ilha em que ele se localiza. 36. STAR WARS EPISODE I: THE PHANTOM MENACE (1999) - Dezesseis anos depois de O Retorno de Jedi, John Williams retornou à saga de Guerra nas Estrelas. Orquestrações elaboradas, coral e a utilização sutil de temas conhecidos (prestem atenção nos acordes de "The Imperial March" em "Annakin´s Theme") caracterizam o score, no qual destaca-se a empolgante "Duel of The Fates". 37. THE THING (1982)
– Sendo um dos dois únicos filmes do diretor John Carpenter cujas trilhas não
foram por ele compostas, O Enigma de Outro Mundo foi musicado pelo “Il
Maestro” Ennio Morricone,
cuja partitura, baseada em cordas mas com vários momentos eletrônicos, ajuda
em muito a construir o clima de claustrofobia necessário. Por outro lado o tema
principal, eletrônico e repetitivo, é bem fiel ao estilo de compor de
Carpenter. 38. ROBOCOP (1987)
– A primeira (e a única realmente boa) aventura do policial de aço teve a
trilha composta por Basil Poledouris, que nos apresenta momentos musicais
vibrantes, heróicos e melancólicos, uma perfeita tradução musical das
imagens orquestradas pelo diretor Paul Verhoeven. 39. PREDATOR (1987)
– Após De Volta Para o Futuro, Alan Silvestri teve a chance de
aventurar-se em uma FC mais sombria e violenta. Predador pode ser
considerada a trilha de ação definitiva do compositor, já que estabeleceu
estilos e harmonias que viriam em seus futuros trabalhos no gênero. Em Predador
2, Silvestri enriqueceu a orquestração original adicionando percussão
latina. 40. ALIENS (1986)
– Apesar de possuir momentos de puro horror e suspense, a trilha de James
Horner para a primeira continuação de Alien destaca-se por conter
algumas das melhores faixas de ação por ele compostas. “Bishop´s Countdown”
tornou-se um clássico dos trailers de cinema. Durante a produção houve sérios
atritos entre Horner e o diretor James Cameron, o que não impediu que, anos
mais tarde, os dois se reunissem novamente e levassem seus Oscars por Titanic. 41. MATRIX REVOLUTIONS (2003) - Para o capítulo final da trilogia dos irmãos Wachowski, Don Davis criou a mais intensa, épica e tocante música ouvida na série, em uma muito interessante e sólida evolução musical do trabalho originalmente criado para o filme de 1999. 42. EDWARD SCISSORHANDS
(1990) – O filme mais pessoal do
diretor Tim Burton deu ao compositor Danny Elfman a chance de criar a sua trilha
de contos de fada definitiva. O tema principal é uma espécie de valsa natalina
melancólica, conduzida por coral infantil. Tão efetivo foi o resultado que
Elfman utilizou o mesmo estilo em vários outros trabalhos. 43. THE GOLDEN VOYAGE
OF SINBAD (1973) – A Nova Viagem de
Simbad foi a segunda aventura do famoso marujo que utilizou a animação stop-motion
de Ray Harryhausen. Para a música, foi escolhido simplesmente o próprio autor
da trilha de O Ladrão de Bagdá, Miklos Rozsa. O veterano compositor
mais uma vez criou uma grande trilha de fantasia, um dos maiores trunfos desta
produção modesta. 44. FANTASTIC VOYAGE
(1966) – Para o clássico da FC dos
anos 60, Viagem Fantástica, o compositor Leonard Rosenmann evitou o uso
de música até o momento em que cientistas, a bordo de um submarino
miniaturizado, penetram na corrente sangüínea de um cientista em coma. A
partir daí, um fundo musical atonal e cativante pontua as aventuras passadas no
interior do corpo humano. 45. THE ROAD WARRIOR -
MAD MAX 2 (1982) – Uma das mais
eletrizantes FCs de ação já feitas, a primeira continuação de Mad Max
