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Graças à direção de Scott, um roteiro modificado por Walter Hill (do sucesso 48 Horas), o visual gótico e surreal criado por HR Giger e um clima sufocante, diferente do que se esperaria numa aventura espacial, um sério candidato ao fracasso foi transformado num clássico de ficção cientifica. Foi de Hill a idéia de transformar Ripley na heroína do filme, mas de Giger veio o visual assustador do Alien, que tinha um crânio humano modificado. Depois surgiu a idéia do embrião que se fixa no rosto, e que saía dos ovos. Scott decidiu esconder o monstro a maior parte do filme, para aumentar a tensão e o suspense - recurso efetivamente usado por Steven Spielberg em Tubarão (1975). Ou seja, o grande trunfo de Alien era justamente o mistério, o medo do terror que se oculta nas sombras. Para piorar as coisas, o filme guardava outro segeredo: um dos membros da tripulação era um robô em forma humana, que acaba descontrolado e tenta matar a tripulação.
Ripley, junto com fuzileiros, vai até a colônia onde encontram apenas uma menina sobrevivente. Não demora para que encontrem algo mais - não um, mas centenas de Aliens. Bishop (Lance Henriksen) é o novo autômato, no qual inicialmente Ripley não confia e razão de sua má experiência com o andróide do primeiro filme. Cameron cria a Rainha Alien, e o filme fica no alicerce central do embate entre a Rainha defendendo suas crias, e Ripley, que assume o papel de mãe da menina Newt. Ripley usa até uma armadura mecânica para enfrentar a rainha, um combate cheio de ação. Somente Ripley, o tenente Hicks, Newt e Bishop sobrevivem. Com mais esse filme, Alien se torna uma marca de sucesso. Em 1988 a Fox assina com a editora Darkhorse um contrato, e quadrinhos passam a ser produzidos. São criados centenas de produtos da marca Alien. Em 1990 sai o jogo Aliens x Predator, que faz muito sucesso. No mesmo ano, no filme Predator 2, é insinuado numa cena que os predadores caçam os Aliens. Isso foi profético, como se verá mais adiante.
Desta vez Ripley sobrevive à queda da nave onde ela, Hicks, Ripley e Bishop viajavam, em um planeta prisão, onde os condenados viraram algo parecido com monges. Um embrião de Alien que estava na nave também sobrevive, impregna um cão e começa a matar os prisioneiros. A Wayland Yutani descobre o que acontece, e envia cientistas para capturar o Alien. Ripley une-se aos prisioneiros para destruir o Alien e impedir que a Wayland consiga o seu espécime. Ripley estava infectada e morre no final, diante do inventor de Bishop. Não entendo como o público não gostou de Alien 3, pois é um ótimo filme de suspense que lembra o clima de terror do primeiro longa. Os os prisioneiros ficam com o Alien e não havia para onde fugir, exatamente como na Nostromo. A cena do Alien nascendo de dentro de um cachorro é uma das mais aterrorizantes, assim como a caçada na fornalha. Porém o filme comete o erro de mostrar a morte de Ripley.
Ripley fica dividida entre ficar com os humanos ou unir-se aos Aliens, já que agora ela é em parte um deles. O filme tem algumas ótimas cenas de ação, como uma perseguição embaixo da água, onde vemos que os Aliens são velozes nesse ambiente também. Um novo Alien foi introduzido nesse filme. Esse não veio de um ovo, mas do útero da Rainha, que havia sofrido uma nova mutação por causa do DNA de Ripley. Infelizmente o diretor francês não soube criar suspense, e o filme também foi mal nas bilheterias. Alien - A Ressurreição é bem monótono, e não tem o clima de terror dos anteriores. O maior erro da Fox foi trazer um diretor fraco, quando poderiam trazer alguém de peso. Afinal, o estúdio tem cacife para conseguir o diretor que quiser. Em 2004 os Aliens retornaram no filme Aliens x Predador, que mesmo sendo fraco teve outra continuação – que também foi fraca. A Fox já deu sinal verde para uma prequel de Alien, que terá novamente Ridley Scott como diretor. O terror voltará ao espaço, e os fãs ficarão aliviados. Guilherme da Costa Radin |
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