LARA CROFT: TOMB RAIDER (Lara Croft: Tomb Raider, EUA, 2001)
Gênero: Aventura
Duração: 100 min.
Estúdio: Paramount
Elenco: Angelina Jolie, Daniel Craig, Leslie Phillips, Rachel Appleton, Iain Glen, Richard Johnson, Julian Rhind-Tutt, Noah Taylo
Compositor: Graeme Revell
Roteiristas: Patrick Massett, John Zinman, Mike Werb
Diretor: Simon West 

Não dava para esperar muito de um filme que é baseado em um videogame como TOMB RAIDER, basicamente um jogo de ação e peripécias. Mas mesmo assim ele força o jogador a pensar por apenas alguns instantes - seja para descobrir qual é o caminho que Lara Croft deve tomar, seja para escolher o melhor golpe para destruir o inimigo. E é aí que TOMB RAIDER, o filme, falha. No quesito ação não deve nada ao game: traz pancadarias, tiros, templos caindo e vilões a toda prova. Lara é invencível e dá piruetas impossíveis, mas que não são mesmo para serem levadas a sério.

O problema do filme é sua total falta de cérebro. Não existe história, resumindo-se a um corre-corre generalizado e meio sem sentido em cenários variados, com design tipo desfile de escola de samba, como se fossem as diversas fases do jogo e música techno-pop irritante. Tem cenas de ação até bem feitas e efeitos razoáveis, mas não envolve a platéia, que limita-se a acompanhar entediada as idas e vindas da heroína em busca de um artefato que pode ser usado para controlar o tempo. 

Angelina Jolie limita-se a fazer bico com seus lábios gigantes e dar sorrisinhos cínicos para a câmera, mas exigir dela algo mais que isso também já seria demais. O resto do elenco, entretanto, é fraquíssimo - principalmente os dois ajudantes da heroína - e ajuda ainda mais o filme a ir para o buraco. No final, TOMB RAIDER não passa de mais um filme de aventuras banal e acéfalo que, se não chega a aborrecer totalmente, também não causa maior impressão ou impacto. Ou seja: desperdício de tempo e dinheiro, tanto de quem o produziu quanto de quem pagou para vê-lo.


Cotação:
**

André Lux

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