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A tripulação da
Enterprise NCC-1701 no transporte |
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O "holodoc" da
Voyager se materializa |
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Confusão no transporte da Enterprise-D |
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"Beam me up Scotty!" |
O transporte é um dos conceitos mais brilhantes de Jornada nas Estrelas.
A Série Clássica iria utilizar apenas as naves auxiliares para
deslocamento, mas com o atraso na criação das maquetes eles tiveram que inventar
outra forma de levar os tripulantes da Enterprise aos planetas.
Devido a este problema, eles criaram o teletransporte, que depois foi usado até
a exaustão nos spin-offs e, algumas vezes, até de forma ridícula como o
episódio “Tuvix”, de
Voyager. Na Enterprise-D o transporte
extra-veicular, de para a nave, permite transportar pessoas ou objetos até uma
distância de 40.000 quilômetros. Quatro teletransportadores de tripulantes e
convidados estão no deck 6 da seção disco, e dois transportadores
pessoais estão no deck 14, na seção de engenharia.
O transporte de carga é realizado por quatro transportes localizados na área de
carga do deck 4, e outros quatro nos decks 38 e 39, também para
carga. Os transportes de carga estão na resolução molecular, que é ideal apenas
para carga, mas podem ser modificadas para a resolução quântica (esta ideal para
formas de vida). Quando se torna necessário evacuar a nave, existem seis
transportes de emergência, quatro estão na seção disco e dois na engenharia. Os
transportes de emergência deslocam formas de vida até 15.000 quilômetros.
Como funciona o transporte
Varredura do alvo e
travamento das coordenadas
- Durante esta primeira fase, as coordenadas de destino são programadas no
sistema de transporte. Sensores de varredura verificam a distância e movimento
relativo, e se as condições ambientais no ponto de destino são satisfatórias
para o transporte de pessoal. Também durante esta fase, uma bateria de
diagnósticos automatizados garante que o sistema de transporte esteja
funcionando dentro dos padrões especificados para o transporte de pessoal.
Energizar e
desmaterializar - O
scanner
molecular produz em tempo real uma cópia do padrão do tripulante enquanto as
bobinas primárias de energização e bobinas de transição de fase convertem o
tripulante em um filamento de matéria separada subatomicamente.
Compensação Doppler
do padrão no buffer
- O filamento de matéria é mantido no
buffer
de padrão por um breve período, permitindo ao sistema compensar o efeito Doppler
entre a nave e o destino do transporte. O
buffer
de padrão serve também como um dispositivo de segurança no caso de uma falha no
sistema, permitindo que o transporte seja abortado e desviado para outra câmara.
Transmissão do
filamento de matéria
- O ponto exato de saída da nave é um dos dezessete conjuntos emissores que
transmitem o filamento de matéria dentro de um campo de confinamento anular.
Componentes do sistema
Os
componentes principais do sistema incluem:
Câmara de transporte
- É a área protegida na qual acontece o ciclo de
materialização/desmaterialização. A plataforma da câmara é elevada acima do piso
para reduzir a possibilidade de uma descarga estática possivelmente perigosa,
que às vezes acontece durante o processo de transporte.
Console
do operador - Esta
estação de controle permite ao chefe de transporte monitorar e controlar todas
as funções do transportador. Ela também permite o cancelamento de seqüências
automáticas e outras funções de controle.
Controlador
de transporte - Este
sub-processador do computador está localizado ao lado da própria câmara. Ele
gerencia a operação dos sistemas de transporte, incluindo as seqüências
automáticas.
Bobinas energizadoras
primárias -
Localizadas no topo da câmara de transporte, estas bobinas criam um poderoso
Campo de Confinamento Anular (CCA), que cria uma matriz espacial na qual o
processo de materialização/desmaterialização acontece. Um campo secundário
mantém o tripulante dentro do CCA (este item é uma precaução, visto que a
interrupção do CCA durante os estágios iniciais de desmaterialização pode
resultar numa descarga intensa de energia).
Bobinas de transição
de fase -
Localizadas no piso da câmara de transporte. Estes dispositivos de manipulação
de quarks realizam efetivamente o processo de desmaterialização/materialização,
removendo a energia de ligação entre as partículas subatômicas. Todos os
transportadores de pessoal são desenhados para operar com uma resolução quântica
(necessária para o transporte de formas de vida). Transportadores de carga são
geralmente otimizados para trabalhar no modo molecular (mais eficientes
energeticamente), mas podem também ser configurados para resolução quântica se
necessário.