contou mais uma vez com a trilha do australiano Brian May (não confundir com o
músico integrante da banda Queen). Primal e percussiva, com destaque para
metais, ela é incansável e dinâmica, exatamente como as perseguições que
testemunhamos na tela. 46. FINAL FANTASY: THE
SPIRITS WITHIN (2001) – Em uma das
melhores trilhas de FC lançadas nos últimos anos, o compositor Elliot
Goldenthal retorna com seu estilo elaborado, mesclando técnicas de composição
clássicas e contemporâneas. Em contraste às imagens de última geração,
alguns dos tocantes momentos da partitura são interpretados por um dos mais
tradicionais instrumentos acústicos, o piano. 47. STAR WARS EPISODE II: ATTACK OF THE CLONES (2002) - Mesmo sem muitos novos temas, John Williams conseguiu, mais uma vez, compor uma grande partitura para Star Wars. "Across The Stars" é um dos mais belos temas de amor de sua carreira, e "Zam The Assassin and the Chase Through Coruscant” é uma vibrante, longa e percussiva faixa de ação onde o compositor utiliza até mesmo guitarra elétrica. 48. INDEPENDENCE DAY
(1986) - O compositor David
Arnold, que já havia trabalhado para o diretor Roland Emmerich em StarGate,
deu a este épico, mistura de ficção científica e disaster-movie, um
toque final de grandiosidade. Em faixas como "The Darkest Day" a música
é ameaçadora, como a própria presença das gigantescas naves alienígenas. Em
outras, como "Base Attack", a furiosa orquestração nos coloca no
meio das cenas de destruição e combate aéreo. 49. HOOK (1991) - Antes de Harry Potter, John Williams já produzira trabalho similar para a incursão de Spielberg ao universo de Peter Pan. É uma trilha apreciada por todos os fãs de Williams, possuindo tudo que Harry Potter tem e algo mais... outra obra que transcende às imagens para as quais foi composta. 50. MATRIX (1999)
– O enorme sucesso do primeiro filme da projetada trilogia Matrix
chamou a atenção de todos para o trabalho de seu compositor, Don Davis, que
criou uma trilha essencialmente de ação. A música
é ricamente orquestrada para metais, possui movimentos de corda intensos e percussão
explosiva, aqui e ali interrompidos por trechos mais lentos e de suspense. 51. THE FLY (1986)
– Apesar de anteriormente já ter composto trilhas para os filmes do diretor
David Cronenberg, foi a partitura para A Mosca, refilmagem do clássico
de 1958, que colocou o compositor Howard Shore em evidência. Intensa e dramática,
sua música, num crescendo, consegue transmitir todo o horror e a tragédia que
Cronenberg nos mostra em imagens fortes. 52. TWILIGHT ZONE - THE
MOVIE (1983) – Para a versão
cinematográfica da famosa série de TV Além da Imaginação, Jerry
Goldsmith criou uma de suas melhores trilhas dos anos 80. Os pontos altos do score
são as faixas dedicadas aos episódios "Kick The Can", aquele dos
velhinhos no asilo (a música, convenientemente, é lírica e "spielberguiana"),
e "Nightmare at 20.000 Feet", no qual um passageiro de um grande jato
é o único que vê um tipo de gremlin destruir a turbina do avião. 53. TIME AFTER TIME
(1979) – Um Século em 43 Minutos,
criativa variação de A Máquina do Tempo, foi valorizado por uma das últimas
trilhas do lendário Miklos Rozsa. Mesmo já contando, à época, com 72 anos de
idade, o compositor demonstrou estar em plena forma e compôs para o diretor
Nicholas Meyer um score refinado, digno de um mestre. 54. CLASH OF THE TITANS
(1982) – Último filme do mago da
animação stop-motion Ray Harryhausen, Fúria de Titãs, ganhou
uma bela trilha de Lawrence Rosenthal. Mesmo que não esteja à altura das obras
de Herrmann e Rozsa para o gênero, a bela partitura de Rosenthal merece ser
apreciada. 55. ALIEN (1979) – Para o clássico de Ridley Scott, Jerry Goldsmith compôs um score baseado no suspense e no terror, buscando ao máximo criar a ambientação certa para o filme. Porém, na edição final, Scott o recortou e, nos créditos iniciais e finais, substituiu a música de Goldsmith por seleções de música clássica. Sem dúvida, uma experiência difícil para o compositor. 56. HARRY POTTER AND THE PHILOSOPHER´S STONE (2001) - John Williams volta ao mundo da fantasia na primeira versão cinematográfica das aventuras de Harry Potter, o jovem aprendiz de feiticeiro criado pela inglesa J. K. Rowling. A faixa "Hedwig´s Theme" é o destaque do score, e está à altura das melhores composições de Williams para o gênero. 57. STARGATE (1995)
– Primeira colaboração entre o compositor David Arnold e o diretor Roland
Emmerich, esta cultuada FC recebeu uma grandiosa trilha de orquestra e coral, na
qual Arnold, em vários trechos, nos remete a clássicos épicos de Hollywood
como Os 10 Mandamentos e O Egípcio. 58. STAR WARS EPISODE VI: RETURN OF THE JEDI (1983) - Na última parte da trilogia original de Guerra nas Estrelas, John Williams, além de temas já conhecidos, apresenta novas músicas para caracterizar, entre outros personagens, os peludos Ewoks e o maligno Imperador. 59. WAR OF THE WORLDS (1953) – Dificilmente alguém se lembrará do tema ou de algum trecho da trilha do clássico A Guerra dos Mundos. Mas o fato é que o compositor Leith Stevens criou uma das melhores obras do gênero dos anos 50, com um tema vibrante e underscore dramático. 60. LEGEND (1985) - Em mais uma conturbada parceria com Ridley Scott (na montagem final deu-se pouca importância à coesão do score, e a versão americana do filme simplesmente ganhou nova trilha, do grupo Tangerine Dream), Jerry Goldsmith compôs uma bela partitura que inclui canções e vocais, para ambientar um mundo repleto de demônios, duendes e unicórnios. 61.
GODZILLA (1956) – Apenas os fãs
mais fanáticos conhecem as músicas compostas para Godzilla, mas de
qualquer modo o compositor Akira Ifukube foi essencial para delinear a
personalidade musical do lagartão, a partir do primeiro filme clássico japonês.
Muito da qualidade musical da série se perdeu quando Ifukube foi substituído
por outros compositores. 62. ESCAPE FROM NEW YORK (1981) – Sem dúvida Halloween é a trilha mais conhecida, dentre as que o diretor John Carpenter compôs para os seus filmes. Porém, a música de Fuga de Nova York apresenta um tema memorável, e o minimalismo eletrônico de Carpenter é perfeito para acompanhar as aventuras do anti-herói Snake Plissken. 63. DUNE (1984) -
Um dos grandes épicos da FC foi levado às telas por David Lynch, e apesar de
ter suas falhas, é um filme visualmente fantástico e superior à recente
minissérie feita para a TV. O grupo pop Toto surpreendeu ao criar uma
trilha sonora densa, na qual se destaca a extraordinária integração entre música
pop/rock e orquestral. 64.
Forbidden Planet (1956) –
Um dos filmes que mais influenciaram Gene Roddenberry na criação da série
Jornada nas Estrelas, O Planeta Proibido foi o primeiro a ter um score
totalmente eletrônico, de Louis e Bebe Barron. Não é música propriamente
dita, mas uma colagem de sons gerados em sintetizadores. Associada às imagens,
a música (?) consegue, com sucesso, evocar os mistérios que se ocultam no
planeta Altair IV. Jorge
Saldanha |