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HOMEM-ARANHA 2 (Spider-Man
2, EUA, 2004)
Gênero: Aventura
Duração: 127 min.
Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, Alfred Molina, James Franco,
Elizabeth Banks, Bruce Campbell, Rosemary Harris, J.K. Simmons
Compositores:
Danny Elfman, Steve
Bartek, John Debney, Joseph LoDuca, Christopher Young
Roteiristas: Alfred Gough, Miles Millar,Michael Chabon, Alvin
Sargent
Diretor: Sam Raimi
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Aracnídeo em ascensão
Sam Raimi imprime seu estilo pessoal à
primeira seqüência de
HOMEM-ARANHA, fazendo do filme o principal candidato a melhor blockbuster
do ano
Sam
Raimi é gênio, meus caros. O cidadão fez
simplesmente uma das maiores obras-primas da década de 80, com
um orçamento absurdamente ínfimo. A MORTE DO
DEMÔNIO (EVIL DEAD) é puro amor ao cinema, é
domínio técnico interminável,
indescritível. É podreira e é tensão ao
mesmo tempo. A "tensão-comédia", a que diverte. E
não haveria porque HOMEM-ARANHA 2 ser diferente.
A diferença de HOMEM-ARANHA 2 para Evil
Dead é que, no primeiro, há limitações - criativas e técnicas. Raimi é o
diretor, mas não faz o que quer com o filme. Mesmo assim, há uma cena que é
plena referência ao seu clássico, a do hospital. Referência sem o sangue de EVIL
DEAD, mas reproduzindo até mesmo os planos, as posições da câmera.
E Raimi, mesmo não fazendo de HOMEM-ARANHA 2 uma obra de paixão, faz com que ela
tenha a sua cara. A "tensão-comédia" é muito presente, você está vendo o filme,
o herói está bastante complicado, mas tudo aquilo é engraçado, é absurdo. E você
sabe, no caso de Homem-Aranha, como tudo vai acabar. Se eu chegar aqui e disser
"O Aranha morre no final", todo mundo vai rir da minha cara, sendo que em outros
casos iriam se revoltar.
HOMEM-ARANHA 2 não é tão bom quanto A MORTE DO DEMÔNIO por causa dos lugares
comuns, dos clichês extremos. É a ordem cinematográfica do filme de herói
Hollywoodiano, o cara passa por todo tipo de dificuldade mas vence no final. E
tudo é muito feliz. Ok, sem problemas, eles residem no esquema de
desenvolvimento, como em um momento ele não tem nada e, depois, como ele
recupera tudo. É idêntico a todos os outros filmes do tipo.
Se Raimi, porém, não fosse o diretor, acredito que este seria até mesmo um filme
ruim. Os problemas vividos por Peter Parker, por exemplo, são ressaltados pelo
magnífico clima criado por Raimi. A paixão dele por Mary Jane, a amizade com o
filho do Duende Verde, passariam batidos, pois são, superficialmente falando,
extremamente clichês. Mas é aí que vemos a presença de alguém lá, capaz de
deixar isso acima de efeitos visuais, mesmo em um pleno blockbuster.
E o que eu tinha xingado muito no filme anterior não se repete aqui, ainda bem.
Mas isso fica para vocês verem no filme, não vou entregar nada. Vale dizer que
tecnicamente tudo é muito bom, até os efeitos, que não se tornam abusivos em
momento algum. A trilha sonora sobressai apenas na abertura, aliás, ótima
abertura. E o elenco, infelizmente, é bastante medíocre.
Mas é o melhor blockbuster do ano, até o momento. Graças ao gênio Raimi.
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