Scanner
de imagem molecular
- Cada posição (pad)
na câmara de transporte possui uma parte inferior (onde o tripulante fica) e uma
parte superior (localizada logo acima do tripulante). Cada
pad
superior incorpora quatro conjuntos redundantes de
scanners de imagem
molecular de 0.0012m em intervalos de 90º em volta do eixo primário do
pad.
Rotinas de checagem de erros permitem que qualquer um dos
scanners
seja ignorado se os seus resultados diferirem dos outros três. Uma falha em dois
ou mais scanners
resulta em uma abortagem automática do processo de transporte. Cada
scanner
está desalinhado 3.5’ de arco do eixo do CCA, permitindo uma derivação das
informações do estado quântico usando uma série de compensadores Heisenberg. Os
dados do estado quântico não são usados quando o transportador está em modo de
carga (resolução molecular).
Buffer
de padrão - Este
dispositivo tokamak
supercondutor “atrasa” a transmissão do filamento de matéria até que o
compensador Doppler possa compensar o movimento relativo entre os emissores e o
destino. Um único buffer
de padrão é compartilhado por cada par de câmaras de transporte. Regras de
operação exigem que pelo menos mais um buffer
esteja livre no sistema, para o caso de um desvio de emergência. Em situações de
emergência, o buffer
de padrão é capaz de armazenar todo o filamento de matéria em suspensão por
períodos de até 420 segundos, antes que a degradação do padrão comece a ocorrer.
Bio-filtro
- Normalmente usado apenas em transportes para a nave (subida), este dispositivo
de processamento de padrão faz uma varredura no filamento de matéria que está
chegando e procura por padrões que correspondem a formas bacteriológicas e
virais conhecidas. No caso da detecção de tais padrões, o bio-filtro remove
estas partículas do filamento de matéria.
Conjunto emissor
- Montado no exterior da nave, esses conjuntos transmitem o conteúdo do CCA e do
filamento de matéria para as (ou das) coordenadas de destino. O conjunto emissor
inclui uma matriz de transição de fase e bobina primária de energização. Também
incorporadas a estes conjuntos, estão três blocos redundantes de scanners
moleculares de foco virtual de longo alcance usados durante o processo de
transporte originado em um ponto remoto. Usando técnicas de inversão de fase,
estes emissores podem também transportar itens de/para coordenadas dentro do
volume habitável da própria nave.
Scanners de destino
- Um grupo de quinze
blocos de sensores, parcialmente redundantes localizados nos conjuntos sensores
laterais, superiores e inferiores. Estes dispositivos determinam as coordenadas
de transporte, incluindo direção, distância, e velocidade relativa do destino do
transporte. Os scanners de destino também produzem informações ambientais sobre
o local de destino. Coordenadas de transporte também podem ser geradas pelos
scanners de navegação, táticos e de comunicação. Para transporte interno
ponto-a-ponto, as coordenadas podem ser obtidas dos sensores internos da nave.
Tripulantes podem ser localizados para transporte através de seus comunicadores.
O texto cima mostra,um pouco do funcionamento técnico desse equipamento na
Enterprise-D, mas como a Federação e outros povos da galáxia o utilizam? Quais
povos possuem o teletransporte?
Vimos que, durante o século 22 da Terra, o desenvolvimento desta tecnologia
ocorreu simultaneamente com o do motor de Dobra 5, da Enterprise NX-01. As
origens do teletransporte da Terra estão no episódio “Daedulus”, do quarto ano
de Enterprise, onde descobrimos que para esta tecnologia surgir, ocorreu
o que poderíamos chamar de uma tragédia familiar. Nesta série, nos é passada a
noção de que os vulcanos possuem esta tecnologia já faz algum tempo, mas seus
inimigos, os andorianos não a possuem. A maioria dos povos visitados pelo
Capitão Archer, que já tinham motor de dobra, também tinham o teletransporte -
entre eles os principais vilões da serie: sulibans, klingons e xindis. Quanto
aos romulanos, suas aparições no Século 22 não dão pistas suficientes pra se
determinar se eles já possuem esta tecnologia. Considerando que são inimigos dos
klingons, humanos da terra, andorianos e tellaritas, é improvável que eles não
tenham esta tecnologia.
Pelo que foi visto na Série Clássica, durante o século 23 o
teletransporte já esta bem difundido pelos povos dos quadrantes alfa e beta.
