X-MEN: O CONFRONTO FINAL (X-Men: The Last Stand, EUA, 2006)
Gênero: Ficção Científica, Aventura
Duração: 103 min.
Elenco: Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, Shawn Ashmore, Ellen Page, Ben Foster, Aaron Stanford, James Marsden
Compositor: John Powell
Roteiristas: Zak Penn, Simon Kinberg
Diretor: Brett Ratner

Saudável evolução

Apesar da troca de diretor, capítulo final da trilogia X-MEN é um filme competente que nada fica a dever aos outros - na verdade é até melhor

“O melhor de todos”, “Com cenas de ação fantásticas”. Poderia dispor de inúmeras frases feitas pata descrever X-MEN: O CONFRONTO FINAL, mas isto seria apenas seguir à risca a lógica de que blockbusters não são produções relevantes. Além das inúmeras explosões, dos obrigatórios efeitos especiais e de uma tradução perfeita da relação “Quadrinhos-Cinema”, X-MEN levanta em discussão temas pertinentes como a auto-aceitação e a intolerância.

Se Bryan Singer (diretor dos filmes anteriores) falava de preconceito, Brett Ratner assumiu a série com a missão de dar um desfecho ao drama dos mutantes e ao mesmo tempo satisfazer as expectativas dos numerosos (e exigentes) fãs. O roteiro deixa Wolverine (Hugh Jackman) de lado para se concentrar em Jean Grey (Famke Janssen) agora sob influencia (maléfica?) de sua outra personalidade, a Fênix. Conhecemos também o Anjo (Ben Foster), personagem infelizmente pouco explorado no longa, que é de extrema importância para a trama desta continuação. Quando criança o mutante se reprimia de forma violenta que levou seu pai a desenvolver uma “cura” – a verdadeira vilã da história.

Magneto: “Ninguém vai nos curar; nós somos a cura!” Eis o conflito: ser mutante é uma doença a ser erradicada? “É uma aberração para mim, como seria se uma pessoa me dissesse que eu preciso me curar da minha sexualidade, ou se alguém dissesse que os negros pudessem tomar uma pílula que iria ‘curá-los’ do fato de serem negros” – palavras de Sir Ian McKellen, gay assumido e mais uma vez destaque nas interpretações.

E como todo fim de trilogia (pelos menos eles dizem), personagens centrais não serão poupadas no mar dos efeitos especiais. Aliás, conduzidos por competência pelos magos da WETA – alguém aí falou Industrial Light and Magic? A equipe por trás de Gollum e King Kong cria um ambiente caótico para o confronto final: pontes serão removidas, casas serão reduzidas a pó... nunca os efeitos-especiais farão você querer chorar!

Um desfecho competente. Vá com toda a expectativa possível e se emocione. Esta saga X-MEN deve ser tomada como exemplo para qualquer franquia posterior, envolvendo heróis de quadrinhos. Inteligente sem ser didática. Emocionante sem ser piegas. A aparente despretensão é dissolvida quando as luzes acendem, você toma fôlego e não questiona a falta de amarelo na roupa do Wolverine, mas sim qual a opinião do herói em relação a questões como o preconceito, etc...

Atenção: fique até o fim dos créditos, a história continua!

Cotação:
Alex Oliveira
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