Numa ocasião, um defeito no transporte dividiu a personalidade do Capitão Kirk
em dois corpos idênticos, com o detalhe que um era bom, o outro era ruim. Na
Nova Geração também vimos algumas situações inusitadas com o teletransporte:
de modo semelhante uma falha técnica gerou outro Comandante Riker, que ficou
vários anos sozinho numa base abandonada da Federação. Esta cópia de transporte
recebeu o nome de Tom Riker, e ele depois aparece em
Deep Space 9 como um
terrorista maqui. No episódio “Relíquia” ("Relics"), descobrimos que Scotty (o
engenheiro chefe da Enterprise de Kirk) ficou uns 70 anos suspenso num
feixe de transporte. Foi a única forma dele se salvar do acidente que ocorreu
com uma nave, quando ele ia para seu local de descanso, após se aposentar. "Relics"
acabou tornando-se um dos melhores episódios da Nova Geração, e é uma
grande homenagem à Série Clássica. Nele vemos os dois engenheiros - La
Forge e Scotty - se unirem para salvar a tripulação da Enterprise-D, e é
Scotty quem tem a idéia que salva todos. A dupla é resgatada por um tranporte,
mas aqui temos uma pequena falha no episódio: os escudos da Jenolen estavam
erguidos, o que torna impossível o transporte.
No século 24, vemos em Deep
Space 9 que os povos do quadrante gama possuem esta tecnologia, é provável
que ela tenha surgido neste quadrante antes do alfa. Os metamorfos criaram o
Dominion 2000 anos antes da construção da estação Terok nor (DS9 para a
Federação), e passaram a oprimir os que eles chamam de sólidos. Durante toda a
serie DS9, nos é passada a noção de que o Dominion é uma civilização
tecnologicamente superior em várias áreas cientificas. Os escudos dos caças Jem'
hadares atravessam facilmente os escudos de uma nave classe Galaxy (a Odissey),
mas o contrário não ocorre. Também vemos, na primeira aparição do Dominion, uma
vorta usando um teletransporte para alguma nave camuflada. Eles não conseguem
nem impedir o teletransporte ou detectar para onde ela foi transportada. Isso
mostra que a tecnologia de teletransporte do Dominion é mais avançada.
Quando a Voyager vai parar no quadrante delta, descobrimos que os kazons
não possuem esta tecnologia. Eles tentam capturar a Voyager para roubar
suas tecnologias de transporte, sintetizadores e holodecks, e também usar
a nave contra seus inimigos. Já os borgs possuem uma tecnologia de transporte
tão avançada que conseguem até impedir que outros se transportem para seus
cubos. Durante uma batalha com os borgs, só com medidas extremas se consegue
entrar num cubo borg ("The Best of Both Worlds 2") ou sair dele. Provavelmente
os borgs tenham adquirido esta tecnologia bem antes do Dominion.
Para os fãs da
tecnologia do teletransporte, aqui vai uma boa noticia:
Terra - O teletransporte usado pelos personagens de Jornada nas Estrelas
- e sonhado pelos fãs da série como solução para trânsitos congestionados ou
vôos intermináveis - ainda está muito distante da realidade, mas um passo
importante acaba de ser dado nesse sentido. Até agora, cientistas haviam
conseguido teletransportar apenas luz ou um único átomo por pequenas distância
em uma fração de segundo. Mas o professor Eugene Polzik e sua equipe no
Instituto Niels Bohr, na Universidade de Copenhaguem, na Dinamarca, fizeram uma
descoberta muito importante transformando luz em matéria. "É um passo adiante
porque pela primeira vez envolve o teletransporte entre a luz e a matéria, que
são dois objetos diferentes. Um carrega a informação e o outro a guarda",
explicou Polzik. O experimento envolveu pelo primeira vez um objeto atômico
macroscópico, contendo trilhares de átomos. Eles também teletransportaram a
informação a uma distância de meio metro, mas acreditam que possa ir mais longe.
"Teletransporte entre dois átomos foi feito há dois anos por duas equipes, mas
este experimento transportou os átomos a apenas uma fração de milímetro",
explicou o pesquisador. "Nosso método permite o transporte em maiores distâncias
porque envolve luz como forma de carregar os dados", completa. Como se pode ver,
essa tecnologia já esta sendo desenvolvida na nossa realidade, e como vários
países possuem programas para desenvolvimento de naves, como a Nasa, que criou o
primeiro ônibus espacial nos anos 1980, quem sabe um dia surjam naves com
teletransporte.
Fontes:
www.trekbrasilis.net/tng/universo/tecnologia/transporte.htm
www.terra.com.br
Guilherme da Costa Radin